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Sobre Girl Power e respeito



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Sobre Girl Power e respeito

Se você é inscrita no meu canal ou já assistiu ao meu vídeo sobre girl power vai reconhecer este texto. Escrevi em um dia inspirada e transformei ele em um vídeo, o “Precisamos Falar Sobre Girl Power”, um dos mais diferentes e que mais gosto no meu canal, porque eu consegui realmente abrir o meu coração e falar o que penso. Não é o vídeo mais visto, aliás, tem poucas visualizações, mas é tão bom saber que estou usando o meu espaço para falar sobre algo útil, sabe?

Antes de começar este texto, acho que preciso explicar de onde vem o girl power, né?Pra quem não sabe, o termo conhecido em português como poder feminino, ficou conhecido na década de 1990, quando a girl band londrina Mint Juleps usou o termo na música Girl To the Power Of 6, mas quem levou o termo a fama foram as Spice Girls, mostrando que lealdade entre as mulheres ainda nos levaria longe.

E apesar do tema ser importante e o foco do meu canal no YouTube, eu tinha percebido que até então eu nunca tinha falado deste tema por lá. E sabe por que? Por medo! Sim! Medo de ao invés de criar um debate entre garotas sobre empatia, sororidade e direitos, gerar uma corrente de ódio ou receber críticas de outras garotas por talvez não saber tanto quanto elas sobre o assunto, ou por assumir que, sim, eu ainda me pego involuntariamente tendo pensamentos e atitudes machistas, mas que minutos mais tarde já reflito e caio em sã consciência de que mandei mal, ou até por ser julgada por tratar a minha menstruação como um assunto “delicado”, porque não cresci acostumada a expor algo tão íntimo, embora não ache legal ver que uma menina levante na sala de aula com um absorvente tão escondido entre as mãos a ponto de parecer que está indo fazer algo errado no banheiro. Não é fácil assumir esses medos e, muito menos, não é fácil gravar vídeos semanalmente para falar sobre um tema sem saber qual reação vou ter de volta. Claro que foi uma escolha minha dar a cara a tapa no YouTube, mas pra mim essa escolha só vale a pena se eu puder de alguma forma fazer a diferença na vida das pessoas.

Admito que o girl power entrou na minha vida há pouco tempo. Olhando meu passado eu acho que tive atitudes muito babacas, machistas... Mas é que quando eu era adolescente as coisas eram diferentes, não se tinha tanta abertura pra falar sobre o assunto e não sabíamos muito sobre ele. Ainda bem que as coisas estão mudando, nós, mulheres, merecemos isso, mas mesmo sendo um assunto abordado com mais frequência e tendo mais informação, principalmente, na internet, ainda é algo que eu tenho um certo medo de falar.

Sei que meu medo é ruim, ele me paralisa. Mas mesmo com este medo, sempre vem a minha cabeça uma coisa: do que vale estar no YouTube, falando pra um público que para alguns pode ser pouco, mas pra mim é gigantesco, senão for pra inspirar, ajudar, informar e criar uma corrente do bem? O propósito do meu projeto, o Spring Teen, é empoderar jovens para que elas sejam mulheres mais fortes, informadas e sem medo de lutar pelos seus sonhos. E isso só vai acontecer se nós debatermos assuntos e dividirmos informações, afinal, quanto mais informadas sobre nossos direitos, mais longe iremos, se ouvirmos mais umas as outras e respeitarmos que TODAS nós, seja a sua mãe, que você acredite ou não já sofreu muito com o machismo sem nem saber o que estava acontecendo, ou aquela colega descolada e empoderada da escola, estamos em fase de aprendizado.

Toda esta corrente de empoderamento começa por algo que não tem gênero, ou pelo menos não deveria ter, que é o respeito. Por isso que acredito que precisamos aprender a respeitar desde cedo. Temos de respeitas a opinião do próximo, mesmo se ela for contrária a sua. Respeitar que todas nós estamos em fase de aprendizado e que estamos passíveis a erros.

Hoje eu vejo a necessidade que temos de abrir mais espaço para debates saudáveis, que afastem discussões de ódio que, na boa, não levam a nada. Quanto mais respeito tivermos com as garotas que estiverem dispostas a falar sobre o assunto, cada dia mais meninas vão se sentir a vontade para se informar e debater com outras meninas, criando assim, uma corrente do girl power.

Sim, a batalha é muito grande, mas quem disse que não vale a pena tentar? Juntas somos mais fortes e todos os dias temos provas de que o nosso girl power está muito vivo e ainda vai nos levar longe! Que a força esteja sempre com a gente!

Frase da Oprah: ”Eu nunca me considerei feminista, mas não acredito que se possa ser mulher neste mundo e não ser uma”.

A vida é muito curta pra se fazer uma coisa só!

E quando digo isso estou falando sobre carreira. Somos de uma cultura em que as pessoas estudam, escolhem uma profissão, fazem faculdade, entram em um estágio, depois são efetivadas, criam um plano de carreira, tem uma carreira estável, se aposentam e, pronto, acabou. Pode ser uma visão bem fria das coisas, mas é assim, ou melhor, o cenário ERA assim, só que aos pouquinhos (ainda bem!) as coisas estão mudando.

Pense rápido: do que você tem certeza aos 16/17 anos, que é quando normalmente temos de decidir “o que queremos ser quando crescer”? Aposto que é praticamente de nada. E isso é comum! Acredite com 29 anos eu ainda não tenho certeza de muuuita coisa. Com 16, 17 anos estamos na flor da idade, no auge das reações hormonais, vivendo as coisas intensamente, como diz a Sandy na música “Aquela dos 30” estamos “jovens pra ser velhos e velhos pra ser jovens”. Tem tanta coisa acontecendo na cabeça e no meio social que tudo bem ainda não saber o que quer ser para o resto da vida. Aliás, a vida é MUITO curta pra você gostar de fazer só uma coisa dela. Mas não confunda, todas as profissões têm coisas que são legais de fazer e outras nem tanto, faz parte, ninguém vai ser 100% feliz com todas as atividades, mas o que você precisa saber é “aquilo me faz sentir completa?”, “tem um propósito pelo qual eu estou fazendo isso que não seja só o dinheiro?”, “sou feliz fazendo isso?”. As respostas para essas perguntas, muitas vezes, podem valer mais do que alguns testes vocacionais por aí.

Não estou romantizando a vida profissional com aquele papo clichê de “faça o que ama, pois não terá de trabalhar um dia na vida”, até porque as pessoas precisam de dinheiro para viver. Quando nos tornamos adultos percebemos que aluguel não se paga só com amor, os boletos não perdoam, etc. A questão aqui é se você tem o poder de escolher uma profissão que vai pagar as suas contas, por que não gostar dela?

Eu já quis ser médica, mas odiava sangue, quis ser advogada, mas achava sério demais pra mim, e mesmo achando essas profissões lindas eu não tinha brilho no olho com elas, mas quando eu pensava em entrevistar pessoas, escrever, me via em redações, eu me sentia completa, realizando e fazendo parte de algo que batia com o meu propósito de vida e que da maneira como eu sonhava impactaria a vida das pessoas. Não vou dizer que foi fácil a escolha, muito menos a faculdade, que era cara e tive de contar com a ajuda da minha família, aliás, sei que sou uma privilegiada no país em que vivemos, e também foi bem difícil a entrada no mercado de trabalho. Fui atrás de cada oportunidade e tomei muitos não’s – e tomo até hoje! Ainda não aprendi a lidar com eles, mas fazem parte da vida. É um dia triste porque não rolou algo como eu queria e outros seguindo em frente, porque se não foi desta vez será da próxima. Mas o fato é que nada me faz tão feliz quando aparecer em frente a uma câmera, entrevistar alguém, conhecer pessoas, histórias, encontrar pautas nas pequenas coisas...

Muitos dos meus amigos da faculdade dizem que se arrependeram de cursar jornalismo, não trabalham mais na área, dizem que é uma área falida, que nem precisa mais de diploma e blá, blá, blá... Imagina só se eu não gostasse disso de verdade, eu teria desanimado com esses pequenos detalhes. Mesmo amando a profissão eu já me peguei várias vezes pensando “será que escolhi certo?”, não por dúvida dela, mas pela bad que bate por conta das oportunidades de trabalho mesmo, mas acredito que esteja difícil pra todo mundo. As dificuldades aparecem para o nosso aprendizado – e também pra nos fazer ter umas crises de choro!

Hoje, não vou dizer que só tive alegrias na minha escolha, porque não tive. Estou tendo de aprender a me reinventar. O jornalismo impresso não é mais o que era, mas quem disse que não posso explorar o mundo digital? Conteúdo bom e bem feito não se encontra em todo lugar e é por isso que eu prezo, pela mensagem e informação que vou passar pra cada pessoa. Aliás, este é um dos motivos pelos quais escrevo este livro.

Apesar de AMAR o jornalismo e ter um status de “relacionamento sério” com ele, não vou dizer que não gostaria de cursar alguma outra coisa, mas por hobby – jornalismo é a profissão número um. Eu piro em estética, cosmetologia, biomedicina e dermatologia. Com certeza eu faria um curso nessas áreas e até exerceria alguma profissão se estivesse preparada. E se você está se perguntando por que esta maluca que está escrevendo deu esta volta toda no assunto... É simples! É pra mostrar que você não gosta só de uma coisa a vida toda, que ninguém é obrigado a fazer algo a vida toda. Você pode ter uma profissão e futuramente decidir abrir um negócio, cursar outra faculdade e mudar todo o rumo que tinha pensado até então. Por isso, não se pressione tanto na hora de escolher um curso. Eu tinha tanto medo disso, olha que tive sorte, escolhi algo que realmente amo. Mas se um dia eu precisasse mudar eu iria para uma dessas áreas, acho interessante poder mudar a vida das pessoas através da autoestima. Imagina o que as pessoas que trabalham nessas áreas não vivem? Elas têm o poder de devolver o brilho no olhar, enfim, eu gosto disso, de profissões que impactam diretamente a vida do outro.

A minha dica principal é escolha por você, não porque alguém disse que a profissão é promissora, que você ganhará bem ou mal, que a área está saturada e blá, blá, blá. Porque, sim, durante este ciclo você vai ouvir todas essas coisas e elas podem atrapalhar demais na sua escolha. Querendo ou não as opiniões externas, principalmente, da nossa família, pesam bastante na escolha. Mas pense que a profissão é sua e quem trabalhará com isso é você, então escolha pelo que você se identifica, gosta, enfim, e se achar que não deu certo, lá na frente você pode mudar o seu rumo. Nada nessa vida é tão definitivo que não possa mudar em algum momento. Imagina se eu fosse pela minha família? Meu pai e irmãos são da área de tecnologia da informação, minha mãe culinária, eu nunca tive nenhum jornalista próximo como referência, mas o meu amor pela profissão falou mais alto.

Outra dica é conheça ao máximo sobre as profissões que acha interessante e gosta. Se possível, tente passar um dia com um profissional da área ou até mesmo bater um papo com ele. Muitas empresas têm esse esquema de visitas, onde separam um dia para os funcionários apresentarem o esquema de trabalho, mostrarem a empresa, etc., mas o mais interessante é conseguir pegar um dia normal, perguntar quais são as coisas boas, ruins, afinal, quem melhor do que quem já está dentro para dizer se é uma fria ou não? No final, a escolha sempre será sua, mas quanto mais estudamos, pesquisamos e tiramos nossas dúvidas, mais certo e preparados ficamos – e, sim, isso vale para tudo na sua vida!

E voltando a tecla inicial não se pressione por não saber o que quer fazer, muita gente não sabe, e está tudo bem. A pressão só piora o processo de escolha, gera frustração e medo. E o medo, minha amiga, ele é o seu maior inimigo, porque ele paralisa, te faz sentir impotente e incapaz de exercer qualquer profissão. Então, respire fundo, tente caminhar para o lado que a agrada e, aos poucos, a vida vai mostrando o seu caminho. Isso se você se esforçar também para encontrar seu propósito, afinal, nada cai do céu e se transforma do dia para a noite.

Desconectar também é preciso. É sério!

Você já tentou fazer o desafio de contar realmente quando tempo do seu dia passa no computador, no smartphone, tablete, enfim, qualquer equipamento eletrônico que esteja conectado a internet, onde você esteja vendo notícias, redes sociais, etc.? Juro, se você fizer isso com sinceridade, vai ficar um pouco chocada ao descobrir quanto tempo da sua vida está on-line. Hoje em dia, aliás, acredito que a maioria de nós passamos mais tempo conectados do que desconectados.

Eu acho até engraçado quando alguém diz que o celular pifou após um ano de uso, mas, gente, olha quanto tempo eles trabalham por dia e, muitas vezes, nem são desligados, passam dias e noite lá, em alerta. E isso é bom? Sim e não! A possibilidade de estar 24 horas conectado, ligado em tudo, com acesso a informação fez a sociedade evoluir, não podemos negar, mas também nos fez adoecer psicologicamente.

Pra você ter noção, em fevereiro de 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou que 9,3% dos brasileiros têm algum tipo de ansiedade e que a depressão afeta 5,8% da população, o que torna o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade. Apesar de não ser possível identificar o fato isolado que cause esses quadros, uma coisa é fato: o estilo de vida conta e muito, o que inclui estar conectado praticamente 24 horas por dia.

Existe até uma síndrome chamada FOMO (Fear of Missing Out, que em tradução livre significa “medo de estar perdendo algo), que é o medo de estar por fora e de que outras pessoas tenham experiências que você não tem. Por exemplo, uma pessoa com FOMO tem medo de perder uma foto no Instagram, de sair do Facebook e perder algo, está sempre distraída pensando no ambiente on-line, etc. É um vício em redes sociais e pode causar angustia mau humor e até depressão. Hoje em dia todos estamos sujeitos a desenvolver um transtorno desses.

Na minha adolescência isso não existia, até porque como expliquei pra vocês no comecinho, a internet não era tão bombada e acessível, mas hoje é muito fácil você se sentir “por fora” estando off-line por apenas cinco minutos. É que tudo acontece o tempo todo e muito rápido! É muito louco parar para pensar nisso? Sim, demais! Mas temos de pensar o quão necessário é viver um pouco off-line também. Às vezes, sinto que as pessoas esqueceram como é aproveitar um momento com os amigos, um show, uma ida ao um restaurante pra papear e até um cineminha, porque elas ficam o tempo inteiro focadas em fazer Stories, ter uma foto legal no Instagram, um check-in no Facebook... E não estou julgando. Muito pelo contrário. Eu também faço tudo isso, mas consigo enxergar a importância de ter os meus momentos distantes do celular.

Uma vez tentei fazer um teste: deixei o celular longe e fui fazer algo, assistir uma série, por exemplo, falei só vou pegar este celular quando terminar. E o que aconteceu? Em 15 minutos eu já estava angustiada e querendo ver se alguém tinha mandado mensagem, queria ver o Instagram... Não tinha nada de urgente, mas era o que queria fazer.

Outro exemplo próprio é o meu hábito de leitura, como ele caiu por conta da internet. Antes eu lia vários livros sem distração e conseguia me concentrar. Hoje eu estou muito dispersa, leio uma página, vejo uma rede social e, quando me dou conta, já larguei o livro pra ficar fazendo absolutamente nada, apenas olhando a vida alheia nas redes, me frustrando, porque, sim, na maioria das vezes eu acabo me comparando, e ao invés de usar o meu tempo pra fazer algo que gosto, que vai me enriquecer culturalmente, me ensinar algo, eu perco um tempão ali, vendo a vida alheia. Sim, isso é um belo desabafo! Porque na hora a minha ficha não cai, mas depois que passa eu fico brava comigo, porque como eu posso me sabotar assim.



Não há internet que seja melhor do que um livro

Exposição

Haters
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