Ronilda Iyakemi Ribeiro



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Os nomes desta lista sofrem variações regionais. Alguns Odu possuem mais de um nome. Cada um dos 256 - 16 ‘maiores’ e 240 ‘menores’ - tem centenas de poemas tradicionalmente associados a ele, chamados ese. Cada ese reúne um total de 600 poemas aproximadamente. Na maioria das vezes são poemas curtos, mas alguns, conhecidos como Ifanlanla são muito grandes. Abimbola (1975) registrou 16 Ifanlanla.

Parafernália do jogo de Ifá


Os principais objetos utilizados no sistema divinatório de Ifá são os seguintes:

1. 16 Ikin

Os ikin, frutos sagrados da palmeira ope Ifá, constituem o símbolo e o instrumento divinatório mais importante de Ifá. São coquinhos do tamanho de um ovo de pomba. De acordo com o mito apresentado no Odu Iwori Meji, Ifá, ao retornar ao orun deixou os ikin como seus representantes na terra, tornando-se eles, desde então, seu mais importante meio de comunicação com os homens.

Juntamente com os 16 ikin fica o chamado olori-ikin, simbolizando sua essência. Isto porque as divindades também possuem Ori, conforme já mencionamos anteriormente e os ikin, enquanto divindade, também o possuem. Esses coquinhos possuem quatro "olhinhos" e toda palmeira que os produza é conhecida como ope Ifá, palmeira de Ifá.

2. Opele, a corrente divinatória

Trata-se de uma corrente de metal (ou fio grosso de algodão) com oito meias-partes do fruto da árvore opele consagrada a Ifá. Quando o sacerdote a pega entre os dedos, segurando-a pelo ponto central, distribuem-se, de cada lado, quatro meias-partes de fruto, a igual distância uma da outra. Cada meia-parte dessas possui uma face côncava e outra convexa. Quando a corrente é jogada sobre uma superfície plana, cada uma das oito meias-partes pode exibir a face côncava ou a convexa. A combinação de apresentações possíveis das faces côncavo/convexas perfaz um total de 256 possibilidades (16 vezes 16). Os frutos do opele podem ser substituídos por imitações feitas de metal, por exemplo, bronze ou latão. As extremidades da corrente divinatória são enfeitadas com búzios.



3. Ibo

Trata-se de um conjunto formado de dois búzios e um pedaço de osso. Os dois búzios constituem a parte afirmativa e o pedaço de osso, a parte negativa do ibo que, conforme veremos, é um jogo que responde apenas sim ou não.



4. Opon Ifa

O Opon Ifa, invariavelmente feito de madeira, em forma retangular, circular, ou semicircular, é uma superfície pequena (aproximadamente trinta centímetros de diâmetro) sobre a qual é colocado o iyerosun, pó amarelo oriundo da árvore irosun, no qual o sacerdote registra marcas durante o jogo. Esse pó pode ser substituído pelo pó da árvore iroko ou, ainda, do bambu.

O Opon Ifa apresenta bordas esculpidas com distintos motivos, incluindo a representação de animais. Na parte superior se esculpe, invariavelmente, a face de Exu, com olhos atentos e vigilantes. Durante todo o processo divinatório, os olhos de Exu permanecem fixos no sacerdote.

5. Iroke

Trata-se de uma figura de mulher ajoelhada, com a cabeça alongada, em forma cônica, esculpida em marfim ou madeira. A forma cônica alongada denota a ênfase colocada no Ori (cabeça interior, princípio espiritual) durante o processo divinatório e a posição de joelhos denota a postura ante o Oráculo divino.

6. Awo Ifa

Taça feita de madeira ou de metal (bronze ou latão), adotando muitas formas e de efeito estético variável graças aos trabalhos de escultura que pode receber.

Além desses, outros objetos integram o instrumental do sacerdote de Ifá: pedras, significando boa saúde; contas de colar, significando prosperidade; uma bolsa pequena de pano (apo Ifa) na qual o sacerdote carrega, ao sair, o mínimo necessário para a consulta oracular; vara ritual com a imagem de um pássaro no alto; cutelo; um suporte com cinco divisões para guardar os elementos do jogo e, finalmente, uma imagem de Exu, portador do axé, o divino poder com o qual Deus criou o universo.



O jogo divinatório de Ifá

1. Consultando Ifá com os 16 ikin

O jogo divinatório com ikin obedece a seguinte sequência: respeitados todos os preceitos sagrados, o babalaô Erro! Indicador não definido.inicia o jogo colocando todos os coquinhos sobre a palma de uma das mãos. Tenta, com a outra mão, apanhar todos de uma única vez. Poderá conseguir ou não. Se na tentativa de apanhar todos, restar na mão apenas um coquinho, ele registrará dois traços no iyerosun. Se restarem dois coquinhos, ele registrará apenas um traço; se restarem mais de dois coquinhos ou, se ele conseguir apanhar todos, sem sobrar nenhum, nada registrará. O registro vai sendo feito sobre o iyerosun da direita para a esquerda, à medida que as jogadas vão se sucedendo.

As combinações possíveis desses elementos - 1 tracinho e 2 tracinhos - organizados em duas colunas de quatro linhas, "desenham" os Odu principais, conforme vimos algumas páginas atrás.

2. Consultando Ifá com o opele

O sacerdote segura a corrente divinatória pelo ponto central, ficando quatro elementos de cada lado. Joga, em seguida e as meias-partes dos frutos (ou seus substitutos de metal) exibem seu lado côncavo ou o convexo, definindo um padrão: aí estará o Odu, sem que seja necessário o registro de marcas sobre o pó amarelo.



3. Consultando Ifá com o ibo

Depois da realização do jogo de ikin ou do opele e da recitação do Odu correspondente, pode haver necessidade de esclarecimento de algum particularidade ou de um ponto que tenha permanecido obscuro. O consulente formulará, então, perguntas de resposta afirmativa ou negativa. Por exemplo, se o jogo revelou que haverá morte de uma pessoa, o consulente poderá perguntar: trata-se de minha própria morte? O ibo responderá sim ou não.



Algumas palavras a respeito do erindilogun, jogo divinatório que faz uso de 16 búzios

Um sistema divinatório bastante usado pelos iorubás é o erindilogun, jogo de 16 búzios. Respeitadas as regras universais dos jogos divinatórios acima mencionadas, os búzios são jogados. Ao serem lançados, cada búzio exibe uma de suas faces, como não poderia deixar de ser. Conta-se a quantidade de búzios caídos com determinada face voltada para cima e assim se obtém um número que varia entre 1 e 16. A cada número desses corresponde um Odu e a cada Odu corresponde um (ou alguns poucos) orixás, bem como uma série de energias reveladoras de acontecimentos passados, presentes e futuros. A estrutura do jogo determina que sejam observadas certas regras de leitura, realizando-se ou não a leitura das configurações que vão se estabelecendo, na sequência de jogadas, de acordo com essas regras.

O erindilogun não se inclui entre os jogos geomânticos e sim no conjunto de jogos divinatórios que fazem uso de figuras e seqüências, tais como os que utilizam caracteres de alfabetos, sistemas numéricos, objetos simbólicos e cartas especialmente criadas para esse fim. O mais importante na leitura do erindilogun não é a forma produzida pelos búzios ao cairem, embora ela também possa ser considerada na interpretação. O relevante é um determinado número que, uma vez obtido, remete a um quadro interpretativo.



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