Explicação preliminar



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As radiações excessivas na forma de calor, conforme aconteceu com as nucleares produzidas pela bomba atômica sobre Hiroxima e Nagasáqui, causaram no corpo humano queimaduras, hemorragias, vômitos, necroses, calvície instantânea, liquefação de tecidos e posteriormente, tumores cancerosos e leucemia. Quanto à sua influência na formação dos genes, ensejou o nascimento de seres anormais, abortos, natimortos, prematuros, deformações e outras aberrações agrupadas pela Medicina em suas tabelas teratológicas.
Malgrado algumas soluções benfeitoras conseguidas pela radioterapia, ela ainda não alcançou a porcentagem de curas de câncer que a Medicina previa entusiasticamente no início de sua aplicação. Insistimos em dizer-vos que, embora todos os esforços médicos nesse sentido sejam louváveis, a unidade e a coesão vital do organismo humano dependem particularmente de “leis biológi­cas” que podereis considerar as contrapartes, atuantes ria matéria, das próprias leis espirituais que governam o Cosmo e se entrela­çam com todas as manifestações da vida microcósmica e a vida macrocósmica. Em conseqüência, a radioterapia não será o recurso exclusivo e capaz de restabelecer o poder central do espírito ainda perturbado no corpo humano, que alimenta o câncer. Da mesma forma, extirpando-se o tumor canceroso ou abortando-lhe o cres­cimento anômalo, não se infere que com essa providência isolada desapareça em definitivo a causa enferma oriunda da desarmonia espiritual.
Quando a terapêutica se dirige unicamente para a doença local ou tumoração, o que pode ser apenas o sintoma isolado da causa oculta no psiquismo doente, o êxito sempre será duvidoso e raro!
Paradoxalmente, o morbo cancerígeno ainda pode ser evo­cado mais rapidamente do perispírito para a periferia da carne pelo abuso de raios X, desequilíbrios nutritivos, vacinoterapia, intoxicação medicamentosa mineralizante, soroterapia, emissões mortíferas de minérios radioativos, lençóis líquidos e desintegração atômica. No entanto, esses são apenas os agentes reveladores do câncer sob condições de saturação mórbida na estrutura biológica e vulnerável do ser; na realidade o conteúdo tóxico já existia laten­te na veste perispiritual e sua descida coincide com alteração de outros elementos perturbados por intervenções exteriores.
PERGUNTA: — Será menos conveniente o tratamento radioterápico no caso do câncer?
RAMATÍS: — Cremos desnecessário repetir-vos mais uma vez que a preferência por este ou aquele tratamento, no caso do câncer, não liquida a causa morbosa de ordem psíquica, que só será solucionável em definitivo quando a humanidade também alcançar a freqüência crística de alto nível da vida sadia espiritual. A nossa principal preocupação ainda é ressaltar-vos que, malgrado o apa­rato e os recursos médicos modernos, a humanidade terrena ainda permanece algemada a um círculo vicioso patológico, mudando as características exteriores das doenças, assim como também varia em seus desatinos mentais e emotivos! Quando aludimos à radiote­rapia, cirurgia, quimioterapia e outros processos terapêuticos, e às várias hipóteses médicas sobre a proveniência exata da moléstia, procuramos advertir-vos de que, sob todo esse aparato e pressupo­sições semeando esperanças novas, persiste o veneno insidioso gera­do pela mente humana em desequilíbrio, de cuja atuação deriva a desarmonia na rede de sustentação do eletronismo das células.
Não pretendemos aconselhar o canceroso a servir-se unica­mente de um método terapêutico da Medicina oficial, porquanto também variam os êxitos em cada indivíduo e em perfeita corres­pondência com a sua responsabilidade cármica. Certas vezes a radioterapia compensa com soluções satisfatórias; doutra feita, o êxito é pela cirurgia ou, ainda, na prescrição de recursos quimioterá­picos, comprovando-vos que todos os esforços médico-terapêuticos compreendem objetivos inspirados pelo Alto, ajudando o enfermo a prolongar sua existência física e a suportar o fardo cármico.
Mas, em geral, a terapêutica terrícola ainda exige certa cota de sacrifícios e decepções dos enfermos, porquanto a humanidade ainda não faz jus ao êxito absoluto na eliminação do sofrimento, uma vez que, sendo curada a doença, infelizmente permanece o psiquismo doente! O medo da doença e o terror da morte não favo­recem a natureza do homem para ajudá-lo ao reajuste mais breve após o desequilíbrio mental e emotivo; ele precipita-se desesperado e se entrega afoito a qualquer processo médico, desde que obtenha imediato alívio ou lhe seja assegurada a cura e o afastamento do perigo de abandonar a carne.
O uso muito freqüente dos raios X é nocivo e, infelizmente, as criaturas se entregam com muita familiaridade aos seus efeitos desintegradores ante o incômodo mais singelo pois, embora exaltan­do-se a feliz descoberta de Roentgen, o seu excessivo tratamento também aumenta os riscos do câncer no sangue. As criaturas que por qualquer motivo se vivem expondo demasiadamente às chapas radiográficas, cujo tipo de perispírito absorve facilmente o mag­netismo denso, podem-se tornar prováveis candidatas ao câncer futuro, dependendo o prazo de conformidade com a sua resistência orgânica e ausência de agentes cancerígenos exógenos. Há o perigo de transformarem os seus corpos numa espécie de depósito de subs­tâncias radioativas, que passam a circular nocivamente pelo seu “duplo etérico”, afetando as relações normais entre o seu perispírito e o corpo carnal.
Alguns cientistas, tendo estudado o passado enfermo de certos cancerosos, surpreenderam-se com o grande número de pacientes que já haviam-se submetido longamente aos efeitos da radioterapia, através do emprego do rádio ou dos raios. Conforme afirmam renomados cancerologistas do vosso mundo, o câncer produzido pela radioatividade desafia depois qualquer tratamento benfeitor, pois a região afetada estende-se cada vez mais em sua área de perturbação vital.
Aliás, não vos deve ser estranha a quantidade de cientistas radiologistas que foram sacrificados pelo efeito desintegrador do material radioativo do equipo de raios X, tais como Parker, Fuchs, Egelhof Dodd, Macliketh nos Estados Unidos, Jean Bergoné na França, Spence e Hall-Edwards na Inglaterra, Schoenberg na Austria e Alvaro Alvim no Brasil.
PERGUNTA: — Tendes aludido à possibilidade de intoxicação medicamentosa mineralizante, no caso de câncer, podeis explicar-

nos como é isso?


RAMAT1S: — Certos medicamentos excessivamente mineralizantes também produzem efeitos cumulativos e perniciosos no organismo humano, donde a possibilidade de se manifestar câncer proveniente de intoxicação medicamentosa. No futuro, a Medicina também se defrontará com um novo quebra-cabeça sobre a etiolo­gia do câncer, quando verificar que os antibióticos — atualmente usados a granel ante o resfriado mais singelo — minam também a coesão e procriação de inúmeras coletividades microbianas respon­sáveis por importantíssimas funções orgânicas e reconstituição ana­tômica do homem. Como o antibiótico não conduz endereço certo para atacar exclusivamente um determinado conjunto de germes que foi visualizado pelo médico, embora os classifiquem de estafi­lococos ou estreptococos, ele fere também as outras aglomerações microbianas que sustentam os complexos fenômenos da vida física, ensejando perturbação danosa na rede bioeletrônica e produzindo o terreno para os neoplasmas malignos.
Lembrando-vos a inutilidade de represar o morbo que lesa o organismo carnal e provém do psiquismo desordenado, cremos que, no curso de qualquer enfermidade, o mais sensato sempre seria despertar as energias espirituais do enfermo, ajudando-o a cooperar com a natureza orgânica repleta de sabedoria e de inicia­tiva terapêutica instintiva.
A farmacologia moderna, quando não é absolutamente inócua devido à inescrupulosidade dos seus responsáveis ,pelo lucro fácil, certas vezes é demasiadamente violenta pela sua metralha mineralizante, provocando reações químicas no corpo, que muitas vezes divergem completamente dos experimentos de laboratórios e ultra­passam as previsões médicas. Existem fatores ocultos, no organismo humano, que ainda escapam ao entendimento do cientista muito aferrado ao dogmatismo acadêmico sobre o comportamento da matéria. As vezes são sacrificados órgãos sadios e perturbam-se as funções harmônicas, devido ao massacre indistinto das coletividades microbianas destinadas à recomposição das células, e isso apenas para atender moléstias de conseqüências menos graves.
Esse bombardeio indiscriminado, no seio do mundo vivo do microcosmo, perturba de tal modo o sistema bioeletrônico de garantia harmônica das células e dificulta mesmo a transmissão dos genes na linha hereditária de modo tal que não será muito difícil, no futuro, que um simples espirro mal controlado venha a provocar a eclosão do câncer no homem, tal a violência que ele exerce atualmente nas bases do seu edifício atômico!
PERGUNTA: — Em certa resposta a uma de nossas perguntas, dissestes que a homeopatia também produz algum efeito curativo sobre o câncer. Poderíeis dizer-nos algo a esse respeito?
RAMATIS: — Os medicamentos homeopáticos, principalmen­te os de alta dinamizarão, como na dosagem de 1.000, 10.000 ou 100 mil, são extremamente ativos na sua ação energética e podem atingir profundamente o campo de magnetismo sutilíssimo da con­textura do perispírito. Eles são bastante potencializados ou radioa­tivados, apresentando seus campos eletrônicos muitíssimo acelera­dos e emitindo vigorosas correntes de partículas infinitesimais em alta velocidade, que depois se transformam em cargas energéticas desintegrantes das massas de astralidade inferior ainda aderidas ao perispírito do enfermo.
Aliás, a própria Medicina moderna já reconhece o valor de diversas energias ocultas, pois as utiliza através de aparelhamento elétrico apropriado, tal como os de infravermelho, ultra-sons, ultra­violeta e outros tipos em vias de breve descoberta, e que podem desintegrar manchas, excrescências e formações parasitárias noci­vas ao corpo físico.
A homeopatia, conforme já vos explicamos com maiores deta­lhes em recente comunicação mediúnica, é terapêutica energética que age no corpo humano à semelhança de um catalisador. A sua função principal, atuando como notável fermento oculto, tem por escopo despertar as energias adormecidas na intimidade orgânica e acelerar-lhe as reações eletrônicas. O seu êxito advém justamente do fato de operar com mais resultado na contextura do perispírito e combater pelo bombardeio das suas partículas infinitesimais o próprio elemental de astralidade inferior que alimenta o câncer. Não há dúvida de que, por se tratar de uma terapêutica muito sen­sível e puramente energética, também exige do enfermo toda a sua colaboração espiritual possível, aliada à maior economia de suas forças vitais, que despertam pela ação catalisadora homeopática. A modificação interior do enfermo, o seu domínio sobre as paixões e os vícios desatinados, não só lhe sublimam as forças de susten­tação espiritual superior, como ainda aproveitam o energismo da homeopatia para a recuperação do corpo carnal.
Conhecemos casos em que determinadas criaturas eletivas ao câncer nem chegaram a materializá-lo na carne porque, estando submetidas a tratamento homeopático devido a outras doenças mais inofensivas, o médico homeopata, ao lhes prescrever o medi­camento constitucional e afim ao seu tipo psicofísico, logrou resta­belecer o energismo perturbado na rede biomagnética.
PERGUNTA: — Não poderíamos supor que esse êxito homeopático poderia ser uma intervenção prematura naqueles que deveriam sofrer, por lei cármica, a prova do câncer?
RAMATIS: — O câncer não é prova determinantemente expiativa, para se liquidarem culpas pretéritas; é apenas uma fase do processo sideral para o espírito expurgar seus venenos, que o tornarão desventurado no Além. O fatalismo nesse caso é um só: a necessidade de se proceder à limpeza do perispírito drenando um tipo de tóxico específico elaborado nos momentos de desequilíbrios espirituais. Desde que se pudesse efetuar essa drenação sem qual­quer sofrimento, não haveria por parte de Deus qualquer propósito de impor a dor como castigo pelas faltas cometidas anteriormente. Entretanto, dentro do cientificismo da Lei do Carma só existe esse meio que, ao ser empregado, provoca o sofrimento na descida das toxinas perispirituais para a carne.
Conforme já vos informamos anteriormente, as criaturas curá­veis pela homeopatia são apenas aquelas que já apresentam certa condição psíquica eletiva para essa terapêutica tão delicada; que são dotados de alguma sensibilidade espiritual e menos animaliza­das, tendendo sempre para a piedade, a confraternização humana a filantropia, a simpatia fraterna. Os que são curados do câncer pela homeopatia, quer isso aconteça prematuramente ou mesmo depois de enfermos, é fora de dúvida que apresentam condições íntimas eletivas para a terapia das doses infinitesimais, assim como também já possuem melhores credenciais espirituais.
Mas aqueles que ainda conservam o seu perispírito sobre­carregado de toxinas psíquicas que foram acumuladas nas vidas pretéritas e que continuam a acicatá-las com novos impactos mór­bidos, candidatando-se a novos expurgos tóxicos nas próximas encarnações, é óbvio que, embora se submetam a intensivo trata­mento magnético ou homeoterápico, não lograrão nenhum êxito, porque o curso de uma existência física ser-lhes-á insuficiente para purgarem todo o veneno cuja densidade e quantidade resistem à sutileza da terapêutica energética.
PERGUNTA: — Conforme opinam autoridades abalizadas no assunto, as operações cirúrgicas retardam o desenlace final, e se conhecem casos em que a cura foi radical, embora as intervenções fossem efetuadas sobre tumoração avançada. Parece-nos que tal recurso contraria o Carma do doente canceroso, uma vez que, neste caso, a Medicina evita que ele sofra o resto de sua provação cármica; não é assim?
RAMATIS: — O processo cármico de drenação para a carne dos tóxicos circulantes no perispírito é acontecimento inabalável, que não pode ser desviado ou reduzido em sua marcha profilática. Se o próprio enfermo pudesse sublimar-se instantaneamente para um alto nível angélico, então, sim, lograria a urgente volatilização dos seus venenos astrais. De modo algum a cirurgia livra em defini­tivo o espírito enfermo do seu elemental mórbido e subvertido pelo mau uso no pretérito. A extirpação de qualquer órgão ou membro canceroso apenas retarda o fluxo da purgação ou então o suspende até ocorrer nova metástase na vida atual ou em outra oportunidade de expurgo na próxima encarnação.
A quantidade de veneno ainda latente no perispírito aguarda somente novo ensejo favorável a fim de escoar-se outra vez para o corpo físico, cabendo a outro órgão próximo a sina cancerígena e o armazenamento do veneno restante em descenso. E muito natural que os encarnados se socorram de todos os meios para fugir de suas provas purificadoras e encarem a dor e o sofrimento de modo diametralmente oposto ao que na realidade hão de apreciar depois que desencarnarem. Enquanto deste lado fazemos votos para que os enfermos ou cancerosos se resignem o mais possível ante o sofri-incuto, a fim de expurgarem a maior quantidade possível de venenos incrustados na sua vestimenta perispiritual, livrando-os mais breve das angústias das encarnações físicas, eles se desesperam ante a mais débil manifestação de qualquer dor!
Embora o Alto tenha inspirado a Medicina para ajudar o ter­rícola a suportar o seu fardo cármico com estoicismo e resistência física, este exagera na sua garantia contra a dor e represa à custa de sedativos ou anestésicos o sintoma doloroso mais corriqueiro que, em geral, é um aviso biológico pedindo providências contra sofrimentos mais graves no futuro. Deste modo, vive psiquicamen­te destreinado para enfrentar as grandes dores, enquanto deposita toda a sua fé na ventura ilusória da vida material e considera o sofrimento, que purifica, como uma situação indesejável que deve ser combatida a todo custo!
PERGUNTA: — Cremos que, diante de vossas considerações, alguns leitores hão de pressupor que não se deveria atender aos enfermos cancerosos, pois seriam perturbados no processo de sua expurgação tóxica e benfeitora para a carne e então precisariam transferir a prova dolorosa para a encarnação seguinte; não é verdade?
RAMATIS: — Embora alguém possa julgar desarrazoado ou incoerente o assunto que estamos ventilando, esse é o processo cármico de expurgação dos venenos da alma para a matéria! Obviamente, a opinião dos encarnados não se pode harmonizar com a nossa opinião de desencarnados, em face do ponto de vista diverso sob o qual apreciamos a realidade espiritual, pois justamente o que na Terra significa desventura, em geral, é a porta abençoada que se entreabre para a criatura candidatar-se ao paraíso.
A expurgação dos tóxicos astralinos, causa da patogenia can­cerosa, é assunto muitíssimo particular; na verdade, diz respeito ao próprio enfermo, que é o seu maior interessado e a quem cabe escolher o caminho que julgar mais certo para o seu caso. Só com o fim de satisfazermos o sentimentalismo humano, não podemos ocultar a realidade espiritual da evolução humana e expor um panorama da vida que não perturbe a velha concepção da dor e do sofrimento, como seja a do pecado de Adão e Eva! O espírito goza do direito de atenuar ou retardar sua prova dolorosa na Terra, e antes de se reencarnar determina as providências que acha mais adequadas para a sua vida material. Depois de encarnado, tanto pode socorrer-se de todos os recursos médicos e anestesiantes do vosso mundo, quando teme a dor, como pode represar a descida dos venenos psíquicos que havia planejado esgotar.
E se o fluido cancerígeno for estorvado no seu curso e impe­dido de expurgar-se em parte ou no todo, não há dúvida de que, perante o cientificismo justo e benfeitor da Lei do Carma, o espírito candidata-se a nova prova de purgação tóxica correspondente à quantidade que ainda conseguiu deter no perispírito pela inter­venção cirúrgica, cauterização, radioterapia ou outro processo violento. Essa é a verdade sideral, malgrado não consiga satisfazer completamente o raciocínio de muitos encarnados.
Há muita diferença entre a Medicina precária de alguns sécu­los, quando o ser humano era tratado à semelhança de um animal submetido aos cautérios, vomitórios e às moxas chamejantes, e o trato médico moderno, em que o paciente, graças ao advento da anestesia, quase que só enfrenta as dores mais suaves da conva­lescença. No futuro, quando a humanidade também apresentar melhor padrão de espiritualidade, a Medicina já terá abandonado o manuseio dos instrumentos cirúrgicos torturantes, e pesquisará na profundeza da alma a causa exata da enfermidade.
Tanto o câncer como qualquer outra enfermidade insidiosa comportam-se perante as leis espirituais do Cosmo como efeito exato da Lei Cármica de que”a dada um será dado segundo as suas obras”. Em conseqüência, a nossa opinião não teria força suficiente para torcer as leis espirituais, criadas por Deus, ou então modificar a patogenia do câncer, para alguns privilegiados poderem escapar pela tangente de sua responsabilidade milenária....
Embora os espíritos apelem pana a Providência Divina a fim de fugirem aos destinos atrozes que eles mesmos geraram no passa­do, a Lei imutável não faz distinções nem outorga privilégios; e, por isso, pagam tributo à patogenia do câncer criaturinhas adoráveis e recém-nascidas, moços vigorosos e velhos laboriosos, bandidos e sacerdotes, homens cultos e homens analfabetos, criaturas belíssi­mas e seres deformados, mulheres santificadas e infelizes decaídas, homens solteiros e pais de numerosa prole, heróis abnegados e cria­turas acovardadas, médicos devotados e pacientes estóicos, ricos e pobres, ateus e devotos!
PERGUNTA: — Mas não é um dever humano tentarem-se todos os esforços possíveis para a cura do câncer, mesmo que saiba tratar-se de uma expurgação psíquica benfeitora?
RAMATIS: — Infelizmente, o Carma da humanidade terrícola ainda é de expurgo drástico e exige recursos violentos que provo­cam padecimentos cruciantes nas criaturas, como no caso do cân­cer. E justo que se procure o lenitivo e, por isso, aventam-se novas hipóteses terapêuticas, constroem-se custosos laboratórios com aparelhamento eletrônico, alimentam-se esperanças ante novas con­clusões científicas baseadas em experimentos inéditos, enquanto os charlatões aconselham o uso de plantas, drogas e exorcismos mis­teriosos! De vez em quando animam-se os cancerosos, pondo toda a sua fé numa raiz exótica ou em qualquer substância superativa ou absorvente; então acelera-se a sua dinâmica psíquica a ponto de produzir efeitos satisfatórios.
Conforme já vos temos ditado alhures, certas curas miraculo­sas, tais como as ocorridas em Lourdes, os milagres de Fátima, os sucessos dos taumaturgos do sertão ou das fontes milagrosas que atraem romarias de enfermos, devem-se mais ao fato destes dinami­zarem em si mesmos o “detonador psíquico” gerado por intensa fé e confiança. Então acelera-se todo o campo psicofísico do doente e se desatam músculos entorpecidos, substituem-se células aniquiladas e renovam-se as funções atrofiadas há longo tempo. Mesmo após a hip­nose, muitos pacientes, ao acordarem do transe, afirmam-se livres de certas dores, incômodos e até vícios que o hipnotizador ordenou-lhes esquecer na mente enfraquecida.
Mas, embora o canceroso tenha sido radioativado, mutilado pela cirurgia ou se intoxicado por excesso de quimioterapia, devi­do à pressa e o desespero para obter a cura física, só a terapêutica do Cristo ainda é a mais eficiente para restaurar a saúde do espírito eterno.
PERGUNTA: — Embora não tenhais opinado sobre se a cirur­gia é aconselhável ou não no caso do câncer, pelo menos podeis dizer se de sua prática não resulta maior agravo para o cancero­so, tendo em vista as leis espirituais que lhe disciplinam o resgate cármico.
RAMATIS: — Não conhecemos agravo sideral por isso, pois o mundo material, além de ser uma escola de educação espiritual, é eficiente laboratório de experimentos, onde a centelha divina, emanada do Espírito Cósmico, modela sua consciência de existir, saber e criar. O espírito do homem pode viver alguns milênios entre equívocos, dores e sofrimentos, a fim de conseguir o seu aprimoramento espiri­tual, sem que isso lhe obstrua a felicidade eterna, que há de esplen­der-lhe após a compensação justa do seu passado de ignorância e desatinos. Há de ser o anjo venturoso a substituir o homem cansado da marcha planetária e dos desenganos das formas perecíveis.
O sofrimento resignado aumenta a sua função espiritual purificadora e auxilia a mais breve liquidação das toxinas perispirituais. Sob tal aspecto, é óbvio que a cirurgia do câncer não vai de encon­tro às leis espirituais, porque é o próprio espírito que decide apres­sar ou retardar a sua infecção astralina no perispírito. Ressaltamos no entanto, que nenhum cirurgião pode guardar a presunção de curar enfermos ou cancerosos apenas porque lhes extirpa órgãos ou tecidos doentes. Os ferros cirúrgicos não têm ação prática na renovação crística do espírito, embora possam corrigir carnes dete­rioradas, aliviar sofrimentos demorados, desviar ou suster o curso mórbido das toxinas milenárias que circulam pelo perispírito enfermiço. As leis espirituais, imutáveis e sábias, determinam qual deve ser o peso específico magnético e a diafaneidade necessária para os espíritos se ajustarem aos mundos paradisíacos. Naturalmente haveis de reconhecer que não podereis conseguir esse padrão espi­ritual à custa de intervenções cirúrgicas no corpo de carne, embo­ra reconheçamos que elas atendem aos sentimentos fraternos da ciência humana.
Quando o espírito translúcido consegue elevar-se às regiões edênicas, para usufruir definitivamente a Paz e a Felicidade eter­nas, também não lastima os bilhões de horas-sofrimento, as milha­res de intervenções cirúrgicas a que se submeteu, nem a extensa fila de médicos, enfermeiros e farmacêuticos que convocou para solver as suas desarmonias físicas. Quando então isso acontece, ele comprova que a saúde espiritual foi fruto de sua purificação através da dor, não como expiação de culpas, mas apenas como processo de aprimoramento.

25. A Terapêutica dos Passes e a Cooperação do Enfermo



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