São Paulo 2012 a história da minha vida



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Andrews University

PLANO DE DESENVOLVIMENTO EM LIDERANÇA


Cesar Ricardo Lusana dos Reis

Orientador: Prof. José Iran Miguel Ph. D.


São Paulo

2012

A história da minha vida

O COMEÇO

Sou o primeiro filho de Nelson e Elsa. Vim ao mundo em 17 de março de 1965 na cidade de Porto Alegre – RS, portanto sou gaucho, em uma família bem grande por parte de meus pais, meu primeiro nome foi colocado em virtude da existência de um famoso político da época, de nome Cesar. Meu pai tinha 5 irmãos, sendo 3 irmãos e 2 irmãs, meus avós paternos estavam vivos nesse momento. Meus avós maternos também estavam vivos por ocasião do meu nascimento, minha mãe tinha 5 irmãs e 2 irmãos, portanto eu tinha muitos primos e primas de ambos os lados.



MEUS PRIMEIROS ANOS

SÃO PAULO - SP

Meus primeiros anos de vida foram de amor e carinho, tive uma vida ajustada. Minha mãe uma boa católica e meu pai afastado da igreja adventista do sétimo dia. Com poucos anos de idade fui morar em São Paulo no bairro do Capão Redondo, moramos em São Paulo até por volta dos meus 5 anos, lá fiz amizades com vários meninos, mas um em especial um chamado Chiquinho, meu pai era feirante, saiamos todos os dias de madrugada para atender os compromissos do trabalho dele. Algumas vezes íamos à igreja adventista, pois morávamos com meus avós que eram fieis cristãos, Já nessa época senti a influência positiva de meus avós na minha formação religiosa.



ROLANTE - RS

Após alguns anos morando em São Paulo meus pais decidiram voltar ao sul do Brasil, fomos morar em Rolante – RS, local de nascimento de meu pai, cidade de muitos adventistas, alias nessa cidade os pioneiros da igreja no Brasil viveram por muitos anos, nesse lugar tive influencias muito positivas para o meu futuro ministério. Com frequência era levado à igreja por familiares e amigos, essa igreja era muito especial, pois muitos meninos e meninas participavam das atividades da igreja e eu estava junto com eles. Ao lado da igreja existia uma escola paroquial, atrás da escola um salão de jovens e atrás da igreja um cemitério, portanto um local que demonstra o caminho dessa vida, nasce, cresce, vive e depois morre.



CACHOEIRINHA - RS

Por volta de meus 7 anos fui morar na cidade de Cachoeirinha-RS, onde comecei a ter uma influencia muito acentuada de minha avó, chamada Amélia, mulher simples culturalmente mas com uma confiança extraordinária em Deus. Essa mulher especial em minha vida exercia um grande amor por mim, e sua atenção era demonstrada quando todos os sábados passava em minha casa, que era o caminho para a igreja, e me levava para a escola sabatina. Eu ia e voltava com ela, e durante a caminhada até a igreja recebia atenção, amor, e fortes instruções bíblicas, ela foi extraordinariamente um instrumento de Deus em minha vida.

Minha infância foi marcada por tranquilidade e amor. Todas as semanas meus pais e eu nos encontrávamos com nossos parentes por parte de minha mãe, isso acontecia quase todas as quartas e domingos, era uma festa sem igual, muita comida, animação e brincadeiras com meus primos e primas, e meu pai jogava baralho com meus tios e avô.

Quando eu tinha 6 anos de idade, em janeiro de 1972 nasceu meu único irmão, meus pais colocaram o nome dele de Sandro, esse nome já tinha sido escolhido a bastante tempo, meu pai sonhava em ter uma filha, e caso nascesse uma menina chamaria Sandra, como foi um menino colocaram Sandro. A chegada dele trouxe alguns momentos de desconforto, pois até ali eu era o centro das atenções, mas com o tempo o meu ciúme desapareceu e tornou-se uma alegria a chegado dele em nossa casa. Ele foi um menino muito esperto e cheio de energia.



FORMAÇÃO CULTURAL – ESPIRITUAL

Aos 6 anos fui estudar em uma escola particular, era talvez uma das melhores escolas infantis da cidade, o esforço que meus pais fizeram desde meus primeiros anos escolares ajudaram profundamente nos anos seguintes de minha vida acadêmica.

Lembro-me de alguns finais de semana que saiamos de cachoeirinha e viajávamos 2 horas para chegar na fazenda passos, um lugar muito especial porque havíamos morado lá por algum tempo e também era o lugar em que muitos pastores e obreiros nasceram. Ali existiam muitas famílias, ou quase sua totalidade de adventistas, e muitas delas tinham alguém que trabalhava na organização adventista. Nos finais de semana podia me envolver com essa gente. Ali estavam meus primos adventistas por parte de meu pai, passávamos longas horas brincando e me relacionando com eles. Sem duvida, essa fase foi marcante, pois ali comecei a gostar daquilo que futuramente iria realizar como atividade vocacional. No sábado sempre tinha um convidado que pregava um sermão poderoso, ele vinha de longe, era alguém importante na organização adventista, sem duvida Deus estava implantando no meu coração o amor e interesse em sua obra.

Também nas férias meus avós paternos esperavam com muita alegria o seu único filho pastor, ele vinha de longe, pois trabalhava em Recife e depois foi para Manaus, o pastor Osmar Reis, e eu olhava para ele com respeito e admiração, e mesmo sem muitas oportunidades de conversar com ele, isso me deixava motivado a ser também no futuro um ministro na causa de Deus.

Dos 7 anos aos 12 anos estudei na escola estadual Rodrigues Alves, ficava bem perto de minha casa, ia e voltava a pé da escola. Fiz boas amizades ali, fui um excelente aluno durante os anos que ali estudei, mas chegou o dia em que realmente minha vida mudou, e mudou para muito melhor.

IACS

Em 1978, cursando a 7ª serie do ensino fundamental, quando eu estava com 12 anos de idade, no mês de Fevereiro fui levado para o colégio interno na cidade de Taquara, naquele momento não entendia muito bem o que era isso, mas foi de grande sabedoria aquela decisão de meu pai. O Instituto Adventista Cruzeiro do Sul foi muito especial em minha vida, pois foi ali que tomei a decisão de seguir ao Meu Jesus de verdade e de maneira plena e completa, me batizei em agosto de 1978, pelo Pastor Darcy Trojan, homem de Deus e que me trouxe inspiração em minha adolescência. Nessa ocasião meus pais ainda não eram adventistas, alias meu pai estava afastado a muitos anos da igreja e minha mãe era uma boa católica.

No internato fui morar com um filho de pastor, chamado Silvano Monteiro Chagas, nos tornamos amigos de verdade. Nos finais de semana quando íamos para casa sempre dávamos um jeito de nos encontrarmos, pois nossa amizade ficou extremamente próxima. Seus pais, Anísio e Jurema, também se tornaram meus pais, especialmente o Pastor Anísio que me trouxe muitas orientações, realmente ele é um servo de Deus, humilde, amigo, um homem de oração que até hoje vive uma experiência marcante com Deus. Até então eu queria seguir a carreira de médico, mas com essa amizade e com a influencia positiva desse pastor meus planos começaram a migrar em outra direção. O Silvano que queria ser pastor, hoje é um médico de sucesso na cidade de Indaíal, interior de Santa Catarina, acho que fiz bem pra ele.

Fui um aluno dedicado e estudioso, sempre cumprindo com meus compromissos escolares. Nessa época tive professores que deixaram sua marca em minha vida, alguns deles eu lembro com saudade e carinho, Rute Paiva professora de inglês, professor Isaque Guimarães, Professor Silas Andrades, Pastor Celso Kern, e tantos outros que imprimiram em minha vida algo muito especial que talvez nem eu mesmo saiba o valor que isso teve naquele momento.



Colportagem

No internato conheci a colportagem, trabalho extraordinário e marcante em minha vida. Pela primeira vez, em 1980 fui colportar como um estudante de ensino médio, a cidade escolhida para o trabalho foi Pelotas, no interior do Rio Grande do Sul. Meu líder, Claudio Vilela, hoje pastor na cidade de Dallas –EUA, foi uma pessoa boa, amiga e colaborador em minha formação espiritual e ministerial. Nessa ocasião ele também era um jovem, mas que fazia a faculdade de teologia e sem duvida alguma me ajudou em a ser um líder servidor. O resultado do trabalho foi bom, já que era a primeira vez, voltei para casa com algum dinheiro e daí em diante começou algo que fez parte de minha vida até os meus 39 anos de idade e 18 anos de ministério, que foi o trabalho da colportagem.

Durante meus primeiros passos da colportagem apareceu um bom amigo que me conduziu por essas águas profundas, seu nome: Jarbas Barbosa, foi um amigo que teve paciência e carinho em me trazer conhecimento e inspiração no trabalho. Tive o privilegio de trabalhar com ele algumas férias e nos saímos muito bem no trabalho. Foi ele que usado por Deus me animou a sair do Rio Grande do Sul e colocar em pratica aquilo que estava lá no fundo de meu ser, sair de onde estava e me dirigir para São Paulo para fazer a faculdade de Teologia.

DECISÕES IMPORTANTES

Formei-me no ensino médio em 1982, até esse momento minha cabeça estava cheia de duvidas com respeito ao futuro, fiz vestibular em Janeiro de 1983 para Engenharia química na cidade de Rio Grande, interior do Rio Grande do Sul, tinha certeza que havia passado, pois durante o 3º ano do ensino médio havia feito cursinho pré-vestibular em um dos melhores cursos de Porto Alegre, mas fui reprovado no vestibular. Isso me causou uma leve depressão, pois até ali nunca tinha tido a experiência de ter sido reprovado em nada na minha vida acadêmica. Em junho de 1983 fiz vestibular para engenharia civil na PUC em Porto Alegre, o vestibular caiu em um sábado e como um adventista fiel não fiz as provas nesse dia e não fui aprovado mais uma vez.



IAE - SP

Depois de um forte apelo de um bom amigo e incentivo de minha mãe, cheguei a São Paulo para prestar vestibular para teologia em dezembro de 1983, pois queria ingressar já em 1984. Fiquei na casa de uns parentes que moravam próximo ao colégio, eles eram obreiros da igreja já por muitos anos, me trataram com muito carinho e cuidado, seus nomes são Lauro Grellmann e Delcy, hoje ela já esta repousando o sono dos justos. Eles foram boas pessoas que me ajudar a começar a dar os primeiros passos em minha carreira acadêmica, pois foram os primeiros a me receberem em São Paulo. O resultado do vestibular saiu em Janeiro e fui aprovado em 6º colocado dentre todos os mais de 400 vestibulandos, isso me deu certeza mais uma vez do chamado de Deus.

Os primeiros dias no IAE foram dias felizes, revi alguns amigos já conhecidos, familiares que lá já estudavam, fiquei motivado por tudo que vi por lá. Comecei a me interessar por uma jovem que fazia o curso de enfermagem, ela era pianista e cantava no coral Carlos Gomes, o melhor coral do colégio, e eu não cantava e continuo não cantando quase nada. Com o tempo fomos nos conhecendo e finalmente em 9 de março de 1984 começamos a namorar. Depois de quase 2 anos e 8 meses, por ocasião de sua formatura em enfermagem, ficamos noivos na casa de um tio dela que já era pastor, seu nome Levi Borreli. Em 9 de Agosto de 1987 nos casamos em São José dos Campos - SP onde seus pais moravam, a partir desse momento nunca mais fiquei só, e isso é muito bom, alais bom demais. Meus sogros são pessoas muito especiais, e sem duvida tem sido uma excelente influência em meu ministério nos últimos 25 anos.

Minha sogra morreu em 2006, e meu sogro, José Borreli, casou-se novamente com um boa mulher, Maurinda Miotto, e fazem um belo casal.

Durante meu curso de teologia tive alguns professores que deixaram sua marca em minha vida. Wilson Endruweit, Alberto Timm, Antonio Nepomuceno, Edilson Valiante, Pedro Apolinário, e tantos outros amigos e professores.

Nos anos do curso de teologia tive a oportunidade de colportar em varias regiões do Brasil, Mato Grosso, Goiás, Santa Catarina, São Paulo, Roraima, Rio Grande do Sul, mas tive a oportunidade de julho de 1984 trabalhar em Manaus, que experiência fantástica, fui com um grupo de bons amigos, Ronald Kunh, Wagner Kunh, Carlos Shollet, consegui me sair bem, recebi a bolsa escolar para mais uma etapa no teológico.

Em 1985 me juntei a um amigo, Benedito Muniz, uma fera no trabalho da colportagem, aprendi muito com ele, e a partir daí me tornei um colportor de mais sucesso. Ele me ensinou a pensar grande a ser mais sonhador, nesse período da minha vida ele foi tremendamente útil no ensino e pratica de que eu poderia me tornar alguém. Trabalhamos em dois períodos de férias, e os dois no Mato Grosso. Obrigado amigo por sua ajuda, ensino e inspiração para o trabalho.

Durante o curso de teologia, em 1986, tive a oportunidade de começar a fazer a faculdade de administração em Recursos Humanos na Hoyler, mas eu não consegui concluir a faculdade, pois quando terminei teologia ainda estava no 2º ano de administração, portanto tive que deixar para um outro momento a conclusão do curso de administração.



RIO DE JANEIRO - RJ

Conclui teologia em 1987 e a formatura foi em um domingo, dia 6 de Dezembro. No dia 8 de Dezembro já estava no campo trabalhando.

Recebi 3 chamados para ingressar no ministério. Um para o Norte do Brasil como pastor do maior colégio adventista do norte do Brasil, chamado Grão Para, na cidade de Belém, outro para o Sul como pastor distrital e outro para o Rio de Janeiro como vice-diretor de publicações. Inicialmente decidi ir para Belém, pois minha esposa sendo enfermeira seria funcionaria do hospital adventista de Belém, estávamos muito animados a irmos pra lá, porem os caminhos de Deus às vezes são diferentes dos caminhos dos homens, e depois de informações truncadas acabamos indo para o Rio de Janeiro como vice-diretor de publicações. Na ocasião o diretor de publicações era o Pr. Wilmar Hirle, homem trabalhador e visionário, hoje esta na GC como vice diretor mundial de publicações. O presidente da associação me recebeu com muito cuidado e carinho, a impressão que tive é que ele me assumiu como filho. Pouco tempo depois, em 1989 o Pr. Wilmar Hirle recebeu um chamado para ser o diretor de publicações da União Norte Brasileira, deixando o departamento de publicações vazio na grande associação Rio de Janeiro, então o Presidente do campo, Helmut Ary Gomes, junto com a mesa administrativa me colocou como diretor titular, eu tinha apenas 24 anos de idade, e essa era a associação que mais vendia em toda a DSA, só consegui trabalhar por que o presidente me deu todo apoio necessário para realizar minhas atividades, porque muitos não queriam, mas ele se responsabilizou por mim. Obrigado amigo pela confiança depositada na minha pessoa.

No trabalho no Rio de Janeiro fiz amigos que duram até hoje e certamente permanecerão por toda a eternidade. O gerente financeiro do SELS era o Antonio Tostes, Toninho, hoje diretor da Rede Novo Tempo, foi um amigão e um bom professor na área financeira. João Vicente foi vice-diretor e nos tornamos amigos de verdade, hoje ele esta na CPB como gerente de vendas. Aurelino, um homem alegre e feliz, Jarcy Reis humilde e sincero, Helio Coutinho camarada servidor, e tantos outros tiveram seu carimbo na minha trajetória por aquelas bandas. Talvez a situação mais dura que tive que realizar nesse período foi à demissão de um obreiro de mais de 20 anos, mas foi necessário.

Fiquei como obreiro no Rio por mais de sete anos. Meus dois filhos nasceram nessa cidade. Laurie veio ao mundo em 22 de março de 1989, no hospital adventista, menina linda e cheia de energia. No começo da gravidez de minha esposa ficamos muito preocupados, pois ela poderia estar com rubéola, mas Deus foi maravilhoso permitindo que nossa filha nascesse com saúde e alegria. Em 12 de Abril de 1991 nasceu nosso segundo filho, Liander, também cheio de energia, menino forte e bonito. Amo de verdade essa minha família. Outro fato marcante na passagem pelo Rio de Janeiro foi a minha ordenação em Fevereiro de 1991, senti o privilegio de ser separado por Deus para a execução do ministério pastoral.

Durante minha estada como obreiro na Associação Rio de janeiro, alguns fatos foram marcantes. Uma enchente sem precedentes no ano de 1988, perdemos milhares de livros e revistas, mas o resultado de vendas naquele ano foi algo inacreditável, Deus nos deu muito mais que sonhávamos. A compra de uma nova sede para o SELS, algo que muitos duvidaram, mas a forte liderança do Pr. Wilmar e o apoio de todos, conseguimos comprar um belo prédio para um novo escritório. Por cinco anos consecutivos fomos o campo da DSA que mais literatura vendeu na America do sul, de 1988 até 1995, a associação Rio de Janeiro foi campeã em vendas, isso foi resultado de uma forte equipe de trabalho e uma boa liderança conjunta dos que trabalhavam nesse período na ARJ.



APlaC - BRASILIA

Em março de 1995, recebi um chamado para ser diretor de publicações em Brasília, uma nova associação estava se formando, era a associação planalto central. Um campo de grandes desafios, pois compreendia o Distrito federal e o estado do Tocantins, as distancias eram enormes para atender os colportores e irmãos. Me sentia pequeno diante de tudo que precisava fazer. Nesse momento ainda fui eleito diretor de ministério pessoal e escola sabatina, ai mesmo que fiquei pequeno diante de tudo que tinha que fazer, isso foi bom porque senti a mão do Todo Poderoso a agir na minha vida e no meu trabalho. Durante esse período fiz grandes amigo, o presidente pastor Manuel Xavier, uma boa alma. Pr. Josias Fragoso, homem correto e amorável, mas muita gente não o compreendia. Pr. Wilson Ribeiro, um jovem cheio de alegria e ideias, amigo de longas viagens. Na verdade os momentos que passamos na APlaC foi de grandes desafios e muito aprendizado.



UNEB – RECIFE


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