História Revisada pelas Revisoras da Romances Sobrenaturais



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Embora as palavras o abalassem ao extremo ele se recusou a reconhecê-las. Pois fazê-lo seria admitir os mesmos sentimentos de fraqueza. Obrigou-se a dar-lhe as costas, cruzando os braços sobre o peito forte e despido.

— Você diz tolices. Vá agora. Deixe-me.

—Tolices? — Ela ficou tensa como se tivesse sido esbofeteada. — É o que você pensa? Que por causa da minha ignorância nesses assuntos, não devo ser levada a sério?

Enquanto Merrick continuou lhe dando as costas, ela deu um passo em sua direção e, então, parou, erguendo a cabeça com o máximo de orgulho que pôde reunir.

— Muito bem, então, milorde. Pode rejeitar o que eu ofereço. Não tenho como comparar meus sentimentos por você, uma vez que é o primeiro homem que coloca as mãos em mim. Talvez meu sangue se aqueça desse jeito por qualquer homem. Talvez o beijo de qualquer homem tenha o poder de apagar todos os pensamentos de minha mente. Embora eu duvide. — Ela baixou a voz. — Mas saiba disto, Merrick MacAndrew. — Não é qualquer homem que eu quero. É você. Apenas você. E uma vez que você não corresponde a minha afeição, não haverá nenhum outro.

Enquanto começava a se afastar, Merrick segurou-lhe o braço e virou-a para si. Sob o brilho do fogo na lareira, pôde ver que os belos olhos verdes estavam marejados.

Não lágrimas, pensou, angustiado. Céus, só em vê-las sentia o coração dilacerado.

— Oh,Allegra. — Sem pensar, segurou-a pelos braços e aproximou-a mais de si, tocando-lhe a fronte com a sua. — A sua inocência, a sua sinceridade me engrandecem.

Ela tentou se desvencilhar

— Não zombe de mim, milorde.

— É o que você pensa? — Merrick correu as mãos pelos braços de Allegra, sentindo o calor crescendo entre ambos. Daquela vez, não quis lutar contra o que sentia, achou aquelas emoções bem vindas, sabendo que acontecia da mesma forma para ela. — Tentei negar estes sentimentos, porque ceder a eles seria tirar proveito de sua bondade e inocência e isso eu jamais faria. Não posso esquecer que você está aqui porque eu a obriguei. Seria impensável forçá-la a algo mais. — Baixou a voz, fitando-a com toda a intensidade de seu desejo. —Aceitar o que você oferece seria o maior prazer de minha vida. Mas a escolha deve ser sua, apenas sua.

— Você está me dizendo que... me quer?

As palavras dele soaram acompanhadas de um gemido toturado.

— Desesperadamente. Embora eu tenha tentado com o mesmo desespero não demonstrar.

— Oh, milorde. — Ela estreitou-se mais naqueles braços fortes, oferecendo-lhes os lábios.

Merick tomou-os com um beijo faminto que surpreendeu a ambos, moldando-a com fimeza no calor de seu corpo. Começou a acariciá-la com mãos ansiosas, enquanto a beijava com uma sofreguidão que não demorou a deixar a ambos ofegantes de desejo. E, ainda assim, prolongou o beijo ao máximo, lutando contra a vontade de possuí-la naquele exato instante.

Ergueu, enfim, a cabeça, fitando-a com prescrutadores olhos azuis.

— Voce deve ter certeza disto.

Viu o medo que lhe anuviou os expressivos olhos verdes. Mas também a viu endireitando a espinha, erguendo o queixo com determinação.

— Só tenho certeza de uma coisa, milorde. Estou disposta a seguir o caminho pelo qual me conduzir.

As palavras só fizeram o fogo que o consumia se alastrar ainda mais, um intenso contentamento dominá-lo diante da certeza de que o desejo era mútuo, avassalador. Ainda assim, conteve-se, determinado a deixar que a escolha fosse apenas dela, como lhe dissera.

— E se você se descobrir em meio a mais... paixão e perigo do que esperou?

Allegra tocou-lhe o rosto num gesto meigo que o fez conter o folêgo.

— Confiarei em você para me fazer trilhar esse caminho a salvo.

— Céus, Allegra... — Ele fechou os olhos e soltou um gemido baixo que poderia ter sido de júbilo, ou de dor... — O que eu fiz para merecer de algo tão maravilhoso quanto isso?

Ela fitou-lhe os olhos azuis com tamanha confiança, com tamanha adoração que ele pôde sentir seu coração transbordando de sentimento.

— O que quer que tenhamos feito, ou não, isto que está acontecendo entre nós é certo e, sem dúvida, bom.

Em resposta, Merrick tomou-lhe os lábios com um beijo tão cheio de volúpia, tão faminto que tudo o que ela pôde fazer foi abraçá-lo com força e corresponder com todo o seu ardor, enquanto sua mente rodopiava. Quando ele ergueu a cabeça, ela tomou-lhe o rosto bonito entre as mãos, puxando-o para si para mais um beijo, não querendo encerrar o prazer.

Finalmente, ofegante, o coração disparando no peito, Merrick sussurrou-lhe de encontro aos lábios:

— Você foi avisada, milady. Agora que a fera foi solta, não haverá como tornar a enjaulá-la.

CAPÍTULO 14

Os lábios de Merrick, aqueles lábios cálidos e experientes, tomaram os dela com mais um beijo repleto de paixão, enquanto suas mãos grandes e fortes de guerreiro, percorreram-na, causando sensações abrasadoras em cada ponto que iam tocando.

Allegra estremeceu, sem poder fazer mais nada exceto abraçá-lo com força enquanto ele lançava sua magia. Mais uma vez, Merrick inebriava sua mente, roubava-lhe a força de vontade. E, daquela vez, ela não ofereceu resistência. Era o queria. O que ansiava desesperadamente.

A língua dele entrelaçou-se com a dela, acariciando, estimulando, até que a fez suspirar de puro prazer. Merrick beijou-a demoradamente, como se temesse não provar o bastante do gosto de seus lábios.

Ali era o paraíso. O próprio reino místico dele, ali naqueles braços. Braços que ela jamais queria deixar.

Enquanto começava a se sentir mais relaxada, Merrick interrompeu o beijo para deslizar seus lábios quentes pelo pescoço dela, cobrindo-o de beijos úmidos. Com um suspiro deliciado, Allegra pendeu a cabeça para trás para lhe dar melhor acesso e abraçou-o pela cintura para se apoiar.

Estremeceu quando as palmas de suas mãos lhe tocaram a pele, seu coração disparando. Ele tinha o torso nu e quando o observara ficara com a boca seca. O homem era dono de um físico vigoroso, seus músculos bem definidos. Nunca havia observado homem algum daquela maneira antes, mas duvidava que houvesse algum mais magnífico. Permitiu-se percorrê-lo com as mãos, afagando-lhe as costas largas, adorando o ardente contato.

Ao mesmo tempo, lábios cálidos percorriam seu pescoço como se provassem um náctar, produzindo-lhe sensações inebriantes. O quarto estava se movendo, girando? Ela sentia tudo rodopiando a sua volta, como se desse mergulhos vertiginhosos pelo céu em seu cavalo alado, e teve de fechar os olhos para não fica zonza.

— Eu pensei... — sussurrou-lhe Merrick de encontro ao ouvido agora, fazendo uma pausa para lhe mordiscar o lóbulo da orelha. — Pensei, quando comecei a sentir esta incrível atração, que você havia me enfeitiçado.

— E eu acreditei que a magia fosse sua. — Ela absorveu o calor que se irradiava dele, o timbre másculo de sua voz reverberando por seu corpo, e só lhe restou suspirar de puro contentamento diante da experiência nova e envolvente que vivenciava.

Merrick segurou-lhe o rosto entre as mãos com infinita ternura, mas os olhos que a fitavam devoravam, tomados por um premente desejo carnal que a fez estremecer em doce expectativa. Era algo novo e excitante se desejada daquela maneira, com todo aquele ímpeto, e por sua vez, também desejar com igual intensidade.

— E agora aqui está você e eu ainda acho que estou enfeitiçado.

— Como eu também estou.

— Oh, Allegra. Minha linda e encantadora Allegra. Você passou a significar tanto para mim. — Os olhos azuis que a fitavam pareciam embevecidos agora, tomados não apenas por desejo, mas por algo mais profundo também. Ele, então, cobriu-lhe o rosto de beijos ternos, começando pelas pálpebras, as faces, deslizando até a ponta do nariz e o queixo delicados. —Eu sou tão bruto que tenho medo de machucá-la.

Allegra tocou-lhe os braços, acariciando-os com vagar, sentindo sob as palmas de suas mãos a incrível força que possuíam.

— Você jamais poderia me machucar. É bondoso demais .

— Se você pensa assim... — Ele soltou um suspiro. — Você confia demais nas pessoas, milady.

No instante seguinte tornava a beijá-la com sofreguidão, os lábios estimulando, a língua explorando-lhe a maciez da boca com uma intimidade que a deixou com a mente rodopiando novamente. Foi um beijo que a fez retribuir instintivamente e abraçá-lo com força pelo pescoço, gemendo com impaciência.

Merrick afagou-lhe os braços e desceu mais as mãos fortes até lhe tocar os seios, os polegares roçando-lhe de leve os mamios túmidos. O coração dela tornou a disparar, as pernas amolecendo, um calor inexplicável percorrendo-a, despertando uma incrível sensibilidade em várias partes de seu corpo, deixando-a trêmula e ansiando por algo que não conseguia entender exatamente.

— Oh, milorde. — As palavras, apenas sussurradas, soaram na forma de súplica de seus lábios.

Em resposta, ele baixou a cabeça e fechou os lábios sobre um dos seios arfantes. Apesar da bareira do vestido, sugou-lhe o mamilo avidamente, fazendo-a sentir o calor até o âmago de seu ser.

Labaredas pareciam subir por seu corpo, e havia uma necessidade premente, evoluindo num crescente em seu íntimo. Uma necessidade que fazia seu corpo estremecer.

— Preciso ver você, doçura. Vê-la por inteiro — suplicou Merrick numa voz torturada, carregada de desejo. Tirou-lhe o vestido depressa por cima da cabeça e, com igual impaciência, despiu-lhe a combinação longa juntamente com o saiote, atirando as peças de lado.

Ela viu a maneira como os olhos azuis dele cintilaram enquanto a percorreram demoradamente, contemplando o seu corpo desnudo com fascínio. Qualquer pudor, qualquer timidez que pudesse ter sentido desvanecerem-se feito brumas sob o sol, dando lugar a um acentuado orgulho feminino pelo fato de ser aquela que ele desejava. Aquela pela qual ele ansiava. Havia tanto sentimento nos incríveis olhos que a admiravam.

— Minha linda e adorável Allegra. Você rouba meu fôlego.

No instante seguinte, tocava-a, de uma maneira quase reverente em princípio, descobrindo, explorando. Depois, com um ardor e uma intimidade que a deixaram com os joelhos moles, as pernas começando a dobrar.

De imediato, ele carregou-a até sua grande cama, deitando-a com gentileza, o tempo todo beijando-a nos lábios voluptuosamente.

Merrick apoiou-se, então, num cotovelo, contemplando-a sob a luz do fogo na lareira. Observou-lhe a pele alva e perfeita como alabastro, os olhos brilhando feito duas grandes esmeraldas. Os cabelos avermelhados e sedosos, espalhados ao redor em vívido contraste com a manta de peles clara sobre a qual repousavam. Cabelos sedutores que incitavam, que convidavam ao toque. E foi o que ele fez. Entrelaçou os dedos por aquelas mechas macias, enquanto cobria de beijos o rosto angelical dela, o pescoço, o colo, os seios, até que a fez suspirar e abraçá-lo com força.

Tornou a sussurrar-lhe ao ouvido o quanto a achava bela, mesmo acreditando que não haveria palavras que fossem suficientes para lhe fazer jus à incrível perfeição. Mordiscou-lhe o lóbulo da orelha mais uma vez, sugou-o de leve, até levá-la lentamente quase ao delírio febril com sua doce tortura, ao mesmo tempo que sua mão quente lhe percorria o corpo acetinado.

Quando acabou de se despir e tornou a beijá-la nos lábios, o desejo que os tomava culminara num ponto tão avassalador que o calor que se alastrava por seus corpos deixara-lhes uma leve camada de transpiração na pele. E ele continuou lhe proporcionando um prazer como ela jamais conhecera, beijando-lhe os seios, estimulando-lhe os mamilos provocantes e, então, deslizando os lábios até mais em baixo, cobrindo-lhe o ventre de beijos úmidos. Baixou-os ainda mais, ministrando-lhe carícias íntimas, ousadas, até deixá-la gemendo e contorcendo-se de desejo.

O fogo crepitava na lareira, soltando faíscas, embora nenhum dos dois notasse. Para além do balcão, uma pomba arrulhou para a lua e seu companheiro respondeu. No vasto céu escocês acima do castelo, estrelas cintilavam. E o homem e a mulher que entrelaçavam seus corpos sobre a maciez das mantas de pele estavam alheios a tudo aquilo. Era como se o mundo lá fora tivesse cessado de existir. Estavam cientes apenas um do outro, tudo o que importava era que estavam juntos, eram os momentos sublimes que partilhavam. Tudo o que ouviam eram os suspiros suaves e as promessas sussurradas que trocavam. E o pulsar alucinado de dois corações, perdidos no encantamento do amor recém descoberto.

Sim, o mundo se reduzira àquele quarto, àquela cama, àquela noite cheia de um tipo especial de magia. A magia entre um homem e uma mulher.

Merrick podia sentir a mudança em Allegra. Não mais a donzela timida, fora arrebatada pelo momento tanto quanto ele, entregando-se com todo o abandono. Agora, finalmente, ele estava livre para fazer todas as coisas que até então apenas sonhara.

Com seus lábios, levou-a até o primeiro àpice e não he deu tempo para se recobrar antes de conduzi-la novamente numa escalada frenética e vertiginosa.

Allegra não soubera o que esperar. Beijos ternos, talvez. O toque daquelas mãos em sua pele. Mas aquilo ia além dos seus sonhos mais loucos. Seu corpo estava em chamas. Sua mente estava repleta de imagens exóticas, todas carregadas de puro erotismo. Uma necessidade intensa, premente, que a fazia puxar Merrick para si, ansiando por tocá-lo, por beijá-lo sem parar, por lhe proporcionar o mesmo fabuloso prazer que a fazia sentir.

Enquanto o percoreu com suas mãos ansiosas, ouviu-o gemendo deliciado, e quis satisfazê-lo ainda mais. Inebriada pelo desejo, acariciou-o com os lábios, deixando-lhe uma triha de fogo na pele, até que o sentiu estremecendo ao seu toque instintivo. Saber que era a responsável por estar lhe proporcionando tamanho prazer era gratificante.

Aquele lado mais profundo e carnal do amor deixou-a trêmula. Seu corpo vibrava com necessidades. Um desejo incontrolável, avassalador, fazia-a ansiar por muito mais.

Arqueou o corpo na direção de Merrick, os dedos fincando-se nas mantas de peles abaixo de si. Enquanto se contorcia e se arqueava sob o calor daqueles lábios habilidosos, experientes, ele levou-a lentamente ao limiar da insensatez.

E, ainda assim, Merrick se continha, precisando proporcionar-lhe o máximo de prazer possível. Era tudo o que tinha a lhe dar em troca da preciosa dádiva que ela lhe oferecera.

Enfim, erguendo-se para fitá-la nos olhos, sussurrou-lhe de encontro aos lábios.

— Por tanto tempo sonhei com isto. Tenho ansiado por abraçar você. Por beijá-la. Por me deitar com você deste jeito. E, agora, você está aqui, meu amor.

Amor. A palavra envolveu o coração dela, aquecendo-a, assim como os beijos dele aqueceram seus lábios.

— Diga as palavras. Diga que você é minha. Apenas minha.

Allegra tocou-lhe o rosto e fitou-lhe os olhos, repletos de paixão.

— Eu sou sua. Apenas sua.

O desejo por ela era grande demais. A necessidade de possuí-la era avassaladora demais para conter por mais tempo.

Fitando-a com intensidade nos olhos, segurou-a pelos quadris, posicionando-a para recebê-lo, e penetrou-a. Então, ao vê-la prendendo a respiração, ficou imóvel.

— Céus, como pude me esquecer que você é uma donzela? Pedoe-me, meu amor.

— Não há nada a perdoar. — Ela abriu um sorriso meigo e cingiu-o pela cintura com as pernas, completando a união entre ambos. — Quero isto também. Quero você. Apenas você.

— Oh, minha doce e linda Allegra.

Gotículas de transpiração cobrindo-lhe a fronte, ele permitiu que o restante de seu controle se esvaísse, entregando-se ao fogo do desejo que o consumia.

Embora fizesse um tremendo esforço para ser gentil, era tarde demais para simples ternura. Necessidades havia muito negadas tomaram conta de ambos.

Respirações ofegantes, corações descompassados, os corpos de ambos começaram a ondular num ritmo frenético. O prazer foi aumentando até que, finalmente, unidos por um abraço ardente. Merrick e Allegra foram arrebatados pelo magnífico êxtase. E foi como se voassem até as nuvens em cavalos alados invisíveis.

Ambos permaneceram deitados, ainda unidos, repousando sobre as mantas de peles da cama. Nenhum dos dois pôde encontrar nenhuma razão para se mover. E daquele modo se mantiveram, esperando que o mundo voltasse gradativamente a serenar.

Merrick ergueu a cabeça para observá-la e viu o briho de lágrimas naqueles olhos verdes.

Lágrimas?

Com uma onda de remorso, apoiou-se de imediato num cotovelo.

— Perdoe-me, querida. Eu machuquei você.

— Não. — Ela ergueu a mão para tocar-lhe o rosto másculo, acariciando-o com gentileza. — Estou apenas emocionada, milorde.

Merick pôde respirar aliviado mais uma vez.

— É verdade? Não machuquei você?

Ela sacudiu a cabeça com firmeza, nos lábios surgindo um sorriso sonhador quando perguntou:

— A união entre um homem e uma mulher é sempre assim?

Ele beijou-lhe a têmpora com carinho.

— Pode ser. Quando ambos que partilham dessas coisas têm sentimentos profundos um pelo outro.

Ela traçou-lhe o contorno dos lábios com a ponta dos dedos.

— Eu os tenho, milorde.

Merrick curvou os lábios.

— E por isso me sinto extremamente contente, milady.

— Eu também. — Allegra continuou deitada ali, adorando a sensação de ter aquele corpo quente e másculo de encontro ao seu. Se possível, ficaria daquele modo durante a noite inteira.

Mas, com certeza, Merrick iria querer que saísse, agora que já se saciara em seus braços. O pensamento foi tão perturbador que a fez morder o lábio inferior, enquanto se perguntava como deveria se retirar.

Ao fazer menção de se levantar da cama, Merrick segurou-lhe o braço, detendo-a.

— Aonde vai?

Ela desviou o olhar.

— Tenho certeza de que você vai querer que eu volte para os meus aposentos agora.

— E por que eu iria querer uma coisa dessas?

— Por que o que partihamos...já terminou, milorde.

— É o que você acha? Que eu usaria você para depois mandá-la embora

Allegra deu de ombros, evitando encontrar-lhe o olhar.

— Eu não sei, milorde.

— Oh, minha doce Allegra. — Merirck puxou-a para seus braços e beijou-lhe a fronte com ternura. — Nesta cama, eu não sou o seu lorde.

— Não...é ? — Ela se desvincilhou por um instante para fitá-lo.

— Sou apenas o homem que adora você. — Merrick sorriu diante da expressão de surpresa que lhe viu nos olhos verdes. — E o que partihamos não é um ato isolado.

— Não é?

— Não.


— O que é, então?

— É querer tocar um ao outro. Sempre. Intimamente. E sussurrar palavras carinhosas e tolas, só para ver o outro sorrindo.

— Quer dizer coisas como falar que você me adora?

— Sim, meu amor.

Mais uma vez aquela expressão de surpresa que o fez sorrir amplamente.

— Está vendo? Não pode negar que gosta quando eu a chamo de meu amor.

Ela corou.

— Eu gosto. Mas não é necessário me agradar, milor... — Conteve-se de imediato. — Acho que levarei algum tempo para não chamá-lo de milorde.

Ele abraçou-a mais, fitando-a com intensidade nos olhos.

— Por que não me chama pelo meu nome?

Ela ergueu o queixo.

— Merrick.

— Outra vez.

— Merrick. — O tom de Allegra suavizou-se. — Merrick, meu amor.

— Oh, doçura. — Ele aninhou-a mais junto a si e beijou-lhe os cabelos junto à têmpora. — Minha doce Allegra. Minha querida e adorável feiticeira.

Enquanto tornava a deitá-la sobre as mantas macias, viu-a soltando uma exclamação de surpresa.

— Nós vamos nos... unir outra vez?

— Você gostaria disso?

Ea abriu um sorriso.

— Sim. Mas eu não sabia que uma coisa dessas era possível.

Merrick não pôde conter um sorriso.

— Sou o senhor destas terras. Eu decreto que, nesta noite, em seus braços, minha maravilhosa feiticeira, tudo seja possível.

E, então, palavras não se fizeram mais necessárias enquanto ele lhe mostrava da única maneira que podia, que era um homem cumpridor de suas promessas.

CAPÍTULO 15

— Tantas cicatrizes. — Aninhada nos braços de Merrick, Allegra corria as mãos pelo peito largo dele, por sua coxa musculosa. — São todas provenientes de batalhas?

— Sim. — A voz dele estava tranquila, repleta de contentamento. Após uma noite incrível noite de amor, sentia-se saciado. Mas enquanto ela o acariciava com suas mãos gentis, podia sentir o desejo se renovando imediatamente. Como aquilo era possível? Ficava surpreso com o fato de que aquela mulher tão doce e inocente pudesse ser uma sedutora tão incrível. Jamais se cansaria dela. Allegra o enfeitiçara e estava enlevado demais para se importar.

Ela correu a ponta do dedo por uma grande cicatriz.

— Isto deve ter doído muito.

— Sim. Foi resultado de um ferimento de uma lança que quase me atravessou de um lado ao outro. Mas eu sobrevivi, como pode ver.

— Como consegue voltar a tomar parte em batalhas repetidamente, sabendo que será obrigado a suportar tamanha dor?

— Prefiro suportar a dor física do que ver meu filho à mercê de algum bárbaro.

Ela notou-lhe o tom cortante, glacial, da voz e entendeu-lhe a veemência.

— Não lhe aborrece o fato de que seu próprio povo o chame de A Espada das Terras Altas?

Merrick deu de ombros.

— Eu faço o que tenho de fazer pelo bem do meu povo. Se eles preferem pensar que eu, de algum modo, aprecio a matança, como posso impedí-los? Luto pela liberdade deles, como também pela minha. E não apenas por um só tipo de liberdade, mas por todas. Até a liberdade de pensarem o que quiserem a meu respeito.

— Meu bravo guerreiro. Se ao menos todos soubessem da bondade que há em seu coração. — Allegra tocou-lhe o rosto e começou a traçar-lhe o contorno da fronte com a ponta do dedo.

Ele segurou-lhe a mão e levou-a aos lábios, beijando-a com ternura. Sob a luz do fogo na lareira, que ele se levantara para alimentar com mais lenha ao longo das horas seus olhos brihavam, incrivelmente azuis e intensos.

— Como eu poderia ter sabido, quando invadi o seu reino e a raptei, que tesouro você acabaria se tornando para mim.

Ela roçou-lhe os lábios com os seus.

— E se eu tivesse sabido como meu captor roubaria meu coração, eu poderia ter sido poupada de alguns momentos bastante apavorantes. Tive a certeza de que você me afogaria no Lago Encantado.

Ele soltou um riso, recordando.

— Eu quase fiz com que nós dois nos afogássemos

— Você era uma visão assustadora. Coberto de sangue e parecendo mais um gigante raivoso do que um simples homem. Como é que você conseguiu passa pelo dragão?

— Eu o matei com minha espada. Mas primeiro tive de enfrentar aquele pequeno exécito que guarda o lago.

Allera pareceu intrigada.

— Minha família não emprega nenhum exército.

— Talvez tenha sido algo providenciado por sua mãe, ou por sua avó, sem o seu conhecimento. O fato era que havia um grupo de homens armados de espadas guardando as margens de cá do lago

— Não, eu não creio que elas tenham feito isso. Que necessidade tínhamos de um exército se contávamos com a proteção do dragão? Nenhum homem enfrentaria perigo terrível como ele, a menos que fosse movido por uma obstinação tão grande como a sua. — Allerga inclinou-se, estudando-lhe os olhos. — Descreva esse exército de homens.

— Numa outra ocasião, meu amor. — Merrick estreitou-a em seus braços e beijou-lhe a têmpora. —Pois há algo muito mais importante que tenho que fazer no momento.

Mas ainda enquanto a beijava, deliciando-se com o néctar de seus lábios, ele se descobriu intrigado com aquelas palavras. Se o exército não fora da família dela, quem o enviara? E com que propósito?

Para distraí-la e a si mesmo, deslizou então, os lábios pelo pescoço dela, começando a lhe beijar o colo acetinado, insinuando-os até a curva bem feita dos seios.

Allegra estremeceu e soltou um ligeiro riso.


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