Explicação preliminar



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Esses benfeitores da humanidade acudiram-na no devido tempo, eliminando sintomas e efeitos molestos que já ameaçavam mais perigosamente o campo da vida humana e impedindo a desin­tegração patogênica da carne. E por isso que de tempos em tempos Deus equilibra a vida terrena, atendendo às necessidades do corpo com o envio de espíritos que se encarnam devotando-se à Medicina; ou então ajudando a esclarecer o espírito da humanidade pelo sacri­fício de missionários de alta pedagogia espiritual, tais como Hermes, Crisna, Confúcio, Zoroastro, Buda, Kardec, Hendel, Blavatsky e mui­tos outros que se devotaram a clarear o caminho interno da alma, em que Jesus é o sublime sintetizador divino!
Uns, pois, cuidam da saúde do corpo carnal; outros surgem no vosso orbe exclusivamente devotados ao restabelecimento da saúde espiritual e comprovando, realmente, que os efeitos molestos observados no organismo físico hão de desaparecer quando se extin­guirem as causas patológicas enraizadas na profundidade da alma. Eis porque as doenças podem ser mudadas, substituídas ou aparen­temente eliminadas, sem que por isso a energia psíquica mórbida que as alimenta tenha sido eliminada ou sequer modificada em sua essência molesta, da mesma forma como a mudança de lâmpadas coloridas não altera a natureza da força elétrica.
A idéia central da vida é a harmonia, constituindo a saúde humana uma prova do funcionamento perfeito e disciplinado do organismo carnal em admirável sintonia com o ritmo e o comando espiritual. Embora a sulfanilamida seja valiosa numa peritonite, a penicilina estacione a proliferação perigosa dos microrganismos invasores ou a cloromicetina debele o surto perigoso do tifo, a verda­de é que só pode ocorrer a virulência na carne do homem enquanto ainda existirem resíduos mórbidos no seu perispírito.
PERGUNTA: — Temos observado, na leitura de alguns artigos sobre Medicina, que já existe certa tendência de alguns médicos para considerarem o câncer como uma doença capaz de ser pro­vocado pelo psiquismo do enfermo. Cremos que essa nova atitude médica indica as primeiras simpatias para com a terapêutica espi­ritual do futuro, a que tendes aludido em vossas comunicações anteriores; não é assim?
RAMATIS: — Realmente, alguns médicos terrícolas já pos­suem relatórios e estatísticas sobre a evolução de certos tumores cancerosos, comprovando que determinadas alterações favoráveis ou desfavoráveis, que se processam nos mesmos, sintonizam perfeitamente com o caráter, o estado mental e as condições psíqui­cas do enfermo na época do exame. Enquanto alguns enfermos mais otimistas melhoram suas crises cancerígenas, os pessimis­tas agravam-nas visivelmente. Alguns diagnósticos precoces do câncer mais tarde modificaram-se para melhor conceito em sua apreciação médica porque, em face da maior resistência psíquica do enfermo, o tumor ainda incipiente foi absorvido pelo próprio organismo e sem necessidade de qualquer intervenção terapêutica ou cirúrgica posterior.
E a própria medicina que assim comprova não existir apenas uma doença isolada chamada “câncer”, no corpo carnal, mas que é o espírito enfermo que, de acordo com as suas características mentais e condições psíquicas, tanto pode apresentar a etiologia cancerosa como apenas um simples resfriado. Os médicos antigos, inclusive Ambrósio Paré, pressentindo a influência do psiquismo nos doentes, costumam situar as moléstias humanas sob o precio­sismo dos “humores”, julgando-os responsáveis por determinados estados de alma, como a melancolia, o desânimo, a ansiedade, a angústia ou a preocupação enfermiça, apresentando alterações debaixo das emoções superexcitadas.
Certas criaturas temperamentais assemelham-se a um vaso de líquido nocivo repleto até a horda; hasta-lhes apenas acrescentar uma gota a mais, para então extravasarem sob condenável descon­trole que é facilmente levado à responsabilidade de doença nervosa. Embora já se encontrem saturadas psiquicamente pelo morbo perni­cioso trazido de vidas anteriores, ainda o irritam, e sobrecarregam-se com nova quantidade de toxismo produzido na vida atual. Basta-lhes, então, um novo ataque de cólera, de ciúme, um insulto a mais, uma grande decepção, um estado de inveja mais prolongado, para surgir o câncer de modo espontâneo e se desenvolver rapidamente.
E como a carga do psiquismo mórbido atuando no corpo físi­co produz o desânimo, a melancolia, o pessimismo ou o desespero, aqueles que sob tais condições prejudiciais não empreendem uma reação psíquica otimista, tornam-se os candidatos eletivos às enfer­midades incuráveis e à morte mais breve.
Daí o motivo de nossa teimosa insistência em advertir-vos de que, ante qualquer surto de enfermidade, quer se trate da mais suave intoxicação hepática ou do câncer tão temido, a primeira medicação de urgência, mais aconselhada, ainda deve ser o res­tabelecimento do domínio mental do enfermo e a sua urgente renovação espiritual. As paixões violentas, quando domesticadas e sob o controle do espírito, tornam-se energias úteis e criadoras no campo do magnetismo do ser.
E, apesar de inúmeras descrenças e da ironia das criaturas chama­das mais intelectualizadas, é a evangelhoterapia o recurso mais eficien­te para ajudar a alma no controle de suas impulsividades perigosas!
Não havendo doenças, mas doentes, estes devem-se esforçar o máximo possível para curar o seu espírito, embora comprovem que o tóxico descido da vestimenta perispiritual já lhes atingiu a carne pois, assim que se extinguir o foco maligno sediado na intimidade oculta da alma, é fora de dúvida que também se extinguirá a enfermidade, da mesma forma como a planta daninha morre assim que lhe cortem as raízes. E o próprio organismo que combate e vence a moléstia, atuando com os seus recursos naturais, e por esse motivo qualquer renovação mental e emotiva do enfermo transforma-se em salutar contribuição energética elevada, para a maior facilidade de cura.
Mesmo entre as mulheres acometidas de câncer, as reações mais favoráveis contra a enfermidade verificam-se nas mais resignadas, cujo espírito não se tortura pelo medo ou pelo desespero, mantendo a fé e a confiança nos objetivos superiores da vida criado por Deus. As que são mais afetivas, bondosas, alegres, generosas e inimigas da maledicência ou quizilias cotidianas conservam um estado de espíri­to positivo e resistente a muito acontecimento desagradável.
Sabe-se que o câncer é menos pródigo nos retardados mentais ou mentalmente apáticos, isso comprovando que o fato de o psiquis­mo permanecer a distância das aflições e desatinos mentais cons­cientes ou deliberações propositadas, também resulta da falta de alimentação mórbida para o desenvolvimento cancerígeno. Podeis notar que o câncer é mais freqüente nos homens inquietos, ansiosos, temperamentais, medrosos, neurastênicos e hipocondríacos, cujos estados mentais e emotivos, superexcitados, parecem acelerar o esgotamento do tóxico psíquico para a carne.
PERGUNTA: — A Medicina tem empreendido intensa luta contra o câncer, com a instituição de campanhas laboriosas e cru­zadas de alertamento popular, fazendo exposições adequadas, a fim de reduzir a incidência dessa moléstia tão temível. Que dizeis dessas providências?
RAMATIS: — E fora de dúvida que, devido a essas campanhas, veio ao conhecimento da massa comum urna enfermidade que era pouco compreendida em suas características mórbidas e ainda con­fundida com outras moléstias bem mais inofensivas. Mas, como a própria Medicina já deve ter provado que a maior ou menor virulên­cia do câncer depende muitíssimo do estado psíquico do paciente, é evidente que qualquer cruzada profilática sobre o mesmo deve ser efetuada com certa prudência e severa orientação psicológica pois, do contrário, o seu efeito pode ser até pernicioso e tornar-se alarmante, fazendo recrudescer o pavor e a angústia entre as criaturas mais pessi­mistas e facilmente sugestionáveis. As mais impressionáveis passarão a viver sobressaltadas ante a presença de inofensiva verruga, quisto sebáceo, sinais, pintas, bolotas ou alteração de cor na pele; a mente assustada e mórbida encher-se-á de preocupação contra o câncer em face de qualquer contusão demorada, gastralgia, resfriado, dispepsia, diminuta hemorragia, rouquidão ou estado febril. Há que evitar-se, pois, os extremos desaconselháveis, seguindo-se a própria advertên­cia popular de que “nem tanto à terra, nem tanto ao mar”.
A mente humana é usina de força, cuja voltagem fica sob o controle e o equilíbrio do espírito; essa força tanto pode ativar as células do organismo e nutri-las sob um estado de salutar harmonia e construtividade, como também desorganizá-la em sua simbiose energética, devido à incessante atuação mórbida do medo e da angústia.
Sendo certo que um pesar longo ou um fracasso amoroso tem força suficiente para perturbar as faculdades mentais de certas criaturas mais débeis, é óbvio que isso é fruto do pensamento mórbido e inces­sante atuando na base eletrônica de coesão e crescimento das células cerebrais. Assim como essa força mental morbosa projetada sobre o cérebro causa a “loucura das células cerebrais”, é evidente que o medo, a angústia ou a idéia fixa do câncer também podem intervir desordenadamente na aglutinação celular de algum órgão ou região orgânica vulnerável, colimando, realmente, por manifestar a doença tão temida! Que é o câncer senão o produto do veneno psíquico produzido pelo espírito nas suas desarmonias mentais e emotivas?
Embora seja razoável prevenir e orientar aqueles que ajudam a proliferação do câncer com a sua ignorância, desleixo e medo, advertindo-os de que o tratamento em tempo apresenta maiores probabi­lidades de cura, também é necessário não convergir exclusivamente para uma “entidade fantasma” denominada “câncer”, uma vez que o homem não é criatura semelhante a um motor, que se pode particu­larizar isoladamente as suas peças e funções mecânicas.
Nos bastido­res do homem de carne palpita o espírito imortal movimentando as energias do mundo oculto, a fim de materializar no cenário da maté­ria os acontecimentos vividos pelo seu psiquismo. Em virtude de serem primeiramente plasmados na mente os moldes de quaisquer acontecimentos sãos ou mórbidos, para só depois se concretizarem em ação no mundo físico, não convém manter a massa humana, que é facilmente sugestionável, sob uma incessante angústia mórbida, vivida sob a visão dos quadros enfermiços cancerígenos a sugeri­rem-lhe a possibilidade constante do câncer tão temido.
As imagens cancerosas incutidas persistentemente no entendi­mento apreensivo da população comum e ignorante, que confunde facilmente os esclarecimentos científicos ou iniciáticos, podem ali­mentar um estado psíquico de pânico mental, perturbando as linhas de sustentação do eletronismo molecular, dando azo a que realmen­te se mantenha uma situação de fixação mental capaz de alterar a coesão celular do órgão ou região orgânica mais vulnerável.
Sabe-se que os tipos mais nervosos são justamente os que apre­sentam maior predisposição para a patogenia das úlceras gástricas, pépticas e as colites insidiosas, pois a imaginação superexcitada os leva a considerar a mais leve fadiga estomacal ou cansaço intestinal como formações ulcerosas, contribuindo mais cedo para materia­lizar na carne a conformação real daquilo que antes era simples suposição mental.
De conformidade com a lei de que “a função faz o órgão”, quan­do a mente atua demoradamente sobre determinado setor orgânico e plasma uma configuração doentia, ali também se exerce a opres­são mórbida capaz de ajustar o modelo pensado em detrimento do que é definitivo. Quase todos os hipocondríacos mantêm suas vesí­culas biliares em espasmo, o que lhes retarda as funções normais, tornando-as preguiçosas e com estases prolongadas; em conseqüên­cia, enrijam facilmente pela pressão mórbida constante e aderem ao tecido hepático, ou então facilitam os processos da litíase.
Em nossas comunicações sobre a dor e o sofrimento, explicamos que o morbo acumulado no perispírito, durante as encarnações pre­téritas, é um produto fundamental da mente e da emoção, quando o espírito desequilibra-se no curso ordeiro da vida psíquica. E como a ordem e a harmonia psíquicas só prevalecem sob a prática das virtu­des, como sejam o amor, a ternura, a coragem, o otimismo, a bondade, a filantropia ou a renúncia, é evidente que a desordem mental e emoti­va, que enseja os prejuízos orgânicos, revela-se pelo ódio, pessimismo, avareza, medo, ciúme, inveja, melancolia, crueldade ou egoísmo!
Daí, pois, a necessidade de que as campanhas ou cruzadas de esclarecimento sobre o câncer não sejam tão mórbidas e impruden­tes, capazes de semear o terror, a angústia, o pânico mental ou o pessimismo insuportável na mente sugestionável da massa comum.
O mecanismo da mente sobre o sistema nervoso e endocríni­co, do ser humano, é muitíssimo delicado; e o medo é um estado mental que superexcita e eleva a tensão orgânica, motivo porque, à perspectiva de choques violentos sob tal condição, o organismo protege-se interferindo nos centros térmicos e até na composição dos hormônios. Daí as quedas de temperatura, a palidez mortal e até o eriçamento dos cabelos na criatura, quando é vitima de sustos e terrores inesperados.
O “medo de morrer” e o “medo de ficar doente” terminam, paradoxalmente, por afetar o equilíbrio das próprias energias psíquicas que mantêm a harmonia celular do corpo físico, predis­pondo a criatura para os sofrimentos ou vicissitudes prematuras. E por isso que o temor gerado pelas preocupações excessivas per­turba visivelmente o funcionamento do sistema vagossimpático, alterando o compasso e o ritmo energético das funções digestivas. Em conseqüência, existem aqueles que também se entregam facil­mente à imagem mórbida do câncer e que, invertendo o objetivo dos esclarecimentos científicos, passam a alimentar associações de idéias enfermiças geradas pelo medo dos fantasmas dos sarcomas e epiteliomas expostos nas cruzadas médicas.
E muito importante refletir-se que, apesar dessas louváveis cam­panhas de esclarecimento popular contra o câncer, este recrudesce

cada vez mais!

23. Motivos da Recidiva do Câncer

PERGUNTA: — Podereis informar-nos como se produz a nova incursão cancerígena nos tecidos sadios adjacentes aos tumores extirpados ou membros amputados? Asseguram certos médicos que hasta o ingresso de algumas células cancerosas na circulação dos tecidos circunvizinhos para que então se manifes­te novamente o câncer. E assim. mesmo?


RAMATIS: — Embora tenhamos subordinado algumas vezes estas considerações à disciplina da etio1ogia, patologia e terapêuti­ca médicas do vosso mundo, desejamos frisar que o nosso princi­pal objetivo ainda é o de examinarmos a parte cármica e psíquica do câncer, insistindo em vos dizer que a sua cura definitiva só é possível pela integração absoluta do homem aos postulados crísti­cos da vida espiritual. Conseqüentemente, não podemos defender qualquer tese de contribuição acadêmica para a cura definitiva do câncer, e que se situe sob as exigências das minúcias da nomen­clatura médica, porquanto o próprio “médium” que recepciona o nosso pensamento não é médico e sua faculdade é intuitiva, bas­tando-nos que já explique razoavelmente a ação da Lei Cármica disciplinando a manifestação cancerígena.
O câncer, embora não se possa provar o seu contágio frontal entre os seres humanos, sob visível observação de laboratório, é capaz de ser transplantado ou contagiar o mesmo hospedeiro que já o manifestara anteriormente. E por isso que alguns cancerologis­tas argumentam não ser conveniente praticar-se qualquer incisão cirúrgica nos neoplasmas, nem mesmo no caso da biopsia, para comprovar-se o diagnóstico de sua malignidade, pois asseguram que as células cancerosas podem-se irritar, propagando-se morbo­samente pelo organismo do paciente.
No entanto, sabemos que a recidiva da rebelião celular só se efetua quando também continua a alimentação mórbida oculta, no perispírito, pois a energia letal mínima, que algumas células físicas possam carregar no seu núcleo e afetar a intimidade dos tecidos sadios circunvizinhos ou a distância, não é suficiente para produzir novo foco cancerígeno secundário. Neste caso é o próprio indivíduo (que ainda se encontra contaminado astralmente) que nutre o terreno mórbido para novo surto de câncer.
As criaturas que já estão isentas de qualquer resíduo mórbido não são capazes de nutrir o terreno para novos neoplasmas malig­nos e nem serão contagiadas, mesmo quando forem inoculadas com o conteúdo de qualquer tumor cancerígeno. Também não exis­te uma hereditariedade de pais para filhos, no sentido específico de transmissão física dos genes mórbidos do câncer, mas às vezes pode acontecer que participem da mesma família descendentes consangüíneos com muita afinidade psíquica e também eletivos para o mesmo tipo de doenças. O cancerologista então se surpreen­de quando, ao estudar os ascendentes biológicos hereditários, do canceroso, comprova que um dos seus progenitores sucumbiu de câncer, o que então lhe fortalece a convicção de existir a transmis­sibilidade infecciosa sob as leis físicas.
Em geral, as células cancerígenas não transportam vírus astrais suficientes para desencadear outra ação infecciosa quando se transferem pela via sangüínea ou linfática após a operação ou radioterapia. Na verdade, é o mesmo agente oculto, ou elemental primário subvertido, causador da primeira tumefação que, atuante no mundo astral, desce da contextura do perispírito e, através do “duplo etérico”, converge para a carne e provoca a recidiva, assim que se lhe oferece nova oportunidade mórbida.
O câncer só estaciona ou se extingue, no seu curso destruidor, quando também haja-se esgotado totalmente para o corpo físico o conteúdo tóxico astralino ou volatilizado do perispírito por força mental de alto nível espiritual. Desde que haja sido vertido todo o veneno psíquico para a carne, o cirurgião, ao extirpar um órgão ou membro contaminado, também elimina com a tumoração a derradeira carga mórbida oculta, desaparecendo assim qualquer probabilidade de recidiva cancerígena.
PERGUNTA. — Poderíeis dar-nos algum exemplo algo mate­rial, que pudesse esclarecer-nos melhor esse assunto?
RAMATIS: — Repetimos: a recidiva cancerosa só ocorre quando ainda continua a circular o elemental virulento no peris­pírito do operado e capaz dc nutrir nova tumoração. Quando o cirurgião opera, apenas elimina o “ponto de apoio” físico em que se firmava sub-repticiamente o “miasma” invisível e responsável pela desarmonia na base coesiva das células, porquanto é perfeitamente lógico que os ferros cirúrgicos não podem exterminar o processo mórbido do perispírito. Porventura, deve-se considerar esgotada a água de um reservatório, só porque se retira dele um vasilhame cheio de líquido? E fora de dúvida que, aberta novamen­te a torneira, o líquido há de extravasar. Em analogia rudimentar, poderíamos dizer-vos que a simples extirpação dos tumores can­cerígenos não significa a retirada do último balde de água do reservatório mórbido do perispírito, motivo pelo qual a mutilação cirúrgica não proporciona a cura definitiva do enfermo.
Os espíritas, os esoteristas, os teosofistas e os rosacnizes sabem que, entre o corpo carnal e o perispírito, o homem ainda possui um outro veículo energético chamado “duplo etérico”, o qual é portador dos centros de forças etéricas ou “chacras”, que são responsáveis pelas relações mútuas entre os dois mundos. Quando o indivíduo “morre” ou desencarna, o corpo etérico, que é provisório e só presta serviço ao encarnado, se dissolve no ar, à superfície do túmulo. Em noites de verão seco, em que há excesso de magnetismo na atmosfera, algumas criaturas mais sensíveis chegam a notar a dissolução do “duplo etérico” sobre as sepultu­ras dos cemitérios. A sua luminosidade etérica fica fosforescente — devido ao atrito com outras energias circulantes e da decom­posição cadavérica — o que faz o vulgo criar a história do “fogo fátuo” e a lenda do boi-tatá.
O duplo etérico, situado entre o corpo físico e o perispírito do homem, serve de canal para a descida do resíduo cancerígeno, que se transfere novamente para a carne após a ablação de qualquer órgão ou amputação de algum membro canceroso. E por vezes essa nova incursão é ainda mais virulenta e irritada ao formar outra vez o neoplasma maligno, e desanima o mais abnegado cirur­gião que se tenha devotado hábil e demoradamente a eliminar o menor resquício de tecido enfermo.
PERGUNTA: — Poderíeis configurar-nos por hipótese, algum exemplo mais objetivo de qualquer órgão ou membro do corpo físico que, depois de operado, se tornasse canceroso devido a nova incidência do elemental primário e mórbido, que dizeis atuar pelo perispírito?
RAMATIS: — Suponde, então, um indivíduo que, por hipóte­se, apresente uma formação cancerígena no dedo anular da mão esquerda; depois de habilmente amputado o dedo canceroso, eis que o câncer o ataca ocultamente, atingindo também os tecidos da mão. E indubitável que o cirurgião especialista no gênero, preven­do uma nova incursão cancerosa, não hesita em cortar a mão afe­tada, evitando assim que o braço do paciente seja atingido. Mas, realmente, a enfermidade insidiosa persiste sorrateiramente; ampu­tada a mão, eis que o antebraço também se mostra infeccionado e, sendo cortado este, é preciso, depois, decepar o resto do braço já irremediavelmente contaminado, enquanto o morbo prossegue em sua excursão impiedosa até levar fatalmente o enfermo ao túmulo, embora a Medicina mobilize todos os seus mais eficientes recursos. Sob a nossa visão espiritual, então observamos que esse fenômeno mórbido de recidiva cancerígena processa-se indepen­dentemente do contágio propriamente físico, ou da incursão das células afetadas na circulação da rede sangüínea ou linfática.
O tóxico subversivo age através do duplo etérico, intermediá­rio entre o perispírito e o corpo físico, e concentra-se novamente sobre os órgãos ou membros que se apresentem mais vulneráveis após as extirpações cirúrgicas. Quando o médico corta o dedo afe­tado do seu paciente, apenas susta por algum tempo a descida do morbo cancerígeno, por extirpar-lhe a zona de vertência morbosa para a carne, e que depois prossegue pelo braço do perispírito, desce mais adiante, convergindo para a mão e, sucessivamente, pelo antebraço e braço, que vão sendo respectivamente amputa­dos como medida desesperada de salvação.
Combalindo-se o enfermo pelos consecutivos choques anesté­sicos e operatórios, que envenenam-lhe o fígado ou o pâncreas, e amargurado psiquicamente pelas constantes mutilações, ainda se torna campo mais favorável para a reincidência tóxica, na forma de nova tumoração, a lembrar detestável vasilhame vivo de veneno!

24. Considerações sobre a Cirurgia e Radioterapia no Câncer



PERGUATA: — Que dizeis sobre o tratamento do câncer pela radioterapia? Enquanto alguns médicos o consideram de efeitos surpreendentes, outros o condenam como de efeito pernicioso sobre o organismo humano!
RAMATIS: — Sabemos que a Cancerologia também conside­ra a radioterapia como um dos recursos bastante racionais para o tratamento dos sarcomas e epiteliomas que, sendo neoformações celulares invasoras atacando o tecido conjuntivo e epitelial, não têm a estrutura dos processos inflamatórios. Há 5.000 anos, mais ou menos, os egípcios já cauterizavam com metal em brasa os tecidos cancerosos, o que apresenta certa analogia com o processo aplicado pela radioterapia.
Embora se trate de operação capaz de desintegrar as excres­cências anômalas em sua função terapêutica, os próprios médicos advertem que os raios desintegradores devem ficar exclusivamen­te circunscritos à área enferma objetivada, a fim de não lesarem os demais tecidos sadios, nervos e órgãos delicados adjacentes. As radiações em excesso podem afetar e influenciar a corrente sangüínea, atuando diretamente sobre os órgãos hematógenos res­ponsáveis pela produção de sangue, tais como o fígado, o baço e a medula óssea. Quando a radiação é demasiadamente forte, chega a reduzir a formação dos glóbulos brancos e a provocar a morte pela leucopenia; sob determinada freqüência radioterapêutica, pode-se dar o fenômeno oposto, em que a proliferação dos mesmos glóbu­los brancos gera a fatal leucemia. A radiotermite costuma lesar os tecidos delicados, a medula óssea se congestiona e pode mesmo se liquefazer, enquanto o baço diminui de tamanho; em alguns indivíduos menos resistentes, degeneram as gônadas ou glândulas masculinas e, em certas mulheres, atrofiam-se os folículos de Graaf, tendo-se verificado a esterilidade em ambos os sexos.


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