Corpo e comunicaçÃO

Sizin üçün oyun:

Google Play'də əldə edin


Yüklə 490.38 Kb.
səhifə9/9
tarix30.12.2018
ölçüsü490.38 Kb.
1   2   3   4   5   6   7   8   9

Portanto, tanto quanto o imaginário e o simbólico, o real do corpo também sofre da incompletude. Trata-se de um corpo real que, longe de se restringir à sua natureza físico-fisiológica, avança para o psíquico, devido ao fato cabal de que o ser humano é
<148>
um animal que fala. É, portanto, atravessado pelo simbólico: uma dádiva, mas também uma punição. Porque fala, o ser humano falta ser: está onde não é, é onde não está. Essa é a fissura do Simbólico que o constitui como sujeito barrado. Dessa falha, brota o desejo, um desejo sem parada, em deslocamento contínuo, pois o objeto que causa o desejo é o objeto pulsional, irremediavelmente perdido.

Embora poderoso na função mediadora dos laços sociais que enseja, o Simbólico não passaria de uma maquinaria regrada, se não fosse o Imaginário para preenchê-lo com conteúdos, mas esses conteúdos são sempre ilusórios, alimentados pela nostalgia de uma imagem primeva, que não cessa de acenar com a promessa de uma completude que se prova impossível.

É muito justamente sobre a incompletude constitutiva do humano, nas três dimensões que o constituem, imaginária, simbólica e real, que o funcionamento do modo de produção capitalista crescentemente age para mascará-la até o ponto de encontrar no próprio corpo, como sintoma, suas formas de exteriorização do gozo.
*O CORPO COMO SINTOMA*
Não está nas intenções deste capítulo analisar cada uma das expressões do corpo como sintoma. A complexidade dessa tarefa exigiria um trabalho à parte. Em função disso, para concluir, limito-me à apresentação de uma hipótese, seguida de breves tentativas de diagnóstico.

A hipótese propõe que as diferentes formas que o corpo como sintoma assume agrupam-se nos três tipos de gozo sistematizados por Lacan: o gozo fálico, o mais gozar e o gozo do Outro. Devemos lembrar aqui que a noção psicanalítica de gozo não se confunde com volúpia. Para melhor compreender isso, devemos retornar a Freud. Todo ser humano é alimentado pelo desejo inatingível da completude, cuja imagem magna estaria no prazer absoluto. Entretanto, esse desejo é inalcançável. Assim sendo, é a partir da falta que o desejo se anima. Isso gera uma tensão psíquica que


<149>
é tanto mais exacerbada quanto mais é recalcada. Diante disso, o desejo pode tomar dois rumos diversos: a via da descarga e a via da retenção. Na primeira, uma parte da tensão é liberada e dissipada, sob a forma de dispêndio de energia que acompanha as manifestações do inconsciente: sonho, lapso ou sintoma. Na segunda, a outra parte da tensão, a que não foi liberada fica retida como excesso de energia que superexcita as zonas erógenas e superativa o nível de tensão interna. Mas há ainda uma terceira via para o desejo, uma via puramente hipotética, irrealizável: a liberação total da energia, sem entraves e sem limites.

Nasio (1993: 27) propõe a aproximação dessas três vias com os três tipos de gozo formulados por Lacan: o fálico, o mais-gozar e o gozo do Outro. O gozo fálico está relacionado com a energia dissipada, o que produz um alívio relativo da tensão inconsciente. Para Lacan, o falo é um conceito analítico abstrato. É o significante da falta e funciona como uma barreira do gozo. Assim, nessa categoria, o gozo é chamado fálico porque o falo funciona como um limite regulador da parcela de gozo que sai e da que fica retida dentro do inconsciente. O mais-gozar corresponde à parcela do gozo que fica retida no interior do sistema psíquico e cuja saída é impedida pelo falo. O advérbio “mais” indica esse excedente residual que aumenta constantemente a tensão interna. Esse excedente fica ancorado nos orifícios do corpo. É por isso que o impulso do desejo nasce nessas zonas erógenas. O gozo do Outro, por sua vez, diz respeito ao ponto absoluto e impossível de total liberação do gozo.

Encontro alguma similaridade entre esses três tipos de gozo e os sintomas do corpo simbólico, do corpo imaginário e do corpo real, respectivamente. São eles que tomarei como base para os apontamentos a seguir.

No que diz respeito ao corpo simbólico, “à figura do Édipo, emblema do capital, do Estado e da propriedade, sucede, no capitalismo tardio (consumo, serviços), a figura de Narciso, homem da paixão e não da razão, do prazer e não da lei, hedonista e com referências soft” (Villaça e Góes 1998: 200). Assim, o colapso dos ideais na pós-modernidade aponta para a queda do ideal do Eu e


<150>
o triunfo do Eu ideal. Perdidos os princípios reguladores do ideal do Eu que contradiz e neutraliza a alienação imaginária, reinam imperiosamente os sonhos autárquicos e onipotentes que fazem do corpo um receptáculo de sensações tão progressivamente excitantes até encontrar seu limiar no insensível.

Como fruto da falha nos ideais reguladores, o corpo imaginário sucumbe à desmesura de seus imperativos, da qual resultam o autocentramento cegante, as metáforas do exibicionismo, a begemônica estetização da existência, de que a estesia midiática sabe tirar proveito e retroalimentar em um círculo vicioso que incansavelmente busca expelir do seu campo as tensões e contradições humanas, a dor, o envelhecimento e a morte (ver capítulo 9). A proclamada “liberação” do corpo, a exaltação sexual no quadro de uma liberalização generalizada, nos diz Baudrillard (1996: 153, 158), passa por um narcisismo rigoroso. O corpo liberado é um corpo no qual a lei e o interdito, que vinham outrora censurar o sexo e o corpo a partir do exterior, tornaram-se de alguma maneira interiorizados como variável narcísica.

Segundo Pommier (2002: 70), a humanidade busca diferentes receitas para cozinhar sua angústia. No passado, essas receitas sempre se integraram aos ideais de cada época. A marcação dos corpos assim como a prática das máscaras nas sociedades arcaicas tinha por função a atualização imediata da troca simbólica, da troca/dádiva com os deuses ou no grupo, troca na qual o sujeito consumia sua identidade, pondo-se em jogo como sujeito na posse/despossessão e onde o corpo inteiro se tornava, ao mesmo tempo que os bens e as mulheres, material de troca simbólica (Baudrillard 1996: 141). Assim, no real do corpo, as marcas, tatuagens e circuncisões, significavam a aliança com os espíritos ou com o divino e “a transição para a vida adulta era assinalada por um ritual, normalmente doloroso e bastante cruel, que tinha como objetivo moldar as pessoas como pertencentes a uma tribo, grupo ou linhagem” (Villaça e Góes 1998: 144). Também na era medieval, a prática da flagelação visava ao efeito interior de purificação.
<151>
Hoje, entretanto, os signos são trocados sob o regime de um equivalente geral e seu valor de troca advém de um sistema de abstração fálica e de saturação imaginária do sujeito. Nesse contexto, os flagelos da carne não representam iniciações sexuais, nem a entronização numa ordem geracional. Ao contrário, são imersões no gozo sem o entrave de nenhum limite, estados do impossível, imagens excessivas e absolutas que fazem calar o desejo.

Pode muito bem ser que o diagnóstico acima, quando testado em um estudo mais detalhado, venha a apresentar cores menos sombrias e mais brandas. Entretanto, tal como se apresenta a uma primeira exploração, o corpo como sintoma da cultura aponta, em nossos dias, para uma perda social das balizas do gozo.


*BIBLIOGRAFIA*
AMU KLEIN, Y. “Living sculpture: the art and science of creating robotic life”, in: Leonardo, n9 5, 1998, v. 31, pp. 393-396.
ARANTES, Priscila. Arte e mídia no Brasil. Por uma estética da era digital, São Paulo, PUCSP, 2003. Tese de doutorado.

ASCOTT, Roy. Telematic embrace. Visionary theories of art, technology, and consciousness, University of California Press, 2003.


BAUDRILLARD, Jean; Maria João da Costa Pereira (trad.). Simulacros e simulações, Lisboa, Relógio D’Água, 1991.

—. Tânia Pellegrine (trad.). Da sedução, Campinas, Papirus, 1992.

—. Maria Stela Gonçalves e Adail U. Sobral (trads.). A troca simbólica e a morte, São Paulo, Loyola, 1996.
BAUMAN, Zygmunt. Mauro Gama et al. (trads.). O mal-estar da pós-modernidade, Rio de Janeiro, Zahar, 1998.

—. Marcus Penchel (trad.). Globalização. As conseqüências humanas, Rio de Janeiro, Zahar, 1999.


BENVENISTE, Émile. Problems in general linguistics, Miami, University of Miami Press, 1971.
BIRMAN, Joel. Mal-estar na atualidade. A psicanálise e as novas formas de subjetivação, Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 2001.
<154>
BLANCHOT, Maurice. “Who?”, in: CADAVA, Eduardo; CONNOR, Peter e NANCY, Jean-Luc (orgs.). Who comes after the subject? New York, Routledge, 1991, pp. 58-60.
BRUNO, Fernanda. “Membranas e interfaces”, in: VILLAÇA, Nízia et al. (orgs.). Que corpo é esse? Rio de Janeiro, Mauad, 1999, pp. 98-113.

—. “Mediação e interface: incursões tecnológicas nas fronteiras do corpo”, in: SILVA, Dinorá Fraga da e FRAGOSO, Suely (orgs.). Comunicação na cibercultura, São Leopoldo, Editora Unisinos, 2001, pp. 191-212.


BUCHLOH, Benjamin. “Figures of authority, ciphers of regression: Notes on the return of representation in European Painting”, in: WALLIS, Brian (ed.). Art after modernism: Rethinking representation, Boston, Godine, (1981) 1984, pp. 107-136.
CANTONI, Rejane. Realidade virtual. Uma história de imersão interativa, São Paulo, PUCSP, 2001. Tese de doutorado.
CARLI, Ana Mery de. O sensacional da moda, Caxias do Sul, EDUCS, 2002.
CASTRO, Ana Lúcia de. Culto ao corpo e sociedade, São Paulo, Fapesp/Annablume, 2003.
CADAVA, Eduardo; CONNOR, Peter e NANCY, Jean-Luc (orgs.). Who comes after the subject? New York, Routledge, 1991.
COELHO, J. Teixeira. “A revolução silenciosa”, in: Caderno Mais — Folha de S. Paulo, 2/11/2003, p. 11.
COLAPIETRO, Vincent. Peirce’s approach to the self. State University of New York Press, 1989.
COUCHOT, Edmond. “Pour une pensée de la transversalité”, in: SOULAGES, F. (org.). Dialogues sur l’art et la technologie. Autour d’Edmond Couchot, Paris, L’Harmattan, 2001.

—. “A segunda interatividade”, in: DOMINGUES, Diana (org.). Arte e vida no século XXI, São Paulo, Unesp, 2003.


COUCHOT, Edmond e HILLAIRE, Norbert. L’Árt Numérique, Paris, Éditions Flammarion, 2003a.
COUCHOT, E.; TRAMUS, Marie-Hélène e BRET, M. “A segunda interatividade. Em direção e novas práticas artísticas”, in: Diana Domingues (org.). Arte e vida no século XXI, São Paulo, Unesp, 2003b.
<155>
COUTO, Edvaldo Souza. “A satelização do corpo: uma estratégia pós-humana de sobrevivência”, in: SILVA, Dinorá Fraga da e FRAGOSO, Suely (orgs.). Comunicação na cibercultura, São Leopoldo, Editora Unisinos, 2001, pp. 167-190.
CRILLANOVICK, Quéfren. “O tempo do corpo: a carne como vestido”, in: MEDEIROS, Maria Beatriz de (org.). A arte pesquisa I, Universidade de Brasília, 2003, pp. 325-333.
DANTAS, Manoel Ricardo A. A ética da terminologia de Charles S. Peirce. Uma contribuição possível à clareza do discurso nas ciências sociais. São Paulo, iEditora, 2003.
DELEUZE, Guies. Luiz B. L. Orlandi (trad.). A dobra. Leibniz e o barroco, Campinas, Papirus, 1991.
DESCARTES, R. Meditaciones metafísicas, Navarra, Folio, 1999.
DOEL, Marcus. “Corpos sem órgãos: esquizoanálise e desconstrução”, in: SILVA, Thomas Tadeu da (org. e trad.). Nunca fomos humanos. Nos rastros do sujeito, Belo Horizonte, Autêntica, 2001, pp. 77-110.
DOMENÈCH, M.; TIRADO, F. e GÓMEZ, L. “A dobra: psicologia e subjetivação”, in: SILVA, Thomas Tadeu da (org. e trad.). Nunca fomos humanos. Nos rastros do sujeito, Belo Horizonte, Autêntica, 2001, pp. 111-136.
DOMINGUES, Diana. “Art Interactif, corps couplé et sentiment post-biologique”, in: SOULAGES, F. (org.). Dialogues sur l’art et la technologie. Autour d’Edmond Couchot, Paris, L’Harmattan, 2001.

—. Criação e Interatividade na Ciberarte, São Paulo, Experimento, 2002.

—. “Interfaces et vie dans le Cyberart”, in: POISSANT, Louise (org.). Esthétique des arts médiatiques, v. 3: Interfaces et sensorialité, Ste-Foy, Presses de l’Université du Québec, 2003, pp. 185-205.
ECO, Umberto. Das Foudaultsche Pendel. München, Hanser, 1989.
FEATHERSTONE, M. e BURROWS, R. “Introduction”, in: FEATHERSTONE, M. e BURROWS, R. (eds.). Cyberspace, Cyberbodies, Cyberpunks. Cultures of technological embodiment, London, Sage, 1996, pp. 1-15.
FLUSSER, Vilém. “Curie’s children”, in: Art Forum, n° 26, 1998, p. 141.
FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir. Nascimento da prisão, Rio de Janeiro, Vozes, 1977.
<156>
—. História da sexualidade. O uso dos prazeres, Rio de Janeiro, Graal, 1984, v. II.

—. História da sexualidade. O cuidado de si, Rio de Janeiro, Graai, 1985, v. III.

—. Arqueologia do saber. Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1986.

—. “Ariana se inforcou”, in: Revista de Comunicação e Linguagens, n9 19, 1993, pp. 237-239.


FREUD, Sigmund. “Mas alla del principio del plazer”, in: Ramon Rey Ardid (trad.). Obras Completas, Editorial Biblioteca Nueva Madrid, 1968a, v. 1, pp. 1.097-1.126.

—. “El mal estar en la cultura”, in: Ramon Rey Ardid (trad.). Obras Completas, Editorial Biblioteca Nueva Madrid, 1968b, v. III, pp. 1-68.


GIANNETI1, Claudia. Estética digital. Sintopía del arte, la ciencia y la tecnología, Barcelona, ACC L’Angelot, 2002.

—. “Estética digital”, in: MEDEIROS, Maria Beatriz de (org.). A arte pesquisa I, Universidade de Brasília, 2003, pp. 192-195.


GIBSON, James J. The Senses Considered as Perceptual Systems, Boston, Miffim, 1966.
GÓES, Fred. “Do body buiiding ao body modification”, in: VILLAÇA, Nízia et al. (orgs.). Que corpo é esse? Rio de Janeiro, Mauad, 1999, pp. 33-41.
GRAU, Oliver. “Novas imagens da vida. Realidade virtual e arte genética”, in: DOMINGUES, Diana (org.). Arte e vida no século XXI — Ciência, tecnologia e criatividade, São Paulo, Unesp, 2003.
GUATTARI, Félix. Ana Lúcia de Oliveira e Lúcia Cláudia Leão (trads.). Caosmose. Um novo paradigma estético, Rio de Janeiro, Editora 34, 1992.
GUZZONI, Ute. “Do we still want to be subjects?”, in: CRITCHLEY, Simon e DEWS, Peter (orgs.). Deconstructive subjectivities, New York, State University of New York, 1996, pp. 201-2 16.
HARAWAY, Donna. “Manifesto ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX”, in: SILVA, Thomaz Tadeu da (org.e trad.). Antropologia do ciborgue, Belo Horizonte, Autêntica, (1985) 2000, pp. 37-130.
HÄRTEL, Insa e SCHADE, Sigrid (orgs.). The body and representation, International Women’s University, 2000.
HENNING, Michelle. “The subject as object: photogrphy and the human body”, in: WELLS, Liz (ed.). Photography: a critical introduction, London and New York, Routledge, 2001, pp. 2 17-250.
<157>
IHDE, Don. Bodies in technology. Minneapolis, University ofMinnesota Press, 2002.
JONES, Amelia. “Dis/playing the phallus: Male artists perform their masculinities”, in: Art History, 17: 4, 1994, pp. 546-5 84.

—.The artist’s body. London, Phaidon Press, 2000.


KERCKHOVE, D. A pele da cultura. Lisboa, Relógio D’Água, 1997.
KVALE, S. “From the archeology of the psyche to the architecture of cultural landscape”, in: KVALE, S. (org.). Psychology and postmodernism, Londres, Sage, 1992.
KRAUSS, Rosalind. Video: The aesthetics of narcissism. Spring, out., n9 1, 1976, pp. 57-64.
KUNZRU, Hari. “Genealogia do ciborgue”, in: SILVA, Tomaz Tadeu da (org. e trad.). Antropologia do ciborgue, Belo Horizonte, Autêntica, 2000, pp. 131-139.
LACAN, Jacques. Ecrits. Paris, Seuil, 1966.

—. M. D. Magno (trad.). Seminário 20. Mais, ainda, Rio de Janeiro, Zahar, 1982a.

—. Joyce le symptome. L’Ane, n9 6, out., 1982b.
LANGTON, C. G. ‘Preface”, in: LANGTON, C. G. et ai. (eds.). SFI Studies in the sciences of complexity, v. 10: Artificial life 1, Redwood City, Califorfia, Addison-Wesley, 1992.
LEITE, Márcio Peter de Souza. Psicanálise lacaniana. Cinco seminários para analistas kleinianos, São Paulo, Iluminuras, 2000.
LÉVY, Pierre. Luiz Paulo Rouanet (trad.). A inteligência coletiva. Por uma antropologia do ciberespaço. São Paulo, Loyola, 1998.
LICHT, Ira. Body works, Chicago, Museum of Contemporary art, 1975.
LYRA, Bernardette e GARCIA, Wilton (orgs.). Corpo e cultura, São Paulo, Xamã/ECA-USP, 2001.
MACHADO, Arlindo. O quarto iconoclasmo, Rio de Janeiro, Rios Ambiciosos, 2001.
McLUHAN, Marshall. Décio Pignatari (trad.). Os meios de comunicação como extensões do homem. São Paulo, Cultrix, 1969.
<158>
MERLEAU-PONTY, M. Phenomenologie de la perception, Paris, Gallimard, 1945.
MORENO, Carlos. “A virtualização do corpo”, in: VILLAÇA, Nízia et al. (orgs.). Que corpo é esse? Rio de Janeiro, Mauad, 1999, pp. 47-55.
MORIN, Edgar. “A noção de sujeito”, in: SCHNITMAN, Dora (org.). Jussara Haubert Rodrigues (trad.). Novos paradigmas, cultura e subjetividade. Porto Alegre, Artes Médicas, 1996.

—. “A vida. Observações finais”, in: A religação dos saberes. O desafia do século XXI, Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2002, pp. 195-198.


NASIO, J. D. Cinco lições sobre as teorias de Jacques Lacan. Vera Ribeiro (trad.). Rio de Janeiro, Zahar, 1993.
NELKIN, Dorothy. “The gene as a cultural icon”, in: Art Journal, 55: 1, 1996, p. 56.
NOJOSA, Urbano e GARCIA, Wilton (orgs.). Comunicação e tecnologia, São Paulo, Nojosa Edições, 2003.
PALUMBO, Maria Luisa. Lucinda Byatt (trad.). New wombs. Electronic bodies and architectural disorders, Basel, Birkhäuser, 2000.
PEIRCE, C. S. Hartshorne & Weiss (eds.). Collected Papers. v. 1-6; Burks (ed.). Cambridge, Mass.: Harvard University Press, v. 7-8, (1931) 1958. As referências no texto foram feitas sob CP seguido do número do volume e número do parágrafo.
POMMIER, Gérard. Paula Mabler (trad.). Los cuerpos angélicos de la posmodernidade, Buenos Aires, Nueva Visión, 2002.
ROSE, Nikolas. “Inventando nossos Eus”, in: SILVA, Thomas Tadeu da (org. e trad.). Nunca fomos humanos. Nos rastros do sujeito, Belo Horizonte, Autêntica, 2001, pp. 137-204.

ROSNAY, Jöel de. L’Homme Symbiotique, Paris, Éditions du Seuil, 2000.


ROUANET, Sérgio Paulo. A razão nômade. Walter Benjamin e outras viajantes, Rio de Janeiro, Editora da UFRJ, 1993a.

—. Mal-estar na modenidade, São Paulo, Cia. das Letras, 1993b.


SANTAELLA, Lucia. “Fábulas enigmáticas para o real tecnológico”, in: DOMINGUES, Diana. Catálogo da exposição TRANS-E, Caxias do Sul, UCS, 1994, p. 4.
<159>
—. Estética, de Platão a Peirce, 2 ed., São Paulo, Experimento, 2000.

—. Matrizes da linguagem e pensamento: sonora, visual, verbal, São Paulo, Iluminuras/Fapesp, 2001.

—. “Cultura tecnológica e o corpo biocibernético”, in: LEÃO, Lucia (org.). Interlab. Labirintos do pensamento contemporâneo, São Paulo, Iluminuras/Fapesp, 2002a, pp. 197-206.

—. “O corpo biocibernético e o advento do pós-humano”, in: MEDEIROS, Maria Beatriz de (org.). Arte e tecnologia na cultura contemporânea, Universidade de Brasília, 2002b, pp. 123-135. Uma segunda versão desse texto encontra-se em: Culturas e artes do pós-humano. Da cultura das mídias à cibercultura, São Paulo, Paulus, 2003a, pp. 18 1-208.

—. “Arte depois da arte”, in: GARCIA, Wagner (org.). Amazing Amazon, São Paulo, MAM, 2002c. Uma segunda versão desse texto encontra-se em: Culturas e artes do pós-humano. Da cultura das mídias à cibercultura, São Paulo, Paulus, 2003a, pp. 315-334.

—. Culturas e artes do pós-humano. Da cultura das mídias à cibercultura, São Paulo, Paulus, 2003a.

—. “Pós-modernidade: pingando os is”, 1985. Republicado em: Cultura das Mídias, 4 ed., São Paulo, Experimento, 2003b, pp. 69-94.

—. “Viveiros de signos. Viajantes entre o céu e a terra”, in: GARCIA, Wagner (org.). “Sky and Life, Sky and Body, SIcy and Mmd”, 1989. Republicado em: Cultura das Mídias, 4 ed., São Paulo, Experimento, 2003b, pp. 239-270.

—. Cultura das mídias, 4ª ed., São Paulo, Experimento, 2003b.

—. “Três tipos de leitores: contemplativo, movente, imersivo”, in: Revista de Comunicação Cásper Líbero, ano V, n 9-10, 2003c, v. 5, pp. 30-39.

—. Navegar no ciberespaço. O perfil cognitivo do leitor imersivo. No prelo.
SANT’ANNA, Denise Bernuzzi. Corpos de passagem. Ensaios sobre a subjetividade contemporânea, São Paulo, Estação Liberdade, 2001.
SANTORO, Maria Teresa. “A construção do corpo nas mídias contemporâneas”, in: MEDEIROS, Maria Beatriz de (org.). A arte pesquisa I, Universidade de Brasília, 2003, pp. 305-3 12.
SERRES, Michel. “Preface”, in: L’ Oeuf Transparent. Paris, Flammarion, 1986.
SIBILIA, Paula. O homem pós-orgânico, Rio de Janeiro, Relume-Dumará, 2002.
<160>
SILVA, Solange. Vestuário: Comunicação e Cultura. Catálogo. São Paulo, Senai, 2001.

Texto de curadoria.


SILVA, Tomaz Tadeu da. “Nós, ciborgues: o corpo elétrico e a dissolução do humano”, in: SILVA, Tomaz Tadeu da (org. e trad.). Antropologia do ciborgue, Belo Horizonte, Autêntica, 2000, pp. 9-18.
SODRÉ, Muniz. Antropológica do espelho. Uma teoria da comunicação do linear e em rede, Petrópolis, Vozes, 2002.
SOMMERER, C. e MIGNONNEAU, L. “Interacting with artificial life: Avolve”, in: Complexity, n9 6, 1997, v. 2, pp. 13-21.
STIEGLER, Bernard. “A tecnologia contemporânea: rupturas e continuidades”, in: SCHEPS, Ruth (org.). Maria Lúcia Pereira (trad.). O império das técnicas, Campinas, Papirus, 1996, pp. 169-178.

VAZ, Paulo. “Corpo e risco”, in: VILLAÇA, Nízia et al. (eds.). Que corpo é esse? Rio de Janeiro, Mauad, 1999, pp. 159-175.

—. “O futuro da genética”, in: VILLAÇA, Nízia e GÓES, Fred (orgs.). Nas fronteiras do contemporâneo. Território, identidade, arte, moda, corpo e mídia, Rio de Janeiro, Mauad, 2001, pp. 137-146.
VILLAÇA, Nízia. Em pauta: corpo, globalizaçdo e novas tecnologias, Rio de Janeiro, Mauad, 1999.
VILLAÇA, Nízia e GÓES, Fred. Em nome do corpo, Rio de Janeiro, Rocco, 1998.

—. “A emancipação cultural do corpo”, in: VILLAÇA, Nízia e GÓES, Fred (orgs.). Nas fronteiras do contemporâneo. Território, identidade, arte, moda, corpo e mídia, Rio de Janeiro, Mauad, 2001, pp. 131-136.


VIRILIO, Paul. Paulo Roberto Pires (trad.). A arte do motor, São Paulo, Estação Liberdade, 1996.

—. “Un arte despiadado”, in: El procedimiento silencio, Barcelona, Paidós, 2001, pp. 45-84.


WEIBEL, Peter. “The Art of InterfaceTechnology”, in: DIEBNER, Hans; DRUCKEREY, T.; WEIBEL, Peter (eds). Sciences of the Interface, Tübingen, Genista, 2001.
WIENER, Norbert. Cybernetics: Or control and communication in the animal and the machine, New York, John Wiley, 1948.
<161>
WILSON, Stephen. Information arts, Cambridge, Mass., Mit Press, 2002.
WIRTH, Uwe. “Literatura na internet, ou: a quem interessa, quem lê?”, in: GIANNETTI, Claudia (org.). Ars Telematica, Telecomunicações, Internet e Ciberespaço. Mediações, 1998, pp. 93-116.
ZIZEK, Slavoj. Vera Ribeiro (trad.). O mais sublime dos histéricos. Hegel com Lacan, Rio de Janeiro, Zahar, 1991.

—. Horacio Pons (trad.). Goza tu síntoma! Jacques Lacan dentro y fuera de Hollywood, Buenos Aires, Nueva Visión, 1994.

Dostları ilə paylaş:
1   2   3   4   5   6   7   8   9
Orklarla döyüş:

Google Play'də əldə edin


Verilənlər bazası müəlliflik hüququ ilə müdafiə olunur ©muhaz.org 2017
rəhbərliyinə müraciət

    Ana səhifə