Introdução a Psicologia do Ser



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Efeitos Subseqüentes das Experiências Culminantes

Completamente separável da questão da validade ex­terna da cognição nas várias experiências culminantes, é a dos efeitos subseqüentes, para a pessoa, dessas expe­riências, sobre os quais, ainda noutro sentido, se pode dizer que validam a experiência. Não disponho, até ao presente, de dados de pesquisa controlada. Tenho apenas a concordância geral dos meus sujeitos em que tais efei­tos existem, a minha própria convicção quanto à sua exis­tência e o completo acordo de todos os autores sobre cria­tividade, amor, introvisão, experiência mística e experiên­cia estética. Nessa base, sinto-me justificado para formu­lar, pelo menos, as seguintes afirmações ou proposições, as quais são todas testáveis.

1. As experiências culminantes podem ter e têm alguns efeitos terapêuticos, no sentido estrito de remoção de sintomas. Tenho, pelo menos, dois depoimentos — um de um psicólogo e outro de um antropólogo — sobre ex­periências místicas ou oceânicas tão profundas que eli­minaram para sempre certos sintomas neuróticos. Tais experiências de conversão, é claro, são abundantemente registradas na história humana, mas, até onde sei, nunca receberam a atenção de psicólogos ou psiquiatras.

2. Elas podem mudar numa direção saudável a con­cepção que a pessoa tem sobre si própria.

3. Podem mudar o conceito que se fazia de outras pessoas e as relações com elas, de muitas maneiras.

4. Podem mudar, mais ou menos permanentemente, a visão que a pessoa tinha do mundo ou de alguns aspectos ou partes do mesmo. [pág. 130]

5. Podem libertar a pessoa para maior criatividade, espontaneidade, expressividade, idiossincrasia.

6. A pessoa recorda a experiência como um aconte­cimento muito importante e desejável, e procura repe­ti-la.

7. A pessoa é mais suscetível de sentir que a vida, em geral, é digna de ser vivida, mesmo se for usualmente insípida, prosaica, penosa ou ingrata, visto que a exis­tência de beleza, excitação, honestidade, ação, bondade, verdade e expressividade lhe foi demonstrada. Quer dizer, a própria vida foi validada e o suicídio e os desejos de morte devem-se tornar menos prováveis.

Muitos outros efeitos poderiam ser relatados que são ad hoc e idiossincrásicos, dependendo de cada pessoa e dos problemas que ela considera estarem resolvidos ou serem agora vistos a uma nova luz, em resultado da sua expe­riência.

Penso que esses efeitos subseqüentes podem ser todos generalizados e a sensibilidade para eles comunicada, se a experiência culminante puder ser equiparada a uma visita a um Céu pessoalmente definido, do qual uma pessoa re­torna depois à Terra. Os efeitos desejáveis de uma tal experiência, alguns universais e alguns pessoais, são con­siderados, pois, muito prováveis.1

E posso também enfatizar que tais efeitos subseqüen­tes da experiência estética, da experiência criadora, da experiência de amor, da experiência mística, da experiên­cia de introvisão e outras experiências culminantes são pré-conscientemente aceitas como axiomáticas e corrente­mente esperadas por artistas e educadores artísticos, por professores imaginativos, por teóricos religiosos e filosófi­cos, por maridos amorosos, por mães, terapeutas e muitos outros.

De um modo geral, esses bons efeitos subseqüentes são bastante fáceis de compreender. O que é mais difícil de explicar é a ausência de efeitos discerníveis em algumas pessoas. [pág. 131]


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