Consciência mediúnica



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Tópicos sobre a prática de Umbanda – 04 de outubro de 2015



CONSCIÊNCIA MEDIÚNICA

É fato que, se estamos aqui reunidos hoje é porque nos declaramos umbandistas: médium, praticante ou simpatizante porém afinizados com as leis da Umbanda e sua doutrina. Mas, o que significa ser “umbandista”? Mais precisamente, porque as pessoas chegam cada vez mais aos Centros de Umbanda querendo desenvolver sua mediunidade? Desde que Allan Kardec nos trouxe como definição de médium aquele que tem a capacidade de levar ou trazer informações entre realidades materiais e outras realidades bem como planos e dimensões o misticismo que envolve essa palavra só cresceu. Sinônimo de poder, prosperidade e superioridade: não!!! Pelo contrário, sinônimo de responsabilidade.

A partir do momento em que uma pessoas se diz “médium” ou recebe esse atributo de alguém sua caminhada torna-se árdua mesmo porque o autoconhecimento está diretamente relacionado com o bom ou mal médium que será. O bom médium, segundo pai Rubens Saraceni, deve estudar sua religião, ser assíduo aos trabalhos e respeitar, “nunca passar na frente” de suas entidades. É fato que o médium que estabelece uma parceria vital com suas entidades será muito mais assistido e apto a realizar certos trabalhos do que os ditos “médiuns turistas”.

A seriedade de cada um para com sua religião é o que vai mostrar qual a importância dela em sua vida. Pare para refletir: como você estaria hoje se lhe tirassem o emprego? Algum ente querido? E se fosse proibido de praticar sua religião? Como seria sua vida? Provações, testes ou dias ruins todos temos mas no caso do médium, essas situações colocam em teste sua fé, determinação e força de vontade.

Comumente, ao término das giras pode ser visto médiuns em desenvolvimento querendo receber o passe das entidades. Seria mesmo necessário? Em situações emergênciais, com certeza porém, sabe-se que o médium é tratado por suas entidades durante sua incorporação portanto é de extrema importância levar a sério o desenvolvimento mediúnico. A regularidade com a qual a incorporação acontece é primordial para o envolvimento dos dois lados: médium e entidade. Quanto mais tempo o médium fica incorporado, mais estará recebendo vibrações, intuições e a ajuda que tanto necessita. Nesse momento, o campo mediúnico estará mais suscetível a interferências e o médium deve se cuidar rigorosamente zelando por seus banhos, defumações e mudanças atitudinais para seu próprio bem estar.

Com o passar do tempo, a incorporação se torna natural. E então surge a pergunta que não quer calar? Estou apto a ser um médium de passe? Como isso ocorre?

As responsabilidades e alegrias estão todas juntas no mesmo pacote. Como se fosse recebido um presente que deve ser utilizado com moderação. Durante uma gira, tantos fatos acontecem: irmãos sendo encaminhados, tratados, trabalhos sendo desfeitos, estourados em seus campos de força e então penso: o médium estará preparado? Não há dúvidas que as entidades estão, são sabias porque como nós, são imagem e semelhança de Olorum Criador. Em todos os anos de Umbanda, nunca vi sinceramente alguém que tenha morrido por ter feito um banho de forma errada, utilizado uma erva ou elemento de maneira incorreta mas, o médium assume a responsabilidade pela desarmonização do consulente quando “passa na frente” de seu guia. A espiritualidade é sábia e hoje foi permitido a grande maioria dos médiuns serem conscientes ou semi inconscientes para que possam aprender durante os trabalhos com seus guias. Muitos consulentes que estão passando por um mesmo problema de vida são atraídos a tomarem passe com seus guias para que “ouvindo” o que a entidade tem a dizer o médium pode se beneficiar dessas palavras. Mas nunca deve ser deixado de lado aprender quais elementos são manipulados por determinados guias e também quais não são. Aprender que as entidades obedecem uma hierarquia onde os da “Direita” respeitam os da “Esquerda” e vice versa. Ao passo que o médium conseguem identificar seus guias poderão saber se estão sendo alvo de uma emboscada incorporando um irmãozinho sem doutrina, um quiumba.

A caminhada do médium é árdua mas ao mesmo tempo gratificante por ser permitido que coloque em prática o dom que recebeu de graça do Pai Maior. Muitos que olham a Umbanda de fora tem uma visão deturpada justamente por conta de seus praticantes. Que fique claro, que a Umbanda é uma religião Cristã, onde seus médiuns rezam, oram, clamam, fazem novenas, acendem velas, tomam banhos de ervas e outros elementos, defumam e respeitam a natureza bem como a todos os seres vivos. Essas premissas são de extrema importância e se interiorizadas pelo coração, ajudarão a fortalecer aqueles que desejam seguir o caminho da fé e da caridade.

Eu sou o caminho, a verdade, a vida e ninguém chega ao Pai senão por Mim”!

Então, vamos estudar?

Um músicos não é a música em si, mas somente uma pessoa que tem o dom ou faculdade de harmonizar os sons e torná-los melódicos e agradáveis aos nossos ouvidos, certo? Já o mesmo não se pode dizer de um orixá pois tanto é uma qualidade divina como seu manifestador unigênito (parte de Deus por estar associado à ele). Na Umbanda temos um único Deus, Olorum, Pai Criador do todo e de todos. Porém cultua-se um panteão de Orixás que são exatamente parte D’ele. Desse modo, fica fácil entendermos que ao clamar pela Lei Maior, por exemplo em nossas vidas, estamos pedindo a intercessão de pai Ogum, pois é esta divindade, que é parte de Deus, Olorum que é a própria Lei Maior.

Com as religiões de matrizes africanas, com suas lendas e mitos conhecemos os orixás e suas atuações. Com pai Rubens Saraceni e seus guias espirituais tivemos o entendimento sobre o culto dos orixás. Graças aos ensinamentos de pai Rubens podemos entender que as sete linhas da Umbanda não são sete. Pai Rubens desmistificou e trouxe à luz de todos os conhecimentos sobre os orixás.

Ao acender uma vela branca e denominá-la ao seu Anjo da Guarda, também por certo devemos oferecê-la assim “Ofereço essa vela a Deus, seus Divinos Tronos e a meu Anjo da Guarda”.

Podemos entender por Tronos:



Tronos



Amor

Conhecimento

Justiça

Ordem/lei

Evolução

Geração

Pai Rubens nos trouxe essa denominação, que até então era o que conhecíamos sobre sete linhas de Umbanda. Mas como explicar todos os orixás manifestados dentro do terreiro?



Trono

Orixá positivo +

Fél

Oxalá

Amor

Oxum

Conhecimento

Oxóssi

Justiça

Xangô

Ordem/lei

Ogum

Evolução

Obaluayiê

Geração

Iemanjá

Quando olhamos uma pilha com seus dois polos não dizemos que ela tem um lado “bonzinho” +, positivo e um lado “mal” -, negativo. Do mesmo modo, não podemos atribuir esses adjetivos aos orixás que tem polaridades diferentes: os orixás de polaridade positiva tem o poder agregador, expansor, harmonizador ao contrário dos negativos que paralisam, esgotam, repelem...

Trono

Orixá positivo +

Orixá negativo -



Oxalá

Oiá Tempo (Logunã)

Amor

Oxum

Oxumaré

Conhecimento

Oxóssi

Obá

Justiça

Xangô

Egunitá

Ordem/lei

Ogum

Iansã

Evolução

Obaluayiê

Nanã

Geração

Iemanjá

Omulu

Cada orixá representando um elemento, sendo uma força viva da natureza:



Trono

Orixá positivo +

Orixá negativo -

Elemento



Oxalá

Oiá Tempo (Logunã)

Cristal

Amor

Oxum

Oxumaré

Mineral

Conhecimento

Oxóssi

Obá

Vegetal

Justiça

Xangô

Egunitá

Fogo

Ordem/lei

Ogum

Iansã

Ar

Evolução

Obaluayiê

Nanã

Terra

Geração

Iemanjá

Omulu

Água

É dever de todo umbandista conhecer essa abordagem, essa divisão que facilita o entendimento e compreensão dos orixás e de como atuam. Saber como se manifesta, qual campo atua e como podemos nos dirigir a cada entidade suplicando Sua intervenção em nossas vidas é o primeiro passo para a felicidade de cada um. Se quero ser umbandista, que eu possa ser digno, me dedicando, me disponibilizando para minhas entidades assim como Elas o fazem para mim!

Marisa Firmino da S. Sanches
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