Capítulos 1 e 2: Sumário Executivo



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Setor Industrial


Há uma carência grande de estudos sobre os impactos de mudanças do clima nas atividades industriais brasileiras. É fundamental ampliar os estudos e mapeamentos de áreas de riscos e estabelecer os planos de prevenção, principalmente para as áreas mais vulneráveis aos eventos pluviométricos extremos.

Os impactos causados por desastres industriais podem ser devastadores, com sérias implicações quando combinados a fatores como a falta de mapeamento das áreas de risco e planos de prevenção. Além disso, atrelados aos riscos de desastres ambientais no setor industrial estão também os setores de comércio e serviços, que podem ser drasticamente afetados por efeitos distintos (diretos e indiretos), como por exemplo, a paralização temporária do sistema de produção e distribuição de mercadorias.

O alcance e a magnitude dos impactos deverá variar de acordo com as condições locais, o tipo de indústria instalada, os sistemas de transporte, projetos e políticas atrelados, bem como a capacidade de adaptação para minimizar custos e riscos de acidentes

Nesse sentido, medidas de adaptação serão necessárias e para tanto ajustes e regulamentações legais serão feitos. Estudos científicos correlacionando mudanças climáticas e seus impactos na indústria ainda são muito raros.

São necessários levantamentos atualizados, mapeamentos sobre as concentrações industriais em cada estado do país, com detalhamento dos riscos e vulnerabilidades associados, para que o setor se desenvolva. Dentro desta perspectiva, serão necessários planos de prevenção e combate a desastres que englobem não somente uma determinada unidade industrial, mas todo o contexto regional no qual cada unidade ou complexo industrial esta inserido.

O Brasil está se tornando um importante ator no setor industrial com produção mais estruturada, voltada não só para o mercado interno como externo, entretanto muitos setores ainda necessitam ser renovados e tecnicamente aparelhados, principalmente no que se refere aos desafios impostos pela mudança do clima.

Sendo um país em processo de desenvolvimento, o Brasil cresce a taxas significativas e para tanto, a exploração dos recursos naturais e a produção industrial de manufaturados desempenham um papel importante para o abastecimento do mercado interno e para conseguir superávits na balança comercial.

Entretanto, os custos ambientais associados ao desenvolvimento são altos, particularmente, quando o sistema de controle ambiental não funciona adequadamente e não existem políticas voltadas para a perspectiva de mudança do clima, que atenda os diversos setores da indústria nacional em caso de ocorrência de eventos extremos e desastres.

Setor de Transportes


As mudanças climáticas poderão afetar os sistemas de transporte (ferroviário, aéreo, rodoviário e hidroviário) em todos os países, impedindo potencialmente a mobilidade urbana, com consequência para o crescimento da economia e qualidade de vida das populações. As relações entre transportes e mudanças climáticas, sinalizam para a importância dos instrumentos de planejamento em diversos níveis, como medidas necessárias para o êxito de ações de mitigação e adaptação. As oportunidades de adaptação para o setor de transporte podem estar associadas às ações de mitigação, que contribuirão para a melhoria da qualidade do ar, com impacto positivo na saúde das populações, nas condições de transporte, a partir de transporte público mais eficiente e seguro. Investimentos na infraestrutura e em novos modais de transporte também serão essenciais.

Os sistemas de transporte são vulneráveis aos efeitos meteorológicos e climáticos. A literatura atual disponível sobre o tema apresenta que os transportes são sensíveis às condições de tempo e clima e as avaliações concentram-se em mudanças nas condições meteorológicas que são diretamente relevantes para o setor.

As mudanças climáticas poderão afetar os sistemas de transporte (ferroviário, aéreo, rodoviário e hidroviário) em todos os países, impedindo potencialmente a mobilidade urbana, com consequência para o crescimento da economia e qualidade de vida das populações. De acordo com IPCC (2012), todos os modos de transporte costeiros são considerados vulneráveis​​, mas a exposição e os impactos podem variar, por exemplo, por região, modo de transporte, localização/ elevação e condição da infraestrutura de transportes.

Projeções de mudanças climáticas relacionadas com mudanças no nível do mar, padrões meteorológicos, temperaturas e precipitação, e um aumento de eventos climáticos extremos (incluindo tempestades tropicais e furacões) irão afetar negativamente a infraestrutura de transporte e a tomada de decisão.

Forte evidência científica reforça o potencial de sérios impactos globais devido às mudanças climáticas. Enquanto os esforços de mitigação são essenciais para reduzir a ameaça das mudanças climáticas, práticas de adaptação para aumentar a resiliência e a proteção dos impactos ambientais devem ser aceleradas.

O planejamento de sistemas de transportes deve considerar a análise de risco para o aumento de temperatura, aumento da frequência e intensidade de precipitação, inundações e tempestades. Para isso, é importante uma integração das políticas de clima, transporte e desenvolvimento, bem como o monitoramento de dados climáticos e uma reavaliação das políticas e padrões atuais para transportes.

Com relação às medidas de adaptação em transportes, algumas experiências foram identificadas: realocação de estradas e vias, mudanças nos projetos e substituição e adequação de estruturas, como pontes, estradas e pavimentos, de forma a suportar os possíveis efeitos que as condições meteorológicas e a mudança do clima poderão acarretar para o setor.

As oportunidades de adaptação para o setor de transporte podem estar associadas às ações de mitigação, que contribuirão para a melhoria da qualidade do ar, com impacto positivo na saúde das populações, nas condições de transporte, a partir de transporte público mais eficiente e seguro. Todavia, investimentos na infraestrutura necessária e adequada ao contexto das mudanças climáticas e em novos modais de transporte, também serão essenciais.

Constata-se a necessidade de elaboração de novos estudos e pesquisas sobre a relação da mudança climática com a vulnerabilidade da infraestrutura dos transportes, permitindo assim, o fornecimento de subsídios mais conclusivos que possam ser aplicados nas políticas públicas, no planejamento e na identificação de soluções para o setor.

A ausência de estudos sobre vulnerabilidades, possíveis impactos das mudanças climáticas e alternativas de adaptação para transportes no Brasil configura-se como uma lacuna na literatura nacional sobre mudança do clima e transportes. O conhecimento de vulnerabilidades associadas às previsões climáticas e eventos climáticos extremos, os possíveis impactos e medidas de adaptação poderão subsidiar a elaboração e implementação de políticas públicas para transportes, promovendo a integração com políticas ambientais e de desenvolvimento sustentável.

São necessários estudos e pesquisas da relação da mudança climática com a vulnerabilidade da infraestrutura de transporte que possam ser aplicados nas políticas públicas e que contribuam para estratégias alternativas em planejamento no setor de transporte.



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