Explicação preliminar



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No entanto, sob a justiça e o rigor da Lei Cármica, o que semeou maior cota de ilusões e desenganos no passado também terá que colhê-los posteriormente sob a equanimidade de que “a cada um será dado conforme as suas obras”. Daí o motivo por que o expurgo cancerígeno tanto pode acontecer na idade adulta como na juventude ou na velhice; e varia também na forma de sua manifestação, eclodindo em alguns de chofre, sem probabilidade de qualquer socorro, enquanto noutros o faz lentamente, em zonas facilmente operáveis ou então sob a forma de tumores benignos que, às vezes, até se confundem com outras moléstias de menor ofensividade.
Eis por que o câncer também ataca a criança ainda no berço ou em sua adolescência, fazendo-a peregrinar bastante cedo pelos consultórios médicos e hospitais, para curtir dores e angústias ou mutilar-se pelas operações preventivas. Doutra feita a molés­tia surge insidiosamente na moça ou no jovem belíssimo, rico e entusiasta da vida, e ainda o deforma na face, fazendo-o sofrer as maiores amarguras e humilhações atrozes.
Sem dúvida, é mais intensa a amargura das criaturas que apresentam tumorações cancerosas na face ou ofensas nos órgãos dos sentidos físicos, fazendo-as preocupar-se para não repugnar ou chocar o próximo, enquanto a prova se torna mais suave para aque­les em que o câncer só afeta os órgãos ou sistemas velados à visão pública. No primeiro caso, a prova cancerígena ainda apresenta um aspecto emotivo mais cruel e de recrudescência no seu sofrimento moral, ensej ando recalques ou complexos de frustrações além das dores propriamente físicas. Mas, ainda nesse caso, a Lei funciona com absoluta equanimidade, pois aquele que, além das dores físi­cas do câncer, ainda deve curtir as dores morais ou as frustrações emotivas durante a afecção cancerígena, também colhe a soma exata das horas que empregou no passado em prejuízo do próximo, provo­cando sucessivas amarguras, frustrações, desenganos e vicissitudes ao seu semelhante.
PERGUNTA: — Poderíeis explicar-nos mais claramente essa soma de horas mal empregadas no passado, que ainda acrescen­tam amarguras morais às dores fisicas provocadas pelo câncer?
RAMATIS: — Suponde um espírito que já viveu vinte exis­tências carnais, na Terra, nas quais praticou várias ações que causaram inúmeras aflições aos seus semelhantes. Somando todas as horas em que ele praticou gestos e atitudes de ingratidões, indi­ferenças, descasos, negativas, decepções ou calúnias e sofrimentos físicos causados ao semelhante, suponde, agora, que atinjam a 3.000 horas de antifraternismo. Tornando-se necessária a retifi­cação desses desvios condenados pela Lei Cármica e provocados voluntariamente pelo espírito, que se serviu do melhor em detri­mento alheio, a sua prova consiste em viver todos os atos, atitudes mentais e expressões verbais que porventura tenha exercido preju­dicialmente. Em conseqüência, desde que tenha reencarnado para retificar todos os deslizes cometidos nas vinte existências, no total de 3.000 horas de faltas praticadas contra a Lei, não há dúvida de que, além de suas dores físicas inerentes à descida das toxinas do perispírito, também há de viver até pagar o “último ceitil” cor­respondente às amarguras semeadas alhures.
PERGUNTA: — Em face de nos informardes que o câncer cármico é mais propriamente resultante de certo tipo de fluido tóxico que se produz pela mente, nas operações de magia men­tal, verbal ou bruxaria praticadas contra o próximo no passado, pedimos que nos expliqueis por que motivo também ataca criatu­ras reconhecidamente santificadas pela sua bondade, ternura e resignação, como já lemos testemunhado várias vezes. Isso não quererá dizer que a Lei é atrabiliária e injusta, porque colhe em suas malhas tanto justos como injustos?
RAMATIS: — Se o simples fato de assumirmos bons propó­sitos e os realizarmos numa só existência fosse suficiente para extinguir a carga deletéria fluídica armazenada durante séculos ou milênios no perispírito, é evidente que, além de uma visível incon­gruência na pedagogia sideral, as responsabilidades mais graves seriam resgatadas facilmente através de qualquer atitude pacifica interesseira para isso se conseguir. Mas o fato é que os próprios espíritos, em geral, preparam-se no Espaço para cumprir as suas expurgações mais severas quando encarnados e livrarem-se mais cedo da carga maligna que ainda lhes pesa na veste perispiritual. Aqueles que mais se exercitam para isso, no Além, atravessam a vida física exercendo severa vigilância sobre os seus atos, evitando qualquer probabilidade de nova perturbação psíquica e atentos àvoz oculta dos seus mentores desencarnados.
Alguns espíritos, quando encarnados, pressentem a aproxi­mação de suas provas cancerígenas, e desde cedo desencantam-se das ilusões da vida material, haurindo forças na meditação e renunciando deliberadamente aos bens e ao conforto materiais. Transformam-se assim em criaturas serviçais e estóicas, procrian­do e atendendo com ânimo à sua prole consangüínea, enquanto as mais heróicas ainda chegam a criar os filhos alheios. Vivem cristãmente e se tornam utilíssimas à coletividade, efetuando o máximo aproveitamento de todos os minutos disponíveis da existência e revelando grande capacidade de resistência moral. A moléstia as encontra preparadas para o cumprimento cármico, e às vezes não escondem a conformação espiritual de que estão sendo purificados.
Daí justificar-se o fato de existirem seres santificados pela sua heróica maneira de viver e que, embora tendo semeado bênçãos e auxilio ao próximo, desencarnam sob as dores atrozes do câncer, como que desmentindo a bondade de Deus e a convicção de que o Bem compensa! O miasma cancerígeno que pesa na vestimenta do perispírito ao ser expurgado, sempre provoca lesões proverbiais do câncer, quer isto aconteça com um ser rebelde à sua prova cár­mica, quer com uma criatura decidida, útil e boa, que resolveu extinguir o seu residual mórbido. O certo é que, enquanto o espíri­to rebelde, durante o seu expurgo obrigatório, continua a produzir nova carga enfermiça para sofrer futuras expurgações dolorosas, a alma conformada efetua sua drenação tóxica exercitando-se sob a bondade, o afeto, a humildade, a renúncia e o amor ao próximo, evitando contrair de novo o mesmo débito que lhe produziu tão grande sofrimento.
A história religiosa do Catolicismo narra-vos a vida de mui­tos santos que, à medida que mais padeciam dores cruciantes, também sublimavam-se pela sua fé e confiança mais intensas nos propósitos sublimes da vida criada por Deus. O menor resíduo tóxico astral que ainda existe no perispírito deve ser expurgado para a carne, e por esse motivo alguns seres muitíssimo elevados, cujo espírito se apresenta bastante diáfano, ainda podem possuir remanescentes de toxicose psíquica, lembrando o fenômeno da bruma seca, que por vezes vela a transparência luminosa de um céu inteiramente azul e belo.
Há casos, também, em que a alma santificada, e que já dispõe de bons créditos junto à contabilidade divina, também se sacrifi­ca voluntariamente para aliviar parte das dores dos seus pupilos, assim como o fez Jesus para salvar a humanidade terrena. E tam­bém o caso do grande e admirável santo da India, Sri Ramana Maharshi que, rodeado dos seus mais ardentes discípulos, que estavam ansiosos para encontrar o “caminho direto” da Consciên­cia Cósmica, apiedou-se de suas angústias humanas e ocultamente participou-lhes do fardo cármico, atraindo para si parte da toxici­dade perispiritual que eles possuíam, para mais tarde desencarnar de atroz tumor cancerígeno, que lhe devorava o braço e lhe exauria as forças orgânicas, mas sem o menor queixume ou protesto con­tra a sua dor!

22. Considerações sobre as Pesquisas e Profilaxia do Câncer



PERGUNTA: — Acreditam muitos cientistas que o câncer é proveniente de algum vírus ou ultravírus filtrável, que mais hoje mais amanhã será conhecido e isolado para a sua sumária extinção.
RAMATIS: — Após o advento do microscópio e o êxito das pesquisas de Pasteur, os cientistas acreditaram que seria descoberta toda a fauna do reino microbiano e feita a identificação de todos os inimigos ocultos do homem, que, no seu mundo infinitesimal, ainda se entrincheiravam nos interstícios das células humanas. Os micro­biologistas modernos também guardam a esperança de que, através de mais poderosos microscópios eletrônicos, hão de vislumbrar o mundo imponderável dos ultravírus ifiltráveis, e assim solucionar todas as incógnitas patológicas da Medicina.
Mas a verdade é que o homem não é apenas uma entidade física vitima da agressão microbiana, pois o seu espírito atua noutros planos interiores, modelando o pensamento e fundamentando a emoção, para depois então manifestar-se no cenário do mundo material. O corpo físico é somente uma entidade transitória, constituída pelo turbilhão de elétrons agregados pelo molde perispiritual e sob o comando da consciência espiritual. Ainda são raros os médicos que se devotam às pesquisas do mundo oculto, interessados em conhecer realmente a complexa maquinaria imortal do perispírito, que é a base dos desejos humanos e das operações mentais. E o perispírito que realmente sustenta o organismo físico e o modela desde a sua primeira aglutinação celular; a sua influência é fundamental na carne, pois é ele, em essên­cia, que tanto organiza como desorganiza as células orgânicas.
Não basta, pois, que a ciência do mundo analise unicamente os elementos químicos que compõem a substância material do organis­mo físico; já é tempo de auscultar e conhecer também a contextura do perispírito, avaliando-lhe o peso, a densidade e o energismo eté­reo-astral que dele emana e interpenetra o edifício atômico de carne. Daí o fato de as emissões de tristeza, de ódio, de cólera ou de revolta, que dimanam de sua rede bioelétrica, perturbarem a organização física, enquanto a alegria, a mansuetude, o amor ou a resignação favorecem o seu equilíbrio energético.
A guerra sistemática do cientista terrícola contra o mundo microbiano não se fundamenta num senso inteligente pois, se o corpo físico, conforme diz a ciência, é um aglomerado de micróbios, vírus e energias movendo-se superativas para manter a vida e a estruturação orgânica da carne, a violência, a destruição deliberada e incessante contra o mundo infinitesimal só tende a alterar a harmo­nia do cosmo humano e favorecer o círculo vicioso de enfermidades estranhas, em que as velhas moléstias que são combatidas surgem novamente com nova rotulagem acadêmica.
O micróbio, o vírus ou o ultravírus são a base, os elementos imprescindíveis ou a verdadeira substância viva de que o espírito necessita e se utiliza a fim de poder configurar-se à luz do mundo material. Quando o laboratorista já não consegue identificar determinado virus ou germe demasiadamente sutil, que lhe foge à acuidade física e ao qual atribui a moléstia insidiosa, é porque o seu aparelho material já ficou aquém das forças ocultas criadoras, e não está em condições de prestar o serviço que dele se quer exigir.
O caldo de cultura filtrado pela vela de porcelana e depois inoculado à cobaia, e que ainda manifesta virulência capaz de enfermar em novo experimento, não constitui o êxito definitivo na pesquisa exata da doença, só porque lhe foi atribuída a presen­ça de qualquer vírus ou ultravírus filtrável. Na verdade, trata-se sempre de um agente vivo, o “materializador” da moléstia, que é, em suma, a prova de que a vida maior é o produto exato da aglo­meração das vidas menores. E indiferente que o classifiquem de miasma, elemental primário, energia, bacilo, vírus ou ultravírus ainda ocultos aos sentidos humanos, pois eles atuam e formam a base fundamental da doença exatamente no mundo psíquico-men­tal que a ciência olvida de investigar.
Em conseqüência, no caso do câncer é multo importante que, além da preocupação exclusiva de ser isolado um vírus responsável pela doença, se examine também qual a base ou o agente oculto na alma humana, que nutre a manifestação virulenta dessas energias microcósmicas vivas e criadoras que, depois de alteradas, enfermam o homem. Quais serão os estados mórbidos da alma, que mais facilmente podem irritar essas energias, invertendo sua ação fecundante para a investida destruidora? De que modo a alma atrai e modifica essas forças e as associa morbosamente à sua organização psicofísica, sendo depois obrigada a expurgar os resíduos deletérios pela carne, sob padecimentos que só terminam no túmulo? Por isso, no caso das enfermidades humanas em que domina uma causa espiritual, pouco adianta identificar-se unicamente o”meio”, o vírus ou o agente respon­sável pela materialização mórbida e pelo efeito patológico.
Não há dúvida, entretanto, de que os cientistas terrenos ainda hão se isolar ou identificar o “agente patogênico” do câncer quan­do, devido a maior sensibilidade do seu aparelhamento futuro e domínio das forças ocultas, também puderem atuar no limiar do astral onde, realmente, estagia o elemental cancerígeno.
Eis por que os espíritos adiantados, em geral, acham de gran­de importância que a Ciência terrena investigue com ânimo e sem preconceitos acadêmicos qual a origem dos desequilíbrios mentais e emotivos que, tanto na atual existência como no pretérito, têm sido responsáveis ocultos pela manifestação e aceleramento cancerígeno. Assim, talvez a humanidade cesse, pouco a pouco, de produzir o terrível miasma cancerígeno e a conselho médico, trate de volatizá-lo do perispírito sob sentenciosa prescrição evangélica.
A Medicina concentrou-se numa luta intensa e feroz contra o mundo microbiano, esquecendo de que ele é um “motor” funcionando bem ou mal, conforme seja a vontade ordeira ou o comando irascível do espírito a plasmar no mundo exterior os impulsos da vida interior.
PERGUNTA: — Somos de parecer que só a pesquisa laboratorial há de contribuir para a mais breve cura do câncer, não é assim? É o processo que nos parece mais sensato para que a Ciência logre êxito contando com os recursos terrenos!
RAMATIS: — Não desconhecemos os esforços heróicos e a firmeza de ideal de inúmeros médicos e cientistas, que se devotam abnegadamente à cura de cancerosos. Entretanto, à medida que o homem for compreendendo a verdadeira função da dor e do sofrimento, como processo de limpeza psíquica da vestimenta perispiritual, é certo que as pesquisas e preocupações humanas também se voltarão mais atentamente para a causa mórbida milenária e enraizada no espírito.
Visto que o organismo físico é um agregado de órgãos com­pondo um todo vivo, que deve pulsar coeso sob a combinação harmoniosa das energias mental, astral, etérica e física, reduz-se o êxito médico quando o examinam apenas pelas suas partes constituintes. O laboratório, em sua pesquisa louvável, fornece os elementos materiais para auxiliar o diagnóstico da “doença”, mas não habilita o médico a conhecer o todo psicológico doente. As vezes, malgrado a existência de vários exames negativos, de labo­ratório, assegurando a ausência de bactérias, bacilos, parasitas ou germes considerados ofensivos e que então negam a presença da enfermidade suspeitada, o paciente continua enfermo, pois é uma unidade orgânica perturbada em seu todo e não apenas em partes isoladas. São os vícios, os hábitos perniciosos, as emoções descon­troladas, os pensamentos daninhos e os objetivos imorais que se constituem nos elementos fundamentais a se materializarem mais tarde na forma de prolongamentos enfermiços, que interpenetram morbidamente a admirável contextura celular do corpo humano.
No instante em que o laboratório ou o exame clínico anuncia a formação cancerígena no homem, é que o médico pode identificar com firmeza a floração do morbo à exterioridade dos sentidos humanos. Mas a verdade é que, sub-repticiamente, o câncer já vinha se desenvolvendo havia alguns meses ou anos, na intimidade do pacien­te. A carga cancerosa, quando drena-se pela pele, pelos órgãos, pelos sistemas sangüíneo, linfático, nervoso ou pela medula óssea, apenas comprova o êxito de ter alcançado a contextura sólida do organismo físico, pois há muito tempo já incursionava na intimidade perispiri­tual do individuo, incorporando-se nele durante os seus desatinos mentais e emotivos, para depois servir de alimento aos bacilos, vírus ou miasmas, cuja vida e potencial vigorosos decorrem no mundo astral, ainda inacessível aos sentidos comuns dos encarnados.
Sob a inteligente terminologia médica, a análise de laboratório revela à luz do microscópio os germes de determinada doença e contribui diretamente para orientar o médico na escolha do medica­mento adequado, que deve ser administrado para exterminar aquele tipo de micróbio materializado pelo morbo baixado do psiquismo enfermo. Mas é evidente que a pausa ou a simples interrupção da “descida” da energia corrosiva, que se expurga do perispírito intoxi­cado para a carne, conseguido durante o massacre dos micróbios identificados no laboratório, não comprova que também se extin­guiu completamente a causa oculta enfermiça residente no espírito.
Qualquer resíduo mórbido que ainda permaneça no perispírito terá que ser drenado, expelido ou absorvido posteriormente pela terra, não existindo outro recurso mais favorável do que fluí-lo para o mata-borrão vivo e sacrificial do corpo físico. E se o perispírito ainda conservar qualquer saldo mórbido depois de haver desencar­nado, terá de expurgá-lo nos charcos astrais inferiores do Além, salvo se por concessão superior puder transferi-lo para a próxima encarnação, mas dessa concessão resultará nova enfermidade.
PERGUNTA: — Temos sido informados de que já foram encon­trados germes em lesões cancerosas do homem, o que poderia fazer pressupor a existência do micróbio propriamente físico, causador do câncer. Estamos certos?
RAMATIS: — Mas é óbvio que, onde há matéria em desorga­nização, seja uma fruta podre ou um tecido orgânico em decomposi­ção, ali existem bactérias ou micróbios, que se aproveitam da zona desvitalizada e acéfala para cumprir o sagrado dever de procriar. Quando sobre a terra jazem carniças ou matéria deteriorada, é evi­dente que para ali também convergem os corvos, atraídos pela nutri­ção apropriada aos seus tipos biológicos. Em conseqüência, num foco canceroso podem ser encontradas bactérias, cogumelos, proto­zoários, vírus, toxinas estranhas e outros germes microscópicos, sem que se possa responsabilizá-los diretamente pelo câncer.
PERGUNTA: — Que podeis dizer-nos acerca do tratamento moder­no do câncer? Porventura há qualquer equívoco no esforço heróico que

a Medicina empreende para debelar enfermidade tão insidiosa?


RAMATIS: — Não nos cabe censurar os processos químicos, as mutilações cirúrgicas, as cauterizações ou a radioterapia no trata­mento do câncer, porquanto se trata de recursos que ainda muito se afinizam às necessidade de retificação cármica dos terrícolas. Assim que a humanidade houver expurgado da contextura delicada do seu perispírito as toxinas e as impurezas astralinas que ali aderiram devido às anomalias e desregramentos psíquicos pregressos, a tera­pêutica do câncer também será exercida de modo mais suave e com maior êxito médico.
O câncer pode ainda se tornar mais virulento e irritado quando o represam ou desviam-no do curso de sua manifestação natural para a carne, desde que não se efetue em concomitância com a modi­ficação espiritual do doente. O seu represamento através dos recur­sos cientificos do mundo material termina por espraiá-lo na forma de novos surtos patogênicos futuros, devendo retomar posteriormente sob a vestimenta mórbida de outros flagelos, que a Medicina moder­na terá que classificar sob nova rotulagem patológica. As velhas moléstias que foram curadas só à periferia da carne, não atingindo a profundidade da alma, desapareceram momentaneamente, para ressurgir mais tarde embuçadas por nova terminologia médica!
Malgrado o valioso esforço médico atual, reduz-se a tuberculose, mas aumenta a anemia perniciosa e o câncer leucêmico; vence-se a lepra, mas proliferam os tumores cancerígenos; diminui a sífilis, mas aumenta o artritismo e a paralisia infantil; extingue-se a febre amarela, a maleita, a disenteria, mas infelizmente avolumam-se as enfermidades cardíacas, as úlceras gástricas e pépticas, as colites, amebíases e diabetes! Venceram-se as moléstias como o tifo, a difteria, a pelagra, a cólera, mas o estranho morbo que enferma o organismo da huma­nidade e mora no perispírito perturbado ataca novamente por todas as frestas de carne e procura emergir embuçado sob outros rótulos patogênicos. O arsenal médico cai em cima dos micróbios, graças à produção maciça da indústria farmacêutica, mas esse morbo reprimi­do irrita-se e perturba também o delicado sistema nervoso para, em certos casos, sublimar-se na forma de doenças mentais!
Os cientistas e os médicos devotados, na sua maior porcenta­gem, só têm podido lutar heroicamente para reprimir e curar os efeitos lesivos que se materializam na “descida” incessante do flui­do enfermo vertido pelo perispírito do homem. Mas, infelizmente, o conteúdo tóxico milenário, ao ser reprimido, muda de rota ou então subdivide-se em outros estados enfermos. Assim que o clínico demonstra o seu cansaço e desanima ante as recidivas insidiosas e a impossibilidade de sustar a doença, é então chamado o cirurgião, a quem compete intervir e mutilar os órgãos ou membros do doente.
Assim sendo, não desejamos opinar sobre a eficiência dos tra­tarnentos médicos modernos sobre o câncer, que estão justíssimos diante do grau evolutivo do terrícola, porquanto as nossas mais gra­ves preocupações são de ordem espiritual, quando aludimos propria­mente ao homem-espírito imortal, antes do homem-carne transitório. Assim que houver êxito completo na terapêutica do espírito, obvia­mente será curado o seu prolongamento de carne, da mesma forma que, asseada a corrente líquida, deixa de se contaminar o vasilhame. O homem, pois, precisa ser curado em sua essência, visto não ser ele uma maquinaria viva, cujas peças acidentadas possam ser reparadas à parte de suas emoções e pensamentos.
PERGUNTA: — Temos sabido que a cura de muitas enfermi­dades dependeu somente do fato de a ciência haver encontrado no enfermo uma carência vitamínica ou a falta de uma simples imunização ou vacina adequada. Nesse caso, ainda restará algum morbo que, baixando do psiquismo do doente, se possa manifestar noutra forma enfermiça?
RAMATIS: — O fato de a ciência haver encontrado o “meio” ou o agente que materializava à luz do mundo físico o morbo ocul­to no perispírito, ou ter acrescentado o elemento que faltava para a saúde do enfermo, não é garantia suficiente para se extinguir a causa enferma, pois apenas eliminou-se um efeito verificável pelo aparelhamento oti conhecimento médico terreno. Assim como a “descida” dos fluidos tóxicos do perispírito provoca a prolifera­ção perigosa de certos germes para o corpo físico, também pode neutralizar um tipo de hormônio, fermento, suco ou vitamina, sur­gindo então a carência que é anotada objetivamente. Sem dúvida, feita a recomposição vitamínica, também há de desaparecer o efei­to mórbido correspondente e que a ciência pudera diagnosticar; no entanto, na intimidade do ser, o morbo que destruía a vitamina faltante ou perturbava o mecanismo que a assimilava continua atuando sobre outro elemento orgânico e que mais tarde a Medici­na fixará sob novo surto patogênico.
Não há dúvida de que muito se deve às pesquisas médicas lou­váveis e aos abnegados trabalhos de experimentação laboratorial, que puderam corrigir inúmeras doenças graves que dizimavam cria­turas na forma de temíveis flagelos insolúveis. Já vos dissemos que, se não fora o médico ajudando o encarnado a drenar seus tóxicos de modo suportável, pois o atende e o alivia, evitando-lhe a comple­ta saturação patológica, de há muito tempo o vosso mundo seria apenas um aglomerado de seres alucinados! Por isso, no seu devi­do tempo, o Criador encaminhou à Terra os espíritos missionários que se devotaram completamente às pesquisas e experimentações médicas, com o fito de sustar determinada manifestação patogênica a estender-se em demasia no gênero humano. Graças a Fijkman, Funk e Cooper, o beribéri pôde ser dominado, apenas atendendo-se à carência de vitaminas B1 e B4; Lind liquidou o escorbuto, desco­brindo o mal da falta da vitamina C; Koch e Hansen identificaram os bacilos da tuberculose e da lepra; Pasteur consegue a vacina anti-rábica; Benting e Best prolongam o curso de vida dos diabéti­cos com a descoberta da insulina; surge a sulfanilamida extinguindo grande lastro das infecções mais perigosas e Fleming alivia muitas “provas cármicas” ante a sua extraordinária penicilina!


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