Português 8º ano



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. Acesso em: 16 mar. 2015.

Fig. 2 (p. 179)

Marcos Guilherme/ID/BR

a) Quais são as metáforas empregadas pelo eu lírico para caracterizar os lábios e os dentes de sua amada?

Os lábios são rubis; os dentes, pedaços de marfim.

b) Quais atributos essenciais desses elementos justificam sua escolha?

O vermelho intenso do rubi; a brancura e o toque acetinado do marfim.

c) Quando o eu lírico afirma estarem misturadas na “face mimosa” de Marília “purpúreas folhas de rosa” e “brancas folhas de jasmim”, a que ele está se referindo?

À pele muito clara da amada, que contrasta, agradavelmente, com o aspecto corado das bochechas dela.



Página 180

Responda sempre no caderno.

6. Observe os seguintes fragmentos de poemas.

I. Pensem nas feridas


Como rosas cálidas

Vinicius de Moraes. “A rosa de Hiroxima”.

II. em geral
fico à vontade no ócio
leio Proust
adolesço eternamente
penteio nuvens

Ledusha. Rendas. Finesse e fissura. São Paulo: Brasiliense, 1984.

III. Flauta e violão na
trova da rua
Que é uma treva
rolando da montanha
Fazem das suas

Carlos Drummond de Andrade. Serenata. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2002. p. 1051.

a) As “feridas” do fragmento I certamente não têm existência própria. A quem elas pertencem?

As feridas pertencem às vítimas da bomba de Hiroxima, cuja imagem está pressuposta nesses versos e cuja tragédia é a própria razão de ser do texto.

b) No poema “Rendas”, o eu lírico cita, como uma atividade, a leitura de Proust. É possível ler um autor no sentido literal? Explique sua resposta.

Não; podemos ler a obra de um autor, os livros que ele escreveu, mas não sua pessoa.

c) No fragmento III, a linguagem figurada sugere que, durante uma serenata, “Flauta e violão [...] fazem das suas”. Explique essa afirmação.

6c. Em sentido conotativo, não se pode atribuir a uma flauta e a um violão uma atitude própria de seres humanos. No poema, a flauta substitui a menção ao flautista e o violão substitui a menção ao violonista.

d) O que há em comum nos três trechos em relação ao que foi observado nos itens anteriores?

6d. Em todos eles um nome é utilizado para evocar outro, que mantém com o primeiro uma afinidade decorrente não da imaginação criativa (como no caso da comparação e da metáfora), mas de uma relação objetiva, verificável, “lógica”.



ANOTE

A metonímia também é uma figura de linguagem utilizada na elaboração de imagens poéticas. Na metonímia, pode-se tomar:

• a parte pelo todo. Exemplo: Todos querem um teto para morar. (uma casa)

• o autor pela obra. Exemplo: Gosto de Monteiro Lobato. (dos livros dele)

• o continente pelo conteúdo. Exemplo: Nos dias em que pratica esportes, ele come um belo prato. (a comida que está no prato)

• a causa pelo efeito. Exemplo: O violino cortava a noite com sua triste beleza. (o som do violino)

• o concreto pelo abstrato. Exemplo: As histórias infantis estão cheias de madrastas sem coração. (sem sentimento, sem compaixão)

O contexto de produção

1. Como você viu na seção O que você vai ler, “A rosa de Hiroxima” faz parte da produção poética de Vinicius de Moraes realizada entre 1946 e 1950. Leia, a seguir, um trecho do texto “Depois da Guerra”, escrito em 1944.

Depois da Guerra vão nascer lírios nas pedras, grandes lírios cor de sangue, belas rosas desmaiadas. Depois da Guerra vai haver fertilidade, vai haver natalidade, vai haver felicidade. Depois da Guerra, ah meu Deus, depois da Guerra, como eu vou tirar a forra de um jejum longo de farra! [...] Depois da Guerra não se fará mais a barba, gravata só pra museu, pés descalços, braços nus. Depois da Guerra, acabou burocracia, não haverá mais despachos, não se assina mais o ponto. [...] não haverá mais tristeza: todo o mundo se abraçando num geral desarmamento. [...] Depois da Guerra [...] Bandas de música voltarão para os coretos, o povo se divertindo no remelexo do samba. E quanto samba, quanta doce melodia, para a alegria da massa comendo cachorro-quente! O poeta Schmidt voltará à poesia, de que anda desencantado, e escreverá grandes livros. Quem quiser ver o poeta Carlos criando, ligará a televisão, lá está ele, que homem magro! Manuel Bandeira dará aula em praça pública, sua voz seca soando num bruto de um megafone. Murilo Mendes ganhará um autogiro, trará mensagens de Vênus, ensinando o povo a amar. [...]

Vinicius de Moraes. Depois da guerra. Em: Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2004.

Acervo PNBE

GLOSSÁRIO
Autogiro: helicóptero.
Tirar a forra: compensar-se.

Página 181

a) Qual é o principal ponto de contato existente entre “A rosa de Hiroxima” e o trecho de “Depois da Guerra”? De que modo a constatação dessa semelhança ajuda o leitor a entender melhor os interesses do poeta?

1a. Ambos os textos tratam da Segunda Guerra Mundial. A coincidência temática revela, logo à primeira vista, que o interesse do poeta pelo conflito não foi pontual; ele se manteve, ao longo do tempo, preocupado com os acontecimentos que abalavam o mundo pós-guerra.

b) Nesse último texto, o autor expressa uma visão do mundo pós-guerra. Essa visão corresponde a algo que ele pode ter imaginado como concretamente realizável? Explique sua resposta.

1b. Não. É apenas uma projeção de um mundo fraterno, sem armas, de coexistência religiosa e étnica harmoniosa; enfim, um mundo no qual as causas e as consequências da guerra fossem neutralizadas. Há ainda um tom profético: um mundo no qual todas as esferas da vida humana são transformadas (passando até pelo mundo do trabalho e das convenções sociais), assim como a própria natureza (“vão nascer lírios nas pedras”). Para isso, vale-se de imagens sugestivas que impregnam de esperança e humor um momento de desesperança.

c) Qual é o efeito alcançado pelas imagens usadas no texto?

1c. Elas conduzem o leitor à ideia de que o mundo pós-guerra é um mundo perfeito, um mundo de felicidade plena, um mundo ideal.

d) A certa altura do texto, vários poetas contemporâneos a Vinicius são citados: Augusto Frederico Schmidt, Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira e Murilo Mendes. O que o leitor pode descobrir a respeito da vida cultural da época a partir de “Depois da Guerra”?

1d. O leitor pode descobrir que os artistas brasileiros não foram indiferentes à Segunda Guerra Mundial, apesar de esta ter se desenrolado a milhares de quilômetros de distância. A passagem revela que Vinicius não foi o único a se abalar com o acontecimento.

2. Levando em conta que a Segunda Guerra começou em 1939 e terminou em 1945, o que os textos “Depois da Guerra” e “A rosa de Hiroxima” sugerem a respeito do olhar de Vinicius de Moraes sobre o conflito? Ele permaneceu o mesmo ou se transformou com o tempo?

2. Os textos sugerem que o olhar do poeta sobre a Guerra se transformou ao longo do tempo. O otimismo e a esperança presentes no texto escrito em 1944 estão completamente ausentes no poema escrito no pós-guerra. Enquanto “Depois da Guerra” conclamava a humanidade a olhar para o futuro, ”A rosa de Hiroxima” insiste no resgate ao passado. A terrível experiência da guerra, que parecia poder ser superada e esquecida, impõe-se como uma ferida que não se pode curar. A utopia do mundo “depois da guerra” desmorona diante das sequelas da “rosa hereditária”.



A linguagem do texto

1. Releia os versos do poema “A rosa de Hiroxima”.

a) Eles estão organizados em estrofes?

Não. O poema é constituído por um único bloco de 18 versos.

b) Há uso de rimas no poema?

Não.

ANOTE

A rima poética não se baseia exclusivamente na correspondência exata dos sons finais de dois ou mais versos. A musicalidade de um poema pode, também, construir-se com base na coincidência entre a última vogal tônica ou entre as últimas vogais a partir da tônica em dois ou mais versos. Nesse caso, fala-se em rima toante (ou assonante). São exemplos de assonância no poema estudado: criaas, inexatas, alteradas / telepáticas, cálidas, hereditária, inválida / meninas, feridas, Hiroxima, radioativa.



2. O que se pode observar a respeito da métrica empregada no poema?

2. Os dez primeiros versos têm cinco sílabas poéticas. Os seis versos seguintes têm seis sílabas cada um. Nos últimos dois versos do poema, há um retorno ao verso de cinco sílabas. Essa regularidade métrica é importante para a criação do ritmo do poema.



O olhar vigilante da poesia sobre as transformações no mundo

Os poetas, principalmente a partir do século XX, tornaram-se poderosas antenas do mundo, captando, revelando e transfigurando a realidade, até em seus aspectos amargos. Discuta com os colegas e o professor.



I. Na atualidade, o que nossos olhos são pequenos para ver, mas é necessário que o vejam?

II. Quais temas a poesia pode ou deve se debruçar?

III. Quem são os poetas contemporâneos? Quais são suas inquietações?

Fig. 1 (p. 181)

Marcos Guilherme/ID/BR



ETIMOLOGIA

A palavra metáfora tem sua origem no termo grego metaphorá, cujo significado é “mudança, transposição”.



Página 182

PRODUÇÃO DE TEXTO

Poema

AQUecimento

Você estudou neste capítulo alguns recursos usados na linguagem poética que expressam as sensações e os sentimentos dos poetas.

Nas atividades a seguir, você vai criar comparações e metáforas com base nas palavras dadas.

Respostas pessoais. MP

• .Leia as palavras do quadro relacionadas a sentimentos.

alegria tristeza medo surpresa solidão

••Que elementos podem ser associados a cada um desses sentimentos?

••Escolha dois sentimentos e os elementos a eles associados. Escreva duas frases usando comparações.

••Explique o que esses sentimentos têm em comum com os elementos escolhidos.

• .Leia as palavras deste quadro.

mar guerra festa parque de diversão praia computador

• Que sentimentos podem ser relacionados a esses elementos?

• Escolha dois elementos e os sentimentos a eles associados. Escreva duas frases usando metáforas.

• Explique o sentido de cada metáfora que você criou.



Fig. 1 (p. 182)

Fabiana Salomão/ID/BR



Proposta

Você vai criar um poema que depois será exposto em um painel, em um espaço de convivência próximo à escola, como um centro cultural, uma biblioteca, um museu, um teatro, uma livraria, entre outros.

Para criá-lo, você deve tomar como ponto de partida uma das duas fotografias a seguir.

Fig. 2 (p. 182)

Ave marinha coberta de petróleo. Espanha, 2002.

Santiago Lyon/AP/Imageplus

Fig. 3 (p. 182)

Visão da seca no Nordeste. Vitória da Conquista (BA), 2012.

Ricardo Cardoso/Frame/Folhapress

Página 183

Planejamento e elaboração do texto

1. Antes de escolher a fotografia que vai servir de referência para a elaboração de seu poema, observe atentamente as duas imagens. Se quiser, elabore duas listas, registrando em cada uma delas as palavras que você associa a cada imagem. Feito isso, avalie qual lista contém, em sua opinião, as melhores possibilidades para você criar o poema.

2. Depois de escolhida a fotografia e o tema que vai orientar sua produção, anote as imagens poéticas que ela lhe sugere.

a) Quais são as comparações que a situação, o espaço e os seres retratados na fotografia lhe permitem fazer?

b) Quais metáforas você pode criar para manifestar, de maneira expressiva e original, os fatos e os sentimentos em seu poema?

c) A figura de linguagem metonímia pode ser útil para a construção de seu texto?



3. Escreva seu poema levando em conta as seguintes orientações.

a) Nem todas as imagens poéticas que você criou precisam ser aproveitadas. Como dizia Drummond, “escrever é cortar palavras”. Mantenha apenas as ideias que expressem de modo mais original sua visão sobre o assunto.

b) Além das imagens, procure incorporar ao poema recursos como a repetição de palavras e de sons.

c) Decida se o poema será organizado em versos e estrofes.

d) Crie um título para o seu poema.

Avaliação e reescrita do texto

1. Com três colegas, forme um grupo.

2. Cada aluno deve ler em voz alta o seu poema. Os componentes do grupo farão comentários com base nos itens sugeridos nesta tabela.





Comentário

O ouvinte reconhece os elementos ou o espaço fotografado que aparece no poema?




Que imagens originais presentes no poema chamaram a atenção do grupo?




O poema apresenta recursos sonoros, como rimas e ritmo?




ID/BR

3. Depois da leitura e dos comentários, o grupo vai produzir um painel com os poemas. O professor, previamente, verificará em que espaço ele pode ser afixado e, em um dia combinado, se possível, vocês devem fazer juntos a instalação desse painel.

Dicas de como produzir um painel

• Cole os poemas, digitados ou escritos em letra legível, em uma folha de papel kraft. Se desejar, combine os textos com fotografias ou ilustrações que valorizem os temas trabalhados.

• Lembre-se de escrever o nome dos autores dos poemas.

• Na parte de cima do painel, escreva o nome do trabalho em letras grandes e chamativas.



Fig. 1 (p. 183)

Fabiana Salomão/ID/BR



Página 184

REFLEXÃO LINGUÍSTICA

Aposto

1. Leia o poema a seguir.

Dois vocativos

A maravilha dá de três cores:


branca, lilás e amarela,
seu outro nome é bonina.
Eu sou de três jeitos:
alegre, triste e mofina,
mas meu outro nome eu não sei.
Ó mistério profundo!
Ó amor!

Adélia Prado. Poesia reunida. São Paulo: Siciliano, 1991. p. 149.



GLOSSÁRIO
Maravilha: espécie de flor que tem muitos nomes.

Fig. 1 (p. 184)

Marcos Guilherme/ID/BR

a) Que comparações o eu lírico faz entre a maravilha e ele mesmo?

1a. São comparadas as cores da flor com os jeitos do eu lírico e também é comparado o fato de que o eu lírico sabe o outro nome da flor, mas não sabe o seu.

b) Que importância, para o entendimento do poema, têm o segundo e o quinto versos?

Esses versos esclarecem, enumerando, os termos cores e jeitos, os quais, colocados no poema sem essa explicitação, tornam-se genéricos.

Ao acrescentar o verso “branca, lilás e amarela”, o poeta amplia o sentido da palavra cores.

ANOTE

Aposto é a palavra ou frase que se refere a um ou a vários termos da oração, para explicá-los, ampliá-los, resumi-los ou identificá-los.

O aposto pode ser colocado antes ou depois do termo explicado.



2. Leia o verbete a seguir escrito por Mario Quintana.

Verbete

Homem ilustrado: o homem que conhece as ilustrações dos livros.

Mario Quintana. Da preguiça como método de trabalho. Rio de Janeiro: Globo, 1987. p. 66.

a) Nesse verbete, Mario Quintana faz uma brincadeira com o sentido das palavras. Que palavra permite essa brincadeira? Explique.

2a. Ilustrado. Professor, converse com os alunos sobre a importância do contexto. Os alunos devem concluir que o poeta se vale dessa falta de contexto em que a palavra se encontra, quando verbete, para trabalhar com a ambiguidade do termo.

b) Qual é a finalidade do poeta ao criar um verbete?

Explicar o significado de uma palavra ou expressão; no caso, homem ilustrado.

Em geral, entre o aposto e o termo a que ele se refere há uma pausa marcada por vírgula(s) ou por dois-pontos.

Observe que a relação entre o aposto e o termo com o qual está unido pode ocorrer de diferentes formas.

A maravilha dá de três cores:


branca, lilás e amarela,

Nessa frase, o aposto enumera as cores da flor maravilha.

Já no verbete escrito por Mario Quintana, o aposto “o homem que conhece as ilustrações dos livros” explica o termo “homem ilustrado”.

Página 185

Já na frase “O poeta Mario Quintana nasceu em Porto Alegre”, o nome Mario Quintana especifica o poeta a quem nos referimos.

Leia a frase a seguir.

Romances, contos, crônicas, tudo o que Clarice Lispector escreveu foi brilhante.

O pronome indefinido tudo resume o conjunto de palavras relacionado ao que Clarice Lispector escreveu.

ANOTE

Há quatro tipos de aposto.



Enumerativo: enumera, amplia um nome.

Explicativo: explica, identifica um nome.

Especificativo: especifica, individualiza um nome.

Recapitulativo: resume os nomes anteriores.

Em algumas frases, é possível substituir um termo pelo seu aposto, pois ele tem o mesmo valor semântico.



O poetinha escreveu um livro de poemas infantis na década de 1970.

Tudo o que Clarice Lispector escreveu foi brilhante.

Nessas frases, o aposto passa a exercer a função de sujeito da oração.



Fig. 1 (p. 185)

Marcos Guilherme/ID/BR

VINICIUS DE MORAES

ANOTE

O aposto é equivalente ao termo a que se relaciona; portanto, além de enumerar, explicar, recapitular e especificar um termo, ele pode substituí-lo.



Diferença entre adjunto adnominal e aposto

Leia estas frases.

O poeta Drummond nasceu em Itabira, Minas Gerais.

O poeta de Itabira gostava muito das montanhas de Minas.

Observe que, na primeira frase, a palavra poeta é genérica. O termo em destaque que a acompanha especifica o poeta, individualizando-o. É, portanto, um aposto.

Já na segunda frase, o termo destacado equivale a um adjetivo – itabirano – que caracteriza o poeta. Funciona como um atributo, um adjunto adnominal.



ANOTE

O termo que especifica, individualiza ou desenvolve um outro termo da oração é chamado de aposto.

O termo que atribui uma característica ao substantivo funciona como adjunto adnominal.

Relacionando

Releia este fragmento da crônica “Depois da Guerra”, de Vinicius de Moraes, presente no Estudo do texto: “O poeta Schmidt voltará à poesia [...] Quem quiser ver o poeta Carlos criando, ligará a televisão, lá está ele, que homem magro”. O autor não se refere a qualquer poeta. Ele os individualiza: são Schmidt e Drummond. Nas frases, esses termos são apostos. Já no título do poema “A rosa de Hiroxima”, o poeta caracteriza a rosa. Ela é de Hiroxima. Essa expressão funciona como um adjunto adnominal.



Página 186

REFLEXÃO LINGUÍSTICA Na prática



Responda sempre no caderno.

1. Leia esta tira.

Fig. 1 (p. 186)

Hagar, o Horrível, de Chris Browne.

Chris Browne © 2007 by King Features Syndicate, Inc./Ipress

Q1: AQUELE É O PRÍNCIPE OTTO, TERCEIRO NA LINHA DE SUCESSÃO...

Q2: E AQUELE É SEU IRMÃO, PRÍNCIPE HAROLD...


QUARTO NA FILA DO BANHEIRO!

a) Ao apresentar os príncipes, Eddie acrescenta dados sobre essas pessoas. Quais são esses dados?

O príncipe Otto é o terceiro na linha de sucessão, e o irmão Harold, o quarto na fila do banheiro.

b) Essas informações são significativas para caracterizar esses príncipes?

As informações sobre o príncipe Otto indicam a sua importância no reino. Já as informações sobre o irmão não o identificam. Apenas indicam o lugar onde ele está.

c) Por que Eddie Sortudo apresenta os nobres dessa maneira?

Provavelmente, porque tinha informações apenas sobre o príncipe Otto.

d) Identifique os apostos em cada uma das falas e classifique-os.

“Otto, terceiro na linha de sucessão”; “Harold, quarto na fila do banheiro” – apostos explicativos. “Otto”; “Harold” – apostos especificativos.

e) Crie outro aposto explicativo que caracterize o príncipe Harold.

Sugestão: “o irmão do príncipe Otto”.

2. No texto a seguir, identifique o aposto e explique qual é a sua relação com a palavra a que se refere.

“[...] o mar mesmo, a maré, que é menor do que o mar, e a marola, que é menor do que a maré” – aposto enumerativo.

Ele nos contava que havia três espécies de mar: o mar mesmo, a maré, que é menor do que o mar, e a marola, que é menor do que a maré.

Rubem Braga. O conde e o passarinho. Em: Pequena antologia do Braga. Rio de Janeiro: Record, 2000. p. 41.



3. Leia a tira.

Fig. 2 (p. 186)

Calvin & Hobbes, Bill Watterson. © 1991 Watterson/Dist. by Atlantic Syndication/Universal Press Syndicate

Bill Watterson. O ataque dos transtornados monstros de neve mutantes assassinos. São Paulo: Best Editora, 1994. v. 2. p. 78.

Q1: EU TENHO UM COMUNICADO. A PARTIR DE HOJE, EU NÃO VOU MAIS RESPONDER PELO NOME DE "CALVIN".

Q2: DE AGORA EM DIANTE, EU QUERO SER CHAMADO DE "CALVIN, O CORAJOSO".

Q3: CALVIN, O CORAJOSO?


CERTO. ESTE É O MEU NOVO NOME PARA O RESTO DA MINHA VIDA.

Q4: E COMO FICA "CALVIN, O DESORDENADO"?


TAMBÉM, CALVIN, O CORAJOSO COMEÇARÁ A REFERIR-SE A SI MESMO NA TERCEIRA PESSOA.

a) Que característica Calvin acrescentou ao nome dele?

Corajoso.

b) Por que ele fez isso?

Porque ele quer que as pessoas o reconheçam por ele ser bravo, destemido, valente.

c) A mãe de Calvin refere-se a ele destacando outra característica. Qual? Por que ela faz isso?

Ela destaca que ele é desordenado. Provavelmente, porque o filho faz muita bagunça e não arruma as coisas dele.

d) Quais são os apostos usados na tira?

O corajoso e o desordenado.

e) Qual é a função dos apostos nesse texto?

Destacar as características da personagem.

Página 187

LÍNGUA VIVA

Responda sempre no caderno.

Efeitos de sentido com o uso do aposto

1. Veja esta propaganda.

Fig. 1 (p. 187)

Propaganda da Agência Contemporânea/Sistema Firjan.

Agência Contemporânea/Sistema Firjan

ALERTA ÁGUA

A

B

C



O desperdício é a gota d’água.

Você aprendeu que as características da água são três: inodora, insípida e incolor.

Agora, são quatro: inodora, insípida, incolor e insuficiente.

E as pessoas ainda desperdiçam água.

Isto é muito triste.

A Você aprendeu que as características da água são três: inodora, insípida e incolor.

Agora, são quatro: inodora, insípida, incolor e insuficiente.

E as pessoas ainda desperdiçam água. Isto é muito triste.

B O desperdício é a gota d’água.

C Toda vez que você desperdiça água, cada vez mais o seu futuro, assim como o futuro de milhões de pessoas, milhões de trabalhadores, enfim, o próprio futuro do Brasil, vai direto para o ralo. Água é saúde, é vida. É preciso fazer urgentemente alguma coisa para acabar com o desperdício de água. Enquanto ainda existe água.

a) A propaganda nos faz um alerta. Qual?

Precisamos economizar água, pois ela vai acabar.

b) Como esse alerta está representado visualmente na propaganda?

Pelas letras vermelhas e pela expressão da mulher.

2. Explique a frase “O desperdício é a gota d’água”.

2. A expressão “ser a gota d’água” equivale a “passar dos limites”; assim, a frase reforça a ideia de que o desperdício é o fator que ocasionará a escassez da água potável no planeta.



3. O texto informa as características da água e acrescenta uma informação.

a) Qual é essa nova informação?

Que a água é insuficiente.

b) Por que foi acrescentada essa informação?

Para chamar a atenção do leitor de que a água vai acabar.

4. Copie dois apostos da propaganda.

“Você aprendeu que as características da água são três: inodora, insípida e incolor”; “Agora são quatro: inodora, insípida, incolor e insuficiente.”



5. Qual é a função do aposto nesse texto?

Enumerar as características da água.



6. Escreva uma frase sobre a importância da água com os termos indicados.

a) Aposto explicativo.

Sugestão: A água, este bem tão precioso, precisa de muito cuidado.

b) Aposto especificativo.

Sugestão: A água do rio São Francisco é fundamental para a sobrevivência de inúmeros pescadores e suas famílias.

7. A mesma informação pode ser expressa de muitas maneiras. Leia.

Você aprendeu que as características da água são três: inodora, insípida e incolor.

Você aprendeu que a água é inodora, insípida e incolor.

a) Qual é a diferença de sentido que há entre elas?

Na primeira frase, as características da água são enfatizadas.

b) Qual das frases é mais adequada para um anúncio? Por quê?

A primeira, porque o objetivo do anúncio é justamente destacar que a água antes tinha três características básicas.

ANOTE

O aposto pode ser usado no texto para ampliar e acrescentar novos valores às palavras a que se refere. É o caso do aposto explicativo.

Outra função do aposto é restringir o sentido do termo a que se refere, especificando e destacando a informação.

Página 188

LEITURA 2

Poema visual

O que você vai ler

Fig. 1 (p. 188)

Aníbal Machado (1849–1964), escritor mineiro.

Arquivo/Agência O Globo

Você viu na primeira parte do capítulo que os poetas expressam seus sentimentos e ideias sobre o mundo usando figuras de linguagem, com as quais constroem imagens poéticas.

Nessa segunda parte, você vai conhecer outro tipo de poesia, que nasceu da necessidade de organizar as palavras de modo que a distribuição delas na folha produzisse a imagem sobre aquilo a que o poema se referia: o elemento visual. É a chamada “Poesia Visual”. Seu autor, Aníbal Machado, formado em Direito, foi escritor, professor e adaptou peças teatrais para o grupo O Tablado. Ele é famoso por ter incorporado, de forma original, em sua obra, algumas características do movimento surrealista francês, como referências a elementos do inconsciente, sonhos, atos falhos e retorno à infância. Antes de ler o poema abaixo, olhe-o atentamente na folha e diga: O que ele parece para você?



Fig. 2 (p. 188)

Aníbal Machado/Acervo do artista

Aníbal Machado. Em: Cadernos de João. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002. p. 140.

Página 189

Estudo do texto

Responda sempre no caderno.

Para entender o texto

1. Um poema geralmente é escrito em versos e, por vezes, em estrofes. Reescreva o texto “Desastre no poema” em versos.

1. Desastre no Poema

Destroços de uma estrofe catastrófica descarrilhada à margem da linha ruínas de poema escombros do nada.

2. Desastre é um acontecimento catastrófico, um acidente. Também pode representar um resultado final ruim, um fracasso. Você considera que o título “Desastre no poema” é adequado? Justifique sua resposta.

2. Sim. Espera-se que os alunos percebam o aspecto visual “destroçado” do poema e a escolha das palavras que reforçam esse sentido, como “ruínas” e “escombros”.



ANOTE

Os poemas visuais combinam o significado das palavras com a expressividade da imagem. As letras formam um desenho no papel e ampliam os sentidos das palavras.



3. Releia o trecho do poema.

Fig. 1 (p. 189)

descarrilo e da à margem da linha

Leia agora a definição de descarrilhar citada no dicionário Aurélio.

Descarrilhar (descarrilar) | 1. Fazer sair, ou desviar, dos trilhos […]. 2. Saltar fora dos trilhos sobre os quais ia rodando […]. 3. Sair da linha reta ou do bom caminho; desviar-se da lógica ou do bom senso [...]. 4. Comportar-se mal; desregrar-se […].

Aurélio Buarque de Holanda Ferreira. Novo dicionário Aurélio da língua portuguesa. 3. ed. Curitiba: Positivo, 2004. p. 634.

a) Qual(is) desses sentidos melhor explica(m) o uso dessa palavra no poema? Por quê?

3a. Sentidos 1 e 3; espera-se que os alunos relacionem o sentido de desvio ao fato de que o poema não está organizado em versos e estrofes.

b) Observe como a palavra descarrilhada é mostrada no poema. Ela está sendo empregada em sentido metafórico ou literal? Explique.

3b. Espera-se que os alunos percebam que a palavra é usada em ambos os sentidos: literal, em termos visuais, e metafórico, em termos verbais, pois pode se entender que o eu lírico não conseguiu alcançar seu objetivo. Ele não escreve o poema de modo convencional. Sua estrofe é apenas “ruínas de um poema”.

Professor, é importante que os alunos percebam o tratamento dado ao poema, objetivando somar o sentido ao efeito visual – a preocupação com a forma e a preocupação com a linguagem.

ANOTE

Uma característica da linguagem poética é apresentar palavras, expressões e construções que, no contexto em que são empregadas, podem ser entendidas de mais de uma maneira. Esse recurso é conhecido como linguagem figurada ou metafórica.



4. Leia em voz alta: “Destroços de uma estrofe catastrófica”.

a) Qual som se repete nesse trecho?

Som de “s”.

b) Explique o efeito que essa repetição produz no poema.

É como se o poema reproduzisse o som da destruição e de destroços ruindo.

ANOTE

A repetição proposital de sons consonantais idênticos, no início, no meio, ou no final das palavras chama-se aliteração, recurso que serve para criar efeito sonoro ligado ao conteúdo ou intensificar o ritmo de um poema.



Página 190

Responda sempre no caderno.

As imagens do poema

1. Se “Desastre no poema” fosse organizado em versos e estrofes, o que mudaria em relação ao efeito de sentido nos dois modos de apresentação do poema?

1. Espera-se que os alunos percebam que o sentido das palavras pode ser compreendido tanto no poema visual quanto no possível poema em verso. No entanto, a mensagem do poema em verso ficaria mais vaga, uma vez que no poema visual a forma de organização das palavras complementa e reforça o sentido da linguagem verbal, ou seja, a forma do poema é usada para gerar sentido.



2. Leia o poema a seguir de Augusto de Campos.

Fig. 1 (p. 190)

Augusto de Campos. Viva vaia: poesia 1949-1979. 5. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2014.

Augusto de Campos/Acervo do artista

pluvial
pluvial


pluvial
pluvial
pluvial
pluvial
fluvia
fluvi
fluv
flu
fl
f

a) O que significam as palavras fluvial e pluvial?

2a. São relacionadas, respectivamente, a rio e a chuva.

b) Qual é a única posição em que se pode ler cada palavra inteiramente?

2b. A palavra fluvial pode ser lida horizontalmente, e a palavra pluvial, verticalmente.

c) Qual é a relação entre o significado das palavras e a forma como elas são apresentadas no poema?

2c. A representação visual das palavras está relacionada ao objeto ao qual seu significado está atrelado (pluvial: chuva vertical; fluvial: rio que corre horizontalmente).

d) O que se pode notar em relação à pronúncia das palavras do poema?

2d. Que as palavras têm sons semelhantes.

ANOTE

Paranomásia é uma figura de linguagem que consiste no emprego de palavras parônimas, isto é, palavras de significados diferentes, mas quase idênticas, com ligeira diferença na grafia ou na pronúncia.

3. Qual é a relação entre essa disposição visual das palavras fluvial e pluvial e o ciclo da chuva? Explique.

3. A palavra pluvial, que está na vertical, como se estivesse “caindo”, faz alusão à chuva. Em certo momento, vai se formando na palavra fluvial, em alusão aos rios que recebem a água da chuva.



PRIMEIRO POEMA VISUAL

Fig. 2 (p. 190)

Em: Rafael de Cózar. POESÍA E IMAGEN: POESÍA VISUAL y OTRAS FORMAS LITERARIAS DESDE EL SIGLO IV a.C. HASTA EL SIGLO XX. Sevilha, Espanha: El Carro de la Nieve, 1991. Disponível em:


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