Poesia Condenada



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Poesia Condenada

Carlos Conrado


Editora O Capital

Aracaju, 2008

Título Original em Português:

Poesia Condenada


Edição: Editora O Capital

Capa: Carlos Conrado

Revisão: Rinalda Lima e Tânia Meneses

Diagramação: Lucas Livingstone

Foto Contracapa: Andréa Borges

Contato com o autor: conradoart@yahoo.com.br
“Todos os direitos reservados ao autor. Sendo proibida a reprodução total ou parcial desta obra, sem a permissão, por escrito, do autor. Os infratores serão punidos pela Lei nº 9.610/98”.
Impresso no Brasil/ Printed in Brazil

Conrado, Carlos,


Poesia Condenada
Aracaju – SE, O Capital, 2008. 2º Edição.
Literatura brasileira – Poesia – I. Título

ISBN:




Índice
- Prefácio – Tânia Meneses.....................................9

- A Poesia Condenada – Por Marcelo Lasena......11

- Nota do autor.......................................................13

- Dedicatória...........................................................15

- Abertura – Epigrafe de Charles Baudelaire.........17

- Anestesia.............................................................19

- O Silêncio............................................................20 - O assassino da Saudade....................................22

- Mãos....................................................................23 - Deus e a América................................................24

- Mãe......................................................................26 - Hóspedes.............................................................27 - Eu........................................................................29 - O prisioneiro........................................................30

- Assassino............................................................32 - O gosto................................................................33

- O necromante......................................................34 - Dúvidas do bem...................................................35

- Flores do mal.......................................................36 - A derrota da luz...................................................37

- Tricon...................................................................38 - A paixão de um vampiro......................................39

- A morte de um vampiro.......................................41 - Flagelo de Deus...................................................42

- A você.................................................................44 - Minha maior dor...................................................45

- Luta......................................................................46 - Soneto do canto..................................................47

- O Louco e o Vento...............................................48

- O mau Espírito.....................................................50

- Soneto dum Espírito............................................51

- A mulher de vermelho..........................................52 - Acabou.................................................................53

- Prazer..................................................................54 - O Regente - À Política Brasileira ........................56

- A voz....................................................................57 - Sem censura........................................................58

- Conselho..............................................................59 - A-HA....................................................................60

- A vida...................................................................61 - Fim de espetáculo...............................................62

- Amiga morte........................................................63 - A Expressão........................................................65

- O Fim de uma Doutrina.......................................66 - Morte....................................................................67

- Liberdade.............................................................68 - Dor.......................................................................70

-Tédio.....................................................................71

- Pai........................................................................72 - Meu demônio.......................................................73

- a Identidade de Deus..........................................74

- Apolítica...............................................................75

- Incêndio na Califórnia..........................................76 - A despedida.........................................................77

- Anexos.................................................................79

- Uma pincelada em sua biografia.........................80

- Comentário Sábio................................................85

- Carta de Ana Paula............................................86

- A Conrado - Thais de Siqueira...........................87

- Carta ao Pai.........................................................88

- Para o meu amigo e irmão Danilo.......................91

- Nota sobre as traduções.....................................93

- Wunsch................................................................94

- Das Ende einner Doktrin.....................................96

- Desenhos Condenados.......................................99

Prefácio

Todas as frases murcham perante versos. Por que Poesia Condenada? Os versos de Carlos Conrado são luminosos e ondeantes como o seu próprio nome. Seus versos silenciam fixando olhos na América. Seus versos pranteiam a ausência da mãe, rasgam o peito estufado de saudades.

Caminham nas folhas os versos curtos e os versos longos de Conrado, ora anestesiados, ora tediosos, abrindo espaço em mundos voláteis, surrealistas.

A forma da poesia de Conrado é luva para o motivo e bocas tocando a borda de um cálice de cristal. É só beber o absinto - néctar dos sentidos em sua totalidade, e abrir as portas para a luz reveladora do que se espera ou não se espera ver.

Conrado alça vôos, muitos, sobre a dor, sobre o amor, sobre a liberdade, e se abraça com Deus e com a dama de negro que o espera.

O poeta se martiriza, se questiona, ensaia uma linguagem fática, quer saber o que o leitor pensa de seus escritos.

Só poetas entendem poetas. Só poetas andam juntos pelas mesmas rotas. Só poetas aplainam o terreno para a poesia, abrem janelas para a luz e portas para as musas. Está próximo o dia em que toda casa se iluminará.

Aracaju, no mês mais lindo (setembro) de 2006.


Tânia Maria da Conceição Meneses Silva (Membro do MAC (Movimento de Apoio Cultural Dr. Antonio Garcia Filho) da ASL (Academia Sergipana de Letras). Fundadora da cadeira nº-8- Dr. João Batista Perez Garcia Moreno-).

A Poesia Condenada

Por: Marcelo Lasena
A Poesia Condenada retrata, traduz e investiga o interior do autor. Sem ter o que temer ela mergulha no mais obscuro mundo do qual tenho conhecimento. É uma obra forte e poderosa, capaz de atiçar as dúvidas dos leitores sobre a verdadeira personalidade do poeta. Quando Nietzsche afirmou que “Só o homem que concebe o bem é virtuoso”, resolvi anexar a esta frase o objetivo desta obra. Acredite, o bem pode vir ao nosso encontro por detrás de uma máscara. Nem sempre o bom para a gente é o bom para ouvir, para ver ou para ler. Acredito que somos ferramentas divinas. “Deus se expressa através de nossos atos”. Se estas palavras são a voz e o meio de comunicação do poeta... a sua expressão foi sempre intensa e comovente. Mas o que pretende alcançar o autor? Pegando carona em outro pensamento Nietzschiano... Quero afirmar que ele busca uma razão para o porquê da criação da sua obra. “Uma obra só é bela se obedecer à razão”. Com Influências Byronianas ele é capaz de assustar, devido a sua linguagem forte, sem receio e sem pudor. É também demasiado salutar, citar o poeta Baudelaire como uma de suas influências. Quem sou eu para falar desse jovem poeta do novo milênio? Desculpe-me a arrogância, mas eu fui o primeiro leitor de tuas obras. Portanto, vejo-me no dever e não no direito de falar um pouco da sua vida, apesar da pouca idade, ele carrega consigo um currículo de experiências que não pode passar despercebido por nossos olhos. Falar de amor todos falam, é o direito de todos. Este sentimento está nos fortes e nos fracos, ele é o sentimento do “povo”. Raramente ouvimos comentários sobre a dor, sobre a morte ou sobre o mal. Falar destes sentimentos requer coragem e consciência, pois o preconceito e a repugnância são espíritos economistas que, dosam o teor e a força de determinadas palavras que têm como objetivo atingir o nosso consciente, que, por sinal, está sendo trabalhado de forma errônea, provocando assim a nossa alienação. Enquanto dormimos o tempo vai passando. A coragem de Carlos não brotou por acaso, certo dia ele acordou e disse:

- Amigo, o que será de mim se eu for de encontro a minha razão? Com um estrondoso grito respondi:

- Seja você!!!

A partir daquele momento ele se transformou...

A Poesia Condenada é um dos resultados desta mudança.


Nota do autor
Cada poeta tem uma lua dentro de si que está em constante mudança!... O tempo, para nós, é sinônimo de evolução. A obra Poesia Condenada é um projeto antigo finalizado desde 2006. Hoje, graças à descoberta da Editora O Capital, venho atender ao pedido de todos por esta obra impressa e não somente no formato de e-book como eu já havia apresentado e disponibilizado desde a finalização de sua produção. Nesse período, fiz também alguns acréscimos, a exemplo de textos críticos e poemas liberados pela minha moral.

A Poesia Condenada é parte de uma trilogia. As próximas publicações serão: Poesia Absorvida e O Aeronauta do Espírito Entre a Razão e a Loucura.

Espero que gostem deste meu livro de estréia. Luz, paz e sucesso a todos!... Tenham uma leitura recheada de emoções sinceras.

Dedicatória

Aos meus familiares, À Arcádia Literária Estudantil, Associação Sergipana de Artistas Plásticos, Academia Sergipana de Letras, Casa do Poeta Brasileiro de Aracaju. À Ilma Fontes, Conceição Aguiar, João Santos, Lucas Livingstone, Tetê Nahas, Silvia Maria, Enne. À D.Aurinha, Rinalda Lima, Danielle Santos. A Thais de Siqueira, Ana Paula, Thiago Amorim, Andréa Borges, Francisco Diemerson, Tânia Meneses, Chico Só, Valter Santos, Rodrigo Reis.

Ao Sr. Marcelo Lasena pela amizade sincera.
À minha companheira Talita Emily.

Leitor pacífico e bucólico,

Homem de bem e crente no destino,

Joga este livro saturnino,

Livro orgíaco e melancólico.

- Charles Baudelaire -




Anestesia
Faço do meu silêncio uma imagem,

Um retrato emoldurado pelas mãos da solidão...

Encharco de longos intervalos o meu coração, e

Faço pulsar o sangue de uma calada canção...

Sou como a fênix foragida das cinzas,

Sou também a angústia concebida pela vida...

Sou a maldição que atormenta Baudelaire,

Sou o marasmo, o tédio e a dor...

Sou filho do mundo que não me quer,

Sou uma forja de desejos assassinos...

Sou o ocultado pranto da melancolia,

Sou a tristeza de um sorriso,

Meu bem! Eu sou a tua anestesia.

O Silêncio
O Silêncio me chama...

Com tua voz rouca clama,

Pede, implora pelas migalhas

Da minha desvairada atenção...

Atenção! Há tensão nos fios

Da minha fértil imaginação!

O Silêncio é só solidão,

É como um verme

Sobrevoando o nada,

É como a canção

De uma viola abandonada...

Sinto muita pena de ti,

Ó pobre intervalo do tempo.

Devo tirar-te do relento?

O teu monólogo...

Causa dor a minha chaga,

Não quero dirigir este espetáculo...

Quero que sejas

Da sombra arrancado,

Quero devolver-te a graça

E curar o meu pecado.

Dou-te meus olhos,

Para que com eles

Possa ver o teu passado...

Eu te salvo, ó Silêncio,
Deste laço condenado.

Vem comigo criança,

Eu sou o Destino!

Não fique triste, Silêncio,

A mãe Esperança acabou de chegar.

O Assassino da Saudade
Ah! Como te quero fora de mim

Saudade...

Tu és assassina de minhas vontades.

O teu véu despido é uma tortura,

O teu poder sedutor é implacável...

Vejo-te em borradas lembranças,

Hinos homenageiam a tua carne...

Ah, essa carne...

Por tanto degustá-la

Fiz-me um fraco.

Bendito seja aquele que é agraciado

Pela primeira taça de vinho...

Eu me embriaguei...

Embriaguei-me com a tua alma.

As horas estão cansadas,

As sombras desvairadas dançam

Com o cantar melódico dos grilos...

Estes pobres grilos,

São meus companheiros

Nesta noite estrelada...

Não há nada melhor

Do que andar por entre as sombras,

Estimadas máquinas

Fabricantes de sonhos...

Não me venhas ó Tormento,

Permita-me retalhar-te a carne

Ou afogá-la num mar

De esquecimentos.



Mãos
Estas mãos...

Choram em desequilíbrio,

Fazem do menino-moço

Mais um coração perdido...

Ó meu delírio,

Seque a taça desta vida sarcástica,

Beba o meu sangue como um nada,

Derrame a dor e acrescente a desgraça...

Escarre estas lembranças fatídicas, e

Jamais interfira em meu pranto,

Tanto me enoja a decência,

Tanto me atormenta o teu canto.

E se Deus não for apenas a causa de

Tudo! Mas o próprio resultado? Como

Ficaria toda a idéia de pecado?

- Carlos Ayres Britto

In Causa e Efeito -



Deus e a América
- Olha para baixo, América,

Fixa teus olhos naquela cena...

O que vês?

- Vejo ossos andantes,

Seres desvairados!

- Esses ossos são retratos da fome,

Esses seres são teus filhos chateados...

Tua gula alimentou a minha ira,

Tu não és digna deste espaço.

- Não me culpes por um erro teu!

- Qual seria este erro

Inspiração de tuas ações?

- Destes a nós tamanha liberdade,

O poder de ter poderes.

- Um pai que ama não dá

Correntes de presente,

Não oferece símbolos da desgraça.

- Como podes falar em desgraça

Se todas tuas palavras são dissimuladas?

- Inadmissível aceitar que te criei,

Que blasfêmia desonrar o próprio pai!

- Às vezes, quando mais preciso de ti,

Tu viras a face e some nas sombras...

Se isso é amor, sou as rosas do campo

E a beleza de teus orvalhos.

Mãe
Tu que colhes os ermos deste cemitério,

Vem colher a víscera deste corpo,

Louco e desvairado, carne do fracasso...

Tu que amamentas um feto menino,

Derrama o teu leite num leito de flores,

Vem, entrega-te ao arroio...

Tu que andas nesta noite,

Vem visitar-me, estou a sete palmos,

Ó ser excomungado pela lua...

Tu que choras nesta tumba,

Deixa que o teu pranto invoque estes restos,

Esses pútridos esquecidos pela vida...

Tu que a saudade é quem guia,

Nunca me esqueça!

Busque-me algum dia...

Tu que os sonhos acompanham,

Nunca te esqueças,

Dos dias em que éramos um só...

Tu que levas esta carcaça depressiva,

Vem dar-me o último beijo,

O abraço do adeus...

Tu que és musa de um desgraçado,

Feio, morto e sepultado,

Traz-me o teu colo, ó mãe querida.



Hóspedes
O ódio e o seu retrato

Estão hospedados em meu corpo,

Chamas de fúria crepitam

Sobre o meu espírito...

- Deixem que estes vermes

Tomem conta deste espaço,

Mostrem-lhes os caminhos do inferno...

Além das noites

Queremos possuir os dias,

Despertem filhos,

Atirem para os hipócritas

Os discos da desgraça...

Nossos olhos explodem de dor,

Fomos feridos, por que devemos sentir

Pena de quem nos atingiu?

Intitulem-nos demônios,

Ratos, vermes,

Nós não damos à mínima

Para esta porra...

Libertem a orgia,

Aprisionem o pudor...

Pudor... Este investe na putaria

E financia a droga que tu consomes...

Mas de quem estamos falando?

Somos apenas duas vozes sem temor,

Falamos o que der na telha...

Tragam-nos o cobertor

Queremos derramar este corpo

No leito das trevas.

Eu
Chamaram-me de filho da puta,

Logo eu respondi:

Sou filho de um ventre anônimo,

Sou isto daqui!

Condenaram meus atos,

Mencionaram a educação,

O que fiz?

Eu respondi:

Quanto à família não tive laços,

Minha escola foi a rua

Foi nela que eu aprendi,

A ver o sol quadrado,

A ver meu corpo desfigurado,

A ver minha alma se despir...

Envenenaram meu caule,

Entorpecentes me aprisionaram.

Fluidos deste cu podre

Carinhosamente chamado de sociedade,

Taxaram-me de despojo da humanidade...

Enfeitiçaram meus olhos,

Corromperam meus sonhos,

Destruído pouco a pouco...

Só a dor pude sentir.
O prisioneiro
- Neste crédulo pêndulo que me fita,

Dou aos ares meu último suspiro...

Olhe bem nos meus olhos...

Vês algum medo neles?

- Não!

- Então até onde estarás disposto a ir?



Como é tolo, humano maldito,

É possível matar quem já morreu?

- Não!

- Sinto em ti um dilema...



Abra tua mente pra mim

E desvendaremos todos

Os mistérios que torturam a tua alma.

- Jamais, isso nunca!!!

- Solte-me crápula nojento,

Por Satã eu peço,

Deixe-me neste Hades,

Tire estas correntes...

Sentirei prazer em beber teu sangue,

Assim como o meu...

Ele também é maligno.

- Não, não é! estás mentindo!

- Mesmo com meus braços dependurados,

Não irei ceder ao fracasso.

- Eu vou te queimar na fogueira, Diabo!

- Invoco-vos ó forças do fogo

Para que eu possa abrir

Os portões das trevas...

Envia-me demônios,

Envia-me dragões.

Despertem vampiros,

A batalha contra a luz

Começa agora.


Assassino
Saudação bela arvore,

A graça é minha,

Inunda teu espaço

Varre a minha alma e a tua.

Em outrora tu viste...

- O egocêntrico assassinato,

A ninfa morta, que horror,

Jaz o tempo dos caóticos.

- Que blasfêmia!

- Não transtorne ainda mais

Os círculos da coerência,

Tem luz meus espaços,

Tem espaço em tua alma

Para fitar tudo que for correto.

- Dialogaremos...

Jamais, não me repreendas,

Não me fixe aqui!

- Não sou eu quem te prendes,

Caro amigo...

Esta é a tua consciência.


O gosto
Disseram eles:

-Matem o sangue

Para beber o último líquido,

Inda que seja o vinho,

Fosse o ódio ou a dor...

Se amar é sinônimo de dor,

Não será ódio o padecer...

Se crescer é a morte lenta,

Lenitivamente se perde a consciência...

Se os olhos já não se vêem,

Lâminas já não brigam,

Bocas já não berram,

E Cristo já não grita.


O necromante
Um mistério,

Cemitério,

Uma tumba,

Uma alma impura...

Um louco,

Um rito,


Um corpo,

Um coração maldito...

Olhos póstumos que fito,

Revelam-me vidas,

O passado,

A passagem,

Um destino,

O inferno...

Sou mago das trevas,

Fascinado pela necromancia,

Onde passo...

Alguns rastros,

Agonia,

Sofrimento,



Dor,

Mas uma vida perdida,

Mais uma alma corrompida...

Sou eu,


O artista proibido,

Assassino do equilíbrio,

Um desafio, alguns riscos...

“Quero ser Deus!”



Dúvidas do Bem
Nesta fronde assustadora,

Um ser draconiano impera...

Pergunto a ti, ó oráculo,

Qual o motivo da cizânia?

Sonho com a harmonia,

O bem e o mal,

Ambos em sintonia...

Pergunto a ti, oráculo,

É possível mudar um ser

Austero?


Os dragões estão urgindo,

Volta e meia estamos indo,

Rumo a um imenso

Abismo...

Quero enaltecer o senhor,

É meu companheiro e amigo,

Nesta luta contra o mal

Alguns demônios já vencidos...

Ó poderoso oráculo,

Dai-me as respostas que preciso.



Flores do mal

(Ao poeta Baudelaire)
Flores do mal

Sou eu quem rega

A vossa água envenenada,

Sou eu quem mata

As vossas faces belas,

Sou o terror vosso companheiro,

Sou o Diabo que por vós vela...

Sou a praga desgraçada,

Venham matar-me com vossas pétalas.

A derrota da luz
Numa noite de plenilúnio,

A luz emboscou as trevas,

Demônios... correrias,

Seres surpreendidos...

Aquilo que era negrume,

Foi ferido com fortes raios...

Nós, vítimas e sentenciados,

Fomos marcados violentamente

Com o brasão dos condenados...

Nasci luz, cresci em trevas,

Aqui neste mundo de ceias,

Sou lorde, sou titulado...

Parece simples o fuso horário,

Acredite, a luz causou um desequilíbrio!

Transformou as noites em dias,

Tentamos consertá-los,

Transformamos os dias em noites...

Este fato que ficou marcado,

São rastros dum fracasso...

Quisera ela dominar-nos, mas...

Pela própria rede foi capturada.

Tricon
Invoco-te, ó recém - alma do inferno,

Peço-te, ó senhor da impiedade,

Que deixes o Tricon voltar à carne,

Sei o preço que me vale,

Mesmo assim eu quero...

Desperte Tricon,

Volte ao mundo dos condenados...

Pelo mal eu te invoco,

Por Deus eu te invoco.

Dos bodes bebo o sangue,

Quero um cálice de crânio,

Estou pronto para receber-te,

Alma maligna...

Venha,


Fuja das trevas

Guerreiro do fogo,

O teu lar...

É esta poesia.

Obsessão de Sangue
No inferno da visão alucinada,

Viu montanhas de sangue enchendo

A estrada, viu vísceras vermelhas pelo chão...

- Augusto dos Anjos -

A paixão de um vampiro
Meu anjo negro,

Nós somos a morte,

Nunca beba sangue dos mortos...

Tua companhia são teus gritos,

Teus sonhos são horrores,

Nada menos que horrores...

Este duro e cruel fado teu

Em tudo me comove,

Tu és uma alma enegrecida,

Tu és a vida de minha morte...

Quero teus olhos escuros,

Negros de ódio,

Tu és tudo o que eu desejo,

Ó meu anjo infernal...

Sou um espírito imutável e vazio

Sei disso,

Sou tudo que há de mais terrível...

Tu és um presente das trevas,

E não da luz, eu te dei um

Vasto mundo obscuro...

Teus sentimentos humanos

São umas desgraças, não seja bondosa,

Penso que estamos unidos no ódio,

Estávamos unidos!

Busquei a ti nestas insanas palavras,

Quis invocar-te para mim,

Não mais te quero!

Que as asas do demônio

O levem para teu descanso final...

Tu foste uma rebelde,

Serás condenada a uma amarga vida,

Verás o raiar do astro sangrador,

A luz será tua pena...

Nas torturas de minhas noites,

Inevitavelmente,

Vejo-te neste coração brutal,

Inaceitável, mas...

Pela primeira vez

Serei piedoso,

Farei teu mundo aqui na terra,

Com dragões e demônios...

Se tu queres um mundo de sombras,

Prometa-me uma coisa...

Não comentarás sobre os anjos do céu,

Nunca, jamais soprarás o nome de Deus...

Se desviares mais uma vez...

Espere a morte desta morte,

Espere o grande sorriso sarcástico.





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