Autor: Tom Carney Novembro 2010



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T h o u g h t L I n e

(Alimento para Reflexão)



Autor: Tom Carney Novembro 2010





Liberdade
A perda do verdadeiro significado dos conceitos contribuiu muito para a selvageria contemporânea. As pessoas espalham pérolas em torno como areia. Verdadeiramente, é tempo de substituir muitas definições. - Nova Era Comunidade, § 47


O
Liberdade é um conceito tão profundo quanto o Universo.
Conceito de Nova Era, com a grande velocidade que é uma característica marcante da “novidade” desta Nova Era, tornou-se tão carregado com ectoplasma emocional e concepções lineares irracionais que ele quase desapareceu por inteiro na sepultura da inexpressividade, o antigo cemitério de outros incontáveis conceitos. No entanto, somando-se à velocidade com que as coisas estão se estruturando e aparentemente mudando, outra característica significativa da Nova Era, embora menos percebível, é a expansão da consciência da ultrapassada visão linear separativa e materialista da realidade para uma percepção consciente de uma realidade hologramática multidimensional. É a ainda muito funcional velha visão materialista do mundo que conduz à “perda da verdadeira importância de conceitos”. É a visão multidimensional da consciência expandida que irá nos possibilitar atender à sugestão do Mestre M. de substituir muitas definições.

Que a perda da verdadeira importância da Liberdade resultou em uma enorme contribuição para a selvageria contemporânea é no mínimo uma afirmação abrandada. Nos últimos poucos anos, o conceito de Liberdade tornou-se um dos mais nocivos, mal interpretado e conseqüentemente politicamente mal empregado Princípio da Física Cósmica. Assim como muitas ao longo dos séculos, esta Lei particular tratando da natureza do Cosmo tem sido vista e definida através das deformadas lentes bidimensionais de uma pessoal, materialista, separativa realidade autoconsciente.


Liberdade é um conceito abstrato tão profundo quanto o Universo. Através da janela bidimensional da visão pessoal separativa, vemos a realidade virtualmente ao inverso do que ela é. Baseado nesta visão invertida, bidimensional, nossa concepção de liberdade repousa numa série de pensamentos-forma que depende da noção que nós somos, literalmente, nossos corpos físicos.

Esta noção, tão antiga quanto a humanidade, é visível no registro histórico. Desde épocas muito remotas até relativamente recente, um rei era soberano. Ele era o dono separado, independente e autônomo da própria existência física das terras e de tudo que havia nelas ou dentro delas, incluindo os outros seres humanos, sobre os quais ele reinava.


A luta “moderna” por liberdade que vem se travando há muito tempo foi inicialmente uma luta para estabelecer a noção da soberania individual, ou como Huey Long (1) colocou, em 1934, para fazer de “Todo homem um rei”.
(1) NT - Huey Pierce Long = (1895-1935) Político populista e sulista, membro do Partido Democrata, nascido nos Estados Unidos. Foi governador e depois senador do seu Estado natal, a Louisiana. No seu governo, desenvolveu rede de estradas, construção de pontes, aumentou as despesas com educação, livros escolares gratuitos, maiores despesas com a saúde pública, taxação dos rendimentos do petróleo e combate aos grandes lucros das grandes empresas. Fundou um movimento de distribuição de renda que levava seu nome. O movimento teve um êxito imenso, mas seu estilo progressista atraiu para si muito antagonismo da parte dos poderosos e ele acabou assassinado quando tencionava se candidatar à Presidência dos Estados Unidos no pleito de 1936.
Nenhum exemplo ilustra melhor os laços de escravidão que nos prendem do que a noção de direito de propriedade versus direitos humanos. Sob a soberania de um Rei, o povo foi reduzido à propriedade. Esta usurpação cosmicamente doada da soberania individual por algum outro indivíduo separado é o que queremos dizer basicamente por escravidão. Foi no âmbito da perversa rede do sofisma, medo e confusão da Grande Ilusão, que, há muito tempo, os ovos deste particularmente ímpio e pernicioso aspecto da Grande Mentira, “direitos de propriedade” foram chocados. Que nossa humanidade e os direitos que são intrínsecos ao ser humano estão sujeitos a ser propriedade de outro ser humano é um dos mais profundos e negros aspectos da Grande Mentira. Por muitos, muitos éons de intermináveis lutas ou guerras, gradualmente, mas longe de ser por inteiro, a humanidade conseguiu livrar um grande número de indivíduos desta enorme Mentira e estabeleceu com bastante clareza que a liberdade da soberania individual é uma evidência cósmica.
No entanto, os habitantes das trevas, que nunca descansam, conseguiram incutir na moderna teoria governamental a noção de “direitos de propriedade” como sendo igual se não superior aos direitos humanos. Pessoas possuem propriedades. Como proprietários elas tornam-se identificadas com a propriedade. Portanto, todo homem se torna soberano, um rei, completamente separado de todos os outros reis. Eles começam a ver qualquer violação na sua propriedade, qualquer que seja como um ataque à sua liberdade pessoal.
Esta é a semente da Mentira básica que ancora nossa realidade Espiritual numa densa identificação física. É verdade que os mais esclarecidos dentre nós tentaram fazer leis que protejam indivíduos das violações de suas liberdades pelos atos de outros expressando suas liberdades. No entanto, essas leis, sendo extensões bi-dimensionais da visão invertida da realidade, estão tão eivadas de confusão e contradições que elas são virtualmente sem sentido. Elas são empregadas, sobretudo, pela minoria poderosa para controlar a maioria. Exemplo: O direito de uma pessoa de possuir água de um rio e impedir que se utilizem dela outros que morrem de sede é inatacável, muito embora o proprietário da água, no exercício de sua liberdade, está passando por cima do direito de outros de não morrerem de sede.
Seria fácil fazer uma lista bem longa de tais exemplos idiotas de leis ou situações que são baseadas na noção bi-dimensional invertida e definições de liberdade. “As coisas”, disse Emerson (2), “ocupam a sela e elas cavalgam a humanidade”. Quando pensamos em ‘coisas’, nós p
As coisas”, disse Emerson, “ocupam a sela e elas cavalgam a humanidade”.
ensamos em objetos físico-densos: carros, sapatos, casas, armas, terras e ilhas.
(2) NT - Ralph Waldo Emerson = (1803-1882) Poeta, escritor e filósofo americano. Foi Pastor em Boston, como seu pai, mas interrompeu essa atividade por divergências doutrinárias sobre a “eucaristia”, e começou a desenvolver sua filosofia “transcendentalista”: uma introspecção metódica para se chegar além do “eu” superficial, ao “eu” profundo, o Espírito Universal comum a toda a espécie humana.
O
Liberdade repousa no nosso reconhecimento de e do rejúbilo no aspecto Cósmico de nossa fraternidade.
s pensamentos-forma que buscam legitimar e tornar permanente a noção de posse ou propriedade privada são muito parecidos com um câncer. A idéia do que constitui propriedade expandiu para incluir coisas que fizeram parte da natureza por ‘kalpas(3). Hoje temos como detentora da posse a figura de uma imensa corporação, que é basicamente um organismo não-humano que goza de todos os direitos inalienáveis de um verdadeiro ser humano, a Monsanto Corporation (4) dona da soja. A soja faz parte da natureza desde o Princípio e tem sido cultivada, literalmente, por kalpas. A Monsanto impede, legalmente, os fazendeiros de cultivarem a soja de sementes que eles não tenham comprado da Monsanto.
(3) NT - Kalpa = (Sânscrito) Termo empregado no Hinduísmo e na Cosmologia Budista. Tem vários significados, mas aqui expressa longos períodos de tempo, éons.
(4) NT - Monsanto Corporation = (fundado em 1901) É uma indústria multinacional de agricultura e biotecnologia, líder mundial na produção do herbicida glifosato e é, de longe, o maior produtor de sementes geneticamente modificadas (transgênicas) do mundo. Seus produtos e suas agressivas práticas legais e de lobby têm feito da Monsanto o alvo número um do movimento antiglobalização e de ativistas ambientais.
Isto é propriedade. A lista do que está aprisionado é interminável e ela inclui coisas não-densas também como exercício do direito e exclusividade. Qualquer alinhamento ou relacionamento ou conjunção que nos liga ou une ou nos associa com outro qualquer ou qualquer outro aspecto do plano físico tais como costumes e leis ou governos, qualquer esforço governamental que tenta restringir nossa “liberdade” de fazer o que quisermos, quando quisermos com nossa “propriedade” são vistas, no mínimo, como uma ameaça de perda da liberdade pessoal.
É simplesmente incrível como esta noção insana escraviza a humanidade. Como é possível que nós, pessoas inteligentes, um tanto educadas, um tanto razoáveis, não possamos enxergar que a liberdade repousa na direção exatamente oposta da nossa identificação com nossos estritamente temporários corpos físicos e com coisas, incluindo os pensamentos-forma em torno de nossas imagens de nossos valores e força pessoal ?
Liberdade verdadeira, amigos, repousa no nosso reconhecimento de e do rejúbilo no fato Cósmico de nossa fraternidade, de nossa unidade e eventual síntese como o Quarto Reino na natureza cujo papel é estabelecer o campo através do qual o Propósito do Logos ingresse nos três mundos inferiores.
Mesmo este sentido de identificação material que constitui uma psicose maciça não pode e não interrompeu, e se enxergarmos o suficiente para perceber, sequer diminuiu a exigência Cósmica por harmonia, por liberdade, por sustentabilidade e beleza. O desdobramento da realização da Humanidade Una e o valor de cada indivíduo está se espalhando por toda a humanidade como um sol nascente.
No momento as coisas parecem sombrias, mas isto não é novo.

É um aspecto do Grande Desdobramento espiral da evolução. Podemos ver os anéis da espiral retrocedendo nosso olhar ao longo do Caminho sobre o qual esta nação vem se desdobrando.


Citei Huey Long. Pelos seus esforços, ele pagou o preço supremo ao ser assassinado em 1935 pelas forças de retrocesso. O assassinato de Huey Long, no entanto, não interrompeu o inexorável desdobramento do Plano que continuou através da eleição de FDR (5) para reconhecer o sagrado no individuo auto-dirigido ou no de tornar todo homem um soberano.
(5) NT - FDR = (1881-1945) São as iniciais pelas quais ficou conhecido Franklin Delano Roosevelt, o 32º Presidente dos Estados Unidos e o único a se eleger para 4 mandatos - de 1932 a 1945 - vindo a morrer no cumprimento do último. Foi o primeiro Presidente a cumprir mais de dois mandatos (atualmente não é mais permitido). Assumiu a presidência em plena crise provocada pela Grande Depressão de 1929. Tirou o país da crise financeira mundial e o conduziu através da Segunda Grande Guerra, onde os Estados Unidos tiveram papel determinante na vitória final dos Aliados.
Este esforço da Hierarquia culminou em alguns dos mais significativos avanços da verdadeira liberdade que o planeta jamais viu. Através do sucesso dos Aliados, o prosseguimento unificado da segunda fase da Grande Guerra Mundial e o programa New Deal (6) (Novo Pacto, Novo Acordo, Novo Trato) que foi instituído por FDR, nós fomos capazes de estabelecer um novo nível de consciência em torno da liberdade pessoal, do valor do ser humano e do fato da Humanidade Una.
(6) NT - New Deal = Nome dado a uma série de programas instituída por FDR entre 1933 e 1937 para recuperar e reformar a Economia e assistir os prejudicados pela crise financeira provocada pela Grande Depressão de 1929. O ‘New Deal’ também teve grande influência na política econômica e social adotada pelo Brasil pelo Presidente Getúlio Dorneles Vargas que esteve no governo do país praticamente pelo mesmo período, de 1930 a 1945 (mais tarde elegeu-se para mais um mandato, desta vez, por voto direto, de 1951 a 1954, no qual veio a falecer). FDR e GDV se admiravam mutuamente. São de FDR as seguintes palavras em 1936: “Despeço-me esta noite com grande tristeza. Há algo, no entanto, que devo sempre lembrar. Duas pessoas inventaram o “New Deal”: o Presidente do Brasil e o Presidente dos Estados Unidos”.
Um aspecto não tão evidente, mas profundamente significativo tanto da unificação dos aliados sob a bandeira que reconhecia, na verdade não em tantas palavras ditas, o fato da Humanidade Una independente de raça, culturas e idiomas nacionais e a formulação e implementação do programa “New Deal” era que a liberdade pessoal inclui um nível de responsabilidade pessoal pela liberdade dos outros. Este enorme passo possibilitou a sanidade, ou senso de realidade conectado e respeito mútuo, para derrotar a insanidade das forças de retrocesso na guerra que consumiu a primeira metade do século 19 e conduziu por um período de trinta anos de expansão da consciência do valor de cada ser humano individual e o reconhecimento do fato que a humanidade é una.
Embora ele estivesse se referindo diretamente à questão da escravidão, a noção do valor de cada indivíduo e o fato da humanidade ser una era igualmente a mensagem subliminar do Grande Libertador anterior: “Uma casa dividida contra si mesma não pode subsistir”. Isto é tão verdadeiro hoje quanto era no início desta encarnação planetária e o período em que Abraham Lincoln o verbalizou. A Liberdade, como se revelou, é uma série de emancipações, as quais são passos para fora da servidão ou escravidão que é um aspecto da nossa identificação com formas e para dentro de uma percepção da nossa já existente realidade universal sintética.
P
Pelo fato de haver na verdade apenas Uma Humanidade, todas as guerras são na essência guerras civis.
elo fato de haver na verdade apenas Uma Humanidade, todas as guerras são na essência guerras civis. Não é um grande salto perceber como éramos na Grande Guerra do último século, estávamos mais uma vez envolvidos numa guerra civil mundial sobre escravidão. No holograma do Grande Desdobramento, a guerra atual é um anel bem visível no giro da espiral da evolução. A sua aproximação foi sinalizada pelo Presidente Eisenhower (7) que havia adotado e, em vários aspectos, fortalecido os programas do “New Deal” quando, em seu discurso de despedida, em 17 de janeiro de 1961, ele traçou o caminho seguro para a Liberdade e alertou sobre o Complexo Industrial Militar: “Devemos permanecer vigilantes contra o aumento injustificado, queiramos ou não, da influência que exerce o complexo industrial-militar ... O potencial para o desastroso crescimento equivocado da força existe e persistirá ... Apenas o exercício de cidadania atenta e informada pode obrigar o engendramento adequado do enorme maquinário industrial e militar de defesa com nossos métodos e metas pacíficas para que a segurança e a liberdade possam prosperar juntas”. - Discurso de Despedida para a nação proferido por Eisenhower em 17 de janeiro de 1961.

(7) NT - Dwight David Eisenhower (Ike) = (1890 - 1969) - Comandante Supremo da Forças Aliadas durante a Segunda Guerra Mundial e o 34º Presidente dos Estados Unidos, de 1953 a 1961.
Em novembro de 1960 JFK (8) foi eleito presidente. Os comentários de JFK na abertura do primeiro debate presidencial televisado, claramente se referiram ao Bem Comum e Bem Estar Geral como sendo a única estrada para a Liberdade:
“Na eleição de 1860, Abraham Lincoln disse que a questão era se esta Nação poderia subsistir metade escrava ou metade livre. Na eleição de 1960, e com o mundo à nossa volta, a questão é se o mundo subsistirá metade escravo ou metade livre, se se moverá na direção da liberdade, na direção do rumo que nós estamos tomando ou se tomará o rumo da escravidão. Eu penso que dependerá em grande parte do que faremos aqui nos Estados Unidos, no tipo de sociedade que construirmos, no tipo de determinação que mantivermos”.
(8) NT - JFK = Iniciais de John Fitzgerald Kennedy - (1917-1963) - 35º Presidente dos Estados Unidos.
O mundo se encheu de esperança. Em 28 de agosto de 1963, Martin L. King (9) falou da essência do significado e da importância da liberdade nos degraus do Lincoln Memorial em seu discurso “Eu tenho um sonho...”. Fomos todos elevados a um patamar ainda mais alto de esperança e determinação.
(9) NT - Martin Luther King = (1929 - 1968) - Pastor Protestante e ativista político norte-americano tendo se tornado a pessoa mais jovem a receber o Premio Nobel da Paz, em 1964, pouco antes de ser assassinado.
Em 11 de novembro de 1963 John F. Kennedy foi assassinado. Eu estava lecionando Inglês para alunos de 11ª e 12ª séries numa escola secundária de classe média, na Califórnia, quando este fato ocorreu. Foi um acontecimento devastador, desencorajador e inacreditável para mim e para aquelas crianças. Durante meses após aquilo, parecia que uma grande nuvem havia encoberto o sol. O resultado deste acontecimento na minha vida pessoal foi que eu simplesmente fiquei ainda mais focado nos temas da poesia e literatura, dignidade humana, coragem, visão e esperança que eu compartilhava com estes jovens irmãos e irmãs.
A luz pareceu se reacender quando o Presidente Johnson (10) expandiu grandemente o conceito do Bem Comum e do Bem Estar Geral através dos programas chamados “Grande Sociedade” (11).
(10) NT - Lyndon Baines Johnson = (1908 - 1973) - Grande líder do Partido Democrata. Era o vice-presidente que assumiu quando Kennedy foi assassinado. Após completar o mandato de Kennedy foi eleito Presidente em 1964. Foi o 36º presidente dos Estados Unidos de 1963 a 1969.
(11) NT - “Grande Sociedade” = Criado em 1965, o programa no seu todo defendia ajuda à educação, ataque a doenças, ‘Medicare’ (atendimento de saúde para maiores de 65 anos), reforma urbana, embelezamento, conservação e desenvolvimento de regiões depreciadas, uma luta em grande escala contra a pobreza, controle e prevenção do crime e da delinqüência, e remoção dos obstáculos ao direito de voto.
No entanto, ao mesmo tempo o espectro insano da Guerra do Vietnã cresceu cada vez mais. Em Memphis, no Tennessee, na noite de 3 de abril Martin Luther King forneceu uma imagem ainda mais nítida do significado e importância da liberdade em seu discurso “Eu estive no Topo da Montanha”:

“Então eu cheguei a Memphis e alguns já começaram a lançar ameaças, ou comentar as ameaças que estavam circulando. O que me aconteceria por parte de alguns de nossos irmãos brancos doentes. Bem, eu não sei o que virá agora. Temos dias difíceis pela frente. Mas isso não importa para mim agora porque eu estive no topo da montanha. E não me importo mais. Como qualquer pessoa, eu gostaria de ter uma vida longa. A longevidade é importante. Mas não estou mais preocupado com isso agora. Quero apenas cumprir a vontade de Deus. E Ele me permitiu subir a montanha. E lá de cima eu pude ver. E vi a Terra Prometida. Eu talvez não chegue lá com vocês. Mas esta noite quero que saibam que nós, como um povo, chegaremos à Terra Prometida. Por isso estou feliz esta noite. Não estou preocupado com nada. Não temo nenhum homem. Meus olhos viram a glória da vinda do Senhor!"

Então, no começo da noite do dia seguinte, em 4 de abril de 1968, quando estava em pé na varanda do motel em que se hospedava em Memphis, no Tennessee, Martin L. King foi assassinado.

Poucas horas mais tarde, em Indianápolis, em Indiana, Robert F. Kennedy (12), de pé na carroceria de uma caminhonete informou a uma multidão da morte de MLK. Abrindo mais uma vez uma janela para o significado e a importância da Liberdade:



Senhoras e Senhores,

Eu vou lhes falar apenas por alguns minutos nesta noite. Porque eu tenho notícias muito tristes pra dar a todos vocês e eu acho que são notícias tristes para todos os nossos compatriotas e pessoas que amam a paz no mundo todo. Atiraram em Martin Luther King e ele foi morto esta noite em Memphis, Tennessee.

Martin Luther King dedicou sua vida ao amor e à justiça entre os seres humanos. Ele morreu por esta causa. Neste dia difícil, nesta época difícil para os Estados Unidos, talvez seja bom nos perguntarmos que tipo de nação nós somos e para qual direção nós queremos ir.

Para aqueles que são negros - considerando a evidência lógica de que há pessoas brancas responsáveis - vocês podem ficar cheios de amargura, com ódio e um desejo de vingança.

Nós podemos ir nessa direção como um país, numa polarização progressiva - negros com negros e brancos com brancos, cheios de ódio uns contra os outros. Ou nós podemos fazer um esforço, como Martin Luther King fez, para entender, e para compreender e substituir essa violência, essa mancha de sangue da matança que se espalhou por sobre nossa terra, com um esforço de entendimento, compaixão e amor.

Para aqueles de vocês que são negros  e estão tentados a se encher de ódio e suspeita por causa da injustiça desse ato, contra todos os brancos, eu gostaria apenas de dizer que eu também posso sentir em meu próprio coração o mesmo tipo de sentimento. Eu tive um membro da minha família assassinado, mas ele foi morto por um homem branco.

Mas nós temos que fazer um esforço nos Estados Unidos, nós temos de fazer um esforço para entender, e ultrapassar estes tempos tão difíceis.

Meu poeta favorito, Ésquilo, certa vez escreveu: "Mesmo no nosso sono, a dor que nós não podemos esquecer cai, gota a gota no coração, até que, no nosso próprio desespero, contra a nossa vontade, se torna sabedoria através da enorme graça de Deus."

O que nós precisamos nos Estados Unidos não é divisão; o que nós precisamos nos Estados Unidos não é ódio; o que nós precisamos nos Estados Unidos não é violência e falta de lei, mas amor, sabedoria e compaixão, uns para com os outros e um sentimento de justiça para com aqueles que ainda sofrem dentro de nosso país, não importando se são brancos ou se são negros.

Então eu vos peço esta noite, que retornem às suas casas para rezar pela família de Martin Luther King, sim, é verdade, - mas mais importante seria rezar pelo nosso próprio país, que todos amamos - uma oração pelo entendimento e compaixão dos quais falei. Nós podemos fazer o certo neste país. Todos teremos tempos difíceis. Nós já tivemos tempos difíceis no passado. E teremos no futuro. Não é o fim da violência, não é o fim da falta de lei e não é o fim da desordem.

Mas a vasta maioria dos brancos e a vasta maioria dos negros deste país querem viver juntas, querem melhorar a qualidade de vida e querem justiça para todos os seres humanos que subsistem em nossa terra.

E vamos nos dedicar àquilo que os gregos escreveram tantos anos atrás: domar a selvageria do homem e suavizar a vida no mundo. Vamos nos dedicar a isso e rezar pelo nosso país e por nossa gente.”

(Discurso RFK por ocasião do assassinato de Martin Luther king em 4 de abril de 1968, em Indianápolis, Indiana).

(12) NT - Robert Francis Kennedy = (1925 - 1968) - Era irmão e conselheiro do Presidente John Kennedy, foi Ministro da Justiça de 1961 a 1964 e Senador por Nova York de 1965 até o seu assassinato em 1968.
Dois meses mais tarde, em 5 de junho de 1968, em Los Angeles, Califórnia, Robert F. Kennedy era assassinado.
A eleição subsequente de Richard Nixon (13), como sabemos, levou a corrupção no nosso governo a níveis inacreditáveis. Nessa ocasião, era bem evidente para todos, menos para aqueles que estavam dormindo no cemitério do conforto, que as forças do retrocesso estavam ativas no mundo novamente. Esta investida das forças trevosas sobre o Bem Comum e o Bem Estar Geral continuou com a eleição de Ronald Reagan (14), em 1980.
(13) NT - Richard Milhous Nixon = (1913 - 1994) - Foi eleito vice-presidente de Dwight D. Eisenhower, em 1953. Concorreu à presidência em outras ocasiões e, finalmente, foi eleito 37º Presidente dos Estados Unidos de 1969 a 1974 quando foi forçado a renunciar após o escândalo que ficou conhecido como “Watergate”.
(14) NT - Ronald Wilson Reagan = (1911 - 2004) - Era ator de Hollywood e depois governador da Califórnia e, por fim, o 40º Presidente eleito dos Estados Unidos, de 1981 a 1989.
A implementação do chamado “Reaganomics” (seu Plano Econômico), as teorias de “Controle Gôta-a-Gôta da Economia”, deu início à maior transferência de riquezas que o mundo jamais conheceu. A transferência foi a mudança de bens de todos os tipos da posse e controle dos pobres, das classes baixa e média, cerca de 80 a 85% da população, para os cofres dos ricos e dos super ricos. Desde então, os esforços de colocar os direitos humanos à frente dos direitos de propriedade, de promover liberdade, igualdade e respeito para todas as pessoas, por corretas relações humanas, pelo reconhecimento da Humanidade Una e o valor a cada indivíduo da vida de vanguarda que vivíamos nos últimos 30 ou 35 anos havia se dissolvido grandemente.
A presente guerra civil é, como eu disse, o mais recente capítulo, em muitos aspectos, da continuação de tempos imemoriais da guerra civil mundial que travamos de 1914 a 1945. As situações pelas quais lutamos a guerra civil americana, o conflito mundial de 1914-1945, e os conflitos de hoje são as mesmas; o que está em jogo é a mesma coisa. Cento e dez anos antes do assassinato de MLK, Abraham Lincoln se referiu ao que está em jogo extraindo da seguinte declaração do “Novo Testamento”: “Todo reino dividido contra si mesmo acabará em ruína, e toda cidade, ou casa, dividida contra si mesma, não subsistirá.” - (Mateus, 12:25). Lincoln disse: "Uma casa dividida contra si mesma não pode subsistir. Eu acredito que este governo não pode suportar, permanentemente, ser metade escravo e metade livre. Eu não espero que a União seja dissolvida - Eu não espero que a casa desmorone - mas espero sim que ela deixe de ser dividida. Ela terá de se tornar toda uma coisa ou toda outra.” - “Discurso da Casa Dividida”, 16 de junho de 1858.
O que Mateus disse nos dias que se sucederam à crucificação do Prín-cipe da Paz vale tanto para hoje como para então. E o que disse, em linguagem moderna, era que ou nós acabaremos como um mundo escravo ou como um mundo livre.
Embora tremendos esforços estejam sendo feitos para precipitar a guerra atual no plano físico denso, no momento ela está sendo travada no plano mental. A mídia é, como tem sido por muito tempo, a arma secreta das forças de retrocesso. Elas a usam com grande destreza. Os exércitos de sofistas e magos negros tecem diariamente escuras teias de terror e confusão que alcançam bilhões de mentes.
É aqui, no plano mental, que estamos mais conscientemente unidos neste esforço pela liberdade. É aqui que as Forças da Luz triunfarão. A luta é pelos corações e mentes dos seres humanos, dos nossos irmãos e irmãs.
Como eu disse, a presente situação parece sombria, especialmente para aqueles que não veem pelo aspecto multidimensional. No entanto, nós estivemos aqui antes, muitas vezes, e sempre prevalecemos. A oportunidade de hoje nos contempla com talvez o nosso maior desafio. Nós lhe damos boas-vindas. Sabemos que quanto maior a resistência à Luz, maior a sua intensidade, mais profundo será o chamado à nossa coragem e vontade de sermos seres humanos e não escravos.
Isto foi escrito há muito tempo. A Hora é chegada. O esforço em curso é para despertar o gigante adormecido, de reunir o zelo e a coragem daqueles ainda padecendo nos cemitérios da Grande Ilusão. Portanto, cada palavra de Luz é uma “seta trovejante”. Cada pensamento de bondade amorosa, de beleza, de zelo, de respeito e consideração pelos outros é um rasgo nos véus da treva e do medo. Expulse o medo e a dúvida. Saiba que estamos vencendo. Nós temos um poderoso alinhamento de Corações Solares atrás de nós. Nós somos uma força irrefreável, e iremos continuar a prevalecer.
Mestre M. dá a fórmula da arma suprema: “Prestai atenção à fórmula pensamento-coração. É possível que ela não seja logo compreendida; não façamos coação sobre o pensamento de ninguém; contudo, alguns dirigirão sua atenção nesta direção – ela conduz à Fraternidade”. - Fraternidade”, § 532
Pensem, irmãos e irmãs. Pensem no coração, “o guardião do poder da imaginação”. - “Discipulado na Nova Era II”, § 555.
Pensem e falem, ajam e irradiem a realidade da unidade. Fraternidade é a essência da Liberdade.
Tom Carney

Novembro, 2010





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