Igor moreira



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. Acesso em: 22 out. 2015.

Reúne curiosidades sobre a cidade de


São Paulo antigamente e sobre construções (casas, monumentos, etc.) que persistem nos dias de hoje. Ao acessar o item “Antes & Depois”, é possível comparar fotos antigas com atuais e perceber as mudanças no espaço.

Determinado espaço, portanto, ao mesmo tempo que reflete a sociedade que o utiliza, é resultado de um processo histórico. Por esse processo, o espaço foi progressivamente moldado, conforme as relações sociais que predominaram no passado e envolveram constantes conflitos entre os diferentes segmentos de cada época. Como o espaço mantém algumas marcas do passado, ele pode, de algum modo, interferir nas sucessivas organizações sociais. Com relação a isso, pode-se dizer que o espaço é um produto e um produtor da História.


Texto & contexto

1. De modo geral, como se davam as relações sociais entre povos antigos? Essas relações ainda existem?

2. Como esses tipos de relações sociais se refletem na organização do espaço?

3. Quando surgiram as práticas urbanísticas modernas? O que buscavam?

4. Com base na ideia de construção do espaço, cite exemplos de áreas no município onde você mora que parecem ter sido planejadas e de outras que transmitem a impressão de desorganização.

Espaço e poder

O espaço é a base material do exercício do poder do Estado. Em uma sociedade de desigualdades como a nossa, é também a expressão da hegemonia de determinados grupos ou segmentos sociais.

Para melhor compreender essas ideias, é importante “voltar no tempo”. Nos séculos XV e XVI, desenvolveu-se o Estado moderno. Para que isso acontecesse, foram essenciais a delimitação de um território e o exercício da soberania sobre ele, além da existência de uma cultura, uma língua e tradições em comum. Somente um poder único, comum a todos, e soberano poderia agregar indivíduos isolados e diferentes, tornando-os iguais.

Para garantir a coesão interna e a própria sobrevivência da sociedade, o Estado teria a exclusividade do uso da força – fundamento básico do poder político. Assim já entendiam os juristas do fim da Idade Média, para quem estava claro que o Estado tinha o privilégio do uso da força, enquanto à Igreja caberia a utilização de todos os meios psicológicos necessários para ensinar a religião e a moral.

Desde então, duas são as razões da existência do Estado, com sua prerrogativa:

externa – a força, com sua expressão máxima nos organismos militares, tem a missão de proteger as fronteiras do Estado, resguardando a soberania nacional;

interna – o uso da força é feito pelo grupo ou segmento politicamente dominante para garantir a coesão interna e a segurança da sociedade.

Cabe ressaltar, no entanto, que o uso da força por parte exclusiva do aparelho de Estado, para ser considerado legítimo, deve ser justificado eticamente. No decorrer da História, as sociedades construíram diferentes fundamentos para legitimar o poder político: a legitimidade pela vontade de Deus ou do povo; pelas chamadas leis naturais – a razão, por exemplo; pela tradição; entre outras. Hoje em dia, o fundamento é dado por meio do reconhecimento de um Estado pela comunidade internacional, ou seja, pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O surgimento do chamado Estado-Nação, no século XIX, exacerbou o sentimento nacional, reforçando a consciência de que o Estado precisava ser forte para preservar a nação e de que seu poderio dependia da extensão do território que controlava. Daí a militarização dos territórios, o desenvolvimento tecnológico posto a serviço da guerra e as constantes disputas territoriais.

Nessas condições, das quais resultaram as duas guerras mundiais, foi procedente a afirmação do geógrafo alemão Friedrich Ratzel – considerado o pai da geografia política –, feita no início do século XX: “Espaço é poder”.


Hegemonia: supremacia; domínio exercido por uma nação, uma cidade ou um grupo social sobre outra nação, outra cidade ou outro grupo social.

Jurista: pessoa especializada em leis e que, por profissão, se dedica a emitir pareceres sobre questões de direito.

Prerrogativa: privilégio ou faculdade de que usufruem os seres de determinado grupo ou espécie. No caso, considera-se o privilégio do uso da força atributo do Estado na Idade Média.

©iStockphoto.com/EunikaSopotnicka



Texto & contexto

1. As transformações das sociedades são sempre acompanhadas por mudanças na produção do espaço. Qual é o papel do tempo histórico nos processos que envolvem transformações espaciais?

2. Na paisagem do município onde você mora, há marcas que expressam relações sociais do passado? Em caso afirmativo, cite exemplos.

3. Explique a frase “Espaço é poder”, de Friedrich Ratzel.

Sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York, Estados Unidos, feita em parceria com Oscar Niemeyer. Foto de 2012.

Domínio do espaço

O poder do Estado implica o domínio do espaço, embora, hoje, a hegemonia política esteja muito ligada às dominações econômico-financeira e tecnológica. Por isso, os arranjos de fronteiras, os acordos e as alianças entre países comumente expressam relações de poder e dominação, que envolvem interesses no controle do espaço. Por exemplo: o mapa político que surgiu no território da antiga Iugoslávia, após quase quatro anos de guerra (1992-1996), foi um arranjo resultante de um jogo de poder entre países interessados – Estados Unidos, Rússia, Alemanha – e nacionalidades diretamente envolvidas na disputa do espaço: sérvios, croatas, bósnios, eslovenos, macedônios, montenegrinos e kosovares.


Iugoslávia: 1989

Iugoslávia: atual

João Miguel A. Moreira/Arquivo da editora

João Miguel A. Moreira/Arquivo da editora

Fonte dos mapas: Adaptado de ATLAS-historique.net. Disponível em:



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