Poesia Condenada



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A morte de um vampiro
A sede feria os meus instintos,

Aturdia os meus sentidos

Fazia-me delirar...

Garrafas vazias de vinho

Eram bolsas esgotadas de sangue...

Minha epiderme se autopresenteia

Com manchas,

Todo o cálcio do meu corpo

Tende a se evaporar...

Assim vou sumindo aos poucos,

Perdendo a cor do vermelho

E a longa vida desta morte...

Uma cruel palavra agora faz parte

Do meu vocabulário...

Término! Que tem como sinônimo fim...

Chegou a minha hora ó pai Caim,

Afaga-me com teus braços

Pois estou descendo.



Flagelo de Deus
Uma cruel alma

Dorme com os dragões...

Quero fartar meu coração de horrores”.1

Se da carne não sou filho

Esta vida é um castigo...

Sucumbindo mistérios,

Levantando correntes,

Voltando do inferno,

Fortes demônios...

Sobrevoam os mares

Espalhando os males,

Causando a tristeza e

A dor dos gnomos...

Vampiros andantes

Mesclando gosto,

Bebem do salgado ao doce...

Já comi tua carne,

Cuspi tua alma.

Não dêem mais comidas

A Desgraça está farta...

Não venhas até mim

Espírito maldito!

Diz que é meu ser,

Sendo assim...

Eu minto.

Vá embora!!!

Leve o paraíso contigo...

Não me tentes,

Seja meu amigo.

Meu cobertor é feito

De dores...

Sou a morta casca,

Casulo da desgraça,

Verme sem asas,

Cuspindo nesta

Vida fraca...

Sou a luz dos condenados,

Sou o grito apaixonante de Hitler,

Sou o fictício que vive,

Sou o sorriso da tristeza,

Sou mesa de sexo,

Sou o lixo do universo...

Calo,

Por um cálice envenenado,



São podres estes versos

Quero morrer junto a eles.

____________________________________________________

1 – Verso de Manuel Maria Du Bocage



A você
Um athame...

Farei nascer a desgraça.

Teus braços...

Farei reinar a esperança.

Oportunas portas...

Serei mais um ser confuso.

Uma única porta...

Serei mais decidido.

Um sorriso...

Mostrarei-te a minha face bela.

Um insulto...

Farei de ti comida de insetos.

Um beijo sincero...

Mostrarei-te o amor eterno.

Teu desprezo...

Queimarei-te

Com as chamas furiosas dos

Meus olhos.



Minha maior dor
Quero aniquilar este coração,

Para que o bosque

Se não tenho as flores?

Para que as flores

Se não tenho amores?

Não gosto de suas pétalas...

De que adianta o orvalho

Se já não faço parte de sua rotina?

Sou caule condenado à má sorte,

Enrugado por espinhos,

Para que espinhos se eu vivo sozinho?

Amor...


Para que o amor?

Muitos bebem,

Saciam a sede,

Outros...

Apenas sonham com ele.

Tirem-me desse sofrimento,

Arrebentem logo este coração,

Pelos deuses suplico,

A minha maior dor...

Foi ter amado.



Luta
Se tu fosses do sexo feminino,

Tédio, acho que eu seria absinto.

Se tu pensas que estou deprimido,

Não serei jamais teu regozijo...

Se choro, quando do teu sorriso,

Estou perdido neste corpo

Estou lutando para estar vivo.

Soneto do canto
Nesta boca leviana...

Já não soam os cantos dissonantes,

Já não brotam notas leves,

Já não existe sinfonia...


É apenas um canto errante,

Silencioso e suspenso no ar,

Melodias de sonhos,

Para um canto desprovido de alegria...


É esta a minha agonia,

O som que me acompanha,

Deficiente e mudo para o mundo...
Vejam o clarão do dia,

Traz consigo a nostalgia e

Traz dom aos que precisam.

O Louco e o Vento
Existe um louco neste corpo,

Existe um louco

Bailando com o vento...

De mãos dadas

Sempre atentos,

Riem da dor,

Festejam os maus

Momentos...

Existe um par de loucos

Que só eles,

Conhecem o que é virtude...

Tudo é virtude,

Desde o belo

Ao feio afetado feto...

Existe um espírito

Que ronda,

Caminha nas horas

Em busca do vento...

O louco assustado,

Em tal espaço

Esconde o sujeito...

Não te lamentes

Ó coração insano,

Tens uma paixão

Não fiques aqui em prantos...

Não te lamentes

Ó coração insana,

Tens uma paixão

Não fiques aqui em prantos...

Os obstáculos

Nada mais são que

Um caminho mais comprido...

Um amor como o teu,

É uma verdadeira aventura...

Vamos pássaros,

Cantem a este amor

Que eu cantarei

A este louco como eu.


Böser Geist


Lhr antlitz wende nerk lärte von dir ab.

Die Hände dir zu reichen, Schamert´s den Reine. Weh



- Goethe -

O mau espírito
Para quê sacrificar a infância

E assassinar o teu amor ágape?

Para que este tormento?

Estamos em tuas terras, sei disso!

Do plano material tu partiste,

Deixando Teus bens aos que ficaram...

Eram lindas as tuas mulheres,

Tua esposa e tua filha,

Ambas sempre te amaram...

O teu desvio de conduta

Foi o teu maior equivoco,

Deus há de mostrar–lhe a lei...

Permita que este solo viva,

Pois sem nós, amigo...

Só a dor consumirá.

Pense insano guardião,

A paz está em promoção...

Não perca esta oferta!

Ó amante da desgraça,

Deixa-nos em paz...

Ó espírito imundo,

O mundo da luz te espera.


Soneto dum Espírito
Neste templo

Só resta o tempo,

Vindo dos ventos

Com braços de alento...


Busco teu mundo

Mesmo imundo,

Não será um absurdo

Amar o obscuro...


Sou guerreiro do fogo,

Ferido, quase morto,

Ó céus, eu sou tua dor...
Sou teu filho,

Este espírito

Que sempre te magoou.


A mulher de vermelho
Ai, mulher de vermelho,

Como tu és desprovida de beleza,

Como teus volumes me incomodam...

Teus seios podem

Afogar-me por inteiro...

Eu,


Pobre de mim,

Perdido para sempre...

Qual a razão da tua existência?

Já sabendo que

As belas são amadas,

Acariciadas,

E tu, pobre dama,

És apedrejada...

Busco um entendimento,

Algo próximo ao firmamento,

Os homens e as mulheres...

Correm de ti.

Mas há quem ainda te ame,

Lembra-te dos jumentos?

Acabou”
Não mais te colocarei de quatro

Como cadela no cio,

Não mais deixarei meu pênis

Ser ocultado por teus glúteos,

Não mais morderei teus seios,

Não mais beberei o suco

Da tua taça vaginal,

Não mais encherá a tua boca

Engolindo toda a minha espada,

Não mais te puxarei pelos cabelos

Para chamar-te de minha vadia,

Não mais ouvirei os teus gemidos,

Não mais terei o teu semblante lascivo...

Não mais... não mais...

Daquele meu amor

Pouco restou,

Apenas o sêmen petrificado

Guardado na tua lembrança.




Prazer

(À escritora Danielle Santos)
Quero brindar contigo

Esta poesia condenada,

Com bons gramas de ópio

E algumas doses de desgraça...

Vês? A noite nos pertence,

Vamos tornar concreto o nosso ato,

Nada de deixar ensaios mal ditos,

Maldito é o nosso amor...

Somos a personificação dos pesares,

As trevas formam o nosso cenário,

Vai, deguste meu bem,

Os vermes que restaram

De uma sociedade esquecida

No canto do seu prato...

Sinta o sabor da intolerância

Arder em tua língua,

Para que a esperança

Se temos carnificina como sobremesa?

Apague estas velas

Quero despir-te na escuridão,

Gosto do teu corpo enegrecido...

Quero ouvir teus gemidos

Enquanto viajo em tuas curvas,

Quero ver a agilidade de tuas mãos,

Quero o néctar consumido...

Sussurres ao penetrar da minha espada,

Entrega-te à volúpia,

Dedica-te ao ato,

Esqueça o coração.


O Regente
(À política brasileira)

Estrangulado seja

Este sistema político

Que se faz Presente-

Não por querermos este demente,

Mas sim por falta de opção...

Assim condenamos nosso lirismo,

Corrompemos os umbrais desta nação,

Que no mais alto teor da sua podridão

Faz dos nossos olhos objetos de liquidação...

Assim,

Somos impedidos de ver o movimento



Deste país que se movimenta

Com um desvairado desejo de chegar,

Ao show de uma orquestra detratorial...

Enquanto aprecia com os ouvidos,

A cegueira inocentemente solta gritos,

Sem perceber que naquele procênio,

A desordem, a fome, a violência,

São regidas,

Pelos deficientes tentáculos

De uma lula fora do seu espaço.


A voz
Dentre essas sombras tremulantes,

Há uma voz onipotente do saber,

Que cria a surrealidade de um existir

E mede com o prumo onipresente,

A arquitetura dos ventos, dos raios,

Das estrelas, das coisas inexplicáveis,

Que contrariam a lei do aparecer...

Confidente e mãe da natureza,

Canta junto à beleza,

Do germinar de uma rosa,

Do pranto de uma pedra,

Do arfar de uma vida,

De um monstro a devorar

A sua própria espécie querida...

Eis que essa voz,

Inspiração que vivifica Liceu,

Profana a si

Quando num grito,

Convida os homens

A subirem aos céus...

Dantes dessa voz,

Eles ensaiam,

Na companhia do individualismo

Cânticos graves e detratoriais.



Sem censura
América lascada

Com o pau varonil,

Goza, cala...

Apertando lascivamente

Os lábios em estado sifilítico.

Quisera eu,

Ficar longe da doença

E ter nascido europeu.




Conselho
Vive a tua lenda

Como um pierrô melancólico,

Maquiai a tristeza

Com risos falsos...

Homem,

Tu és uma máquina de anseios,



Tu és o detrator de si mesmo,

Tu és a cicuta que te há de matar.



A-HA
Pouco me importa o teu olhar,

Não me olhes com piedade,

Nasci assim, nasci para isto,

Nada mais pode mudar...

Tenho meus motivos para desprezar

Estes sentimentos mesquinhos,

Um tal de amor e carinho, amor?

É promessa de puta,

É a celebração de uma boa foda,

É o gozo que me leva ao ninho

E me faz despertar devagarzinho...

Tu disseste que sou como gelo,

É uma ofensa, o que me importa?

Saia deste quarto e feche a porta.

- A vida cuidará de ti!

- Ri de mim a vida...

A-HA para ela.


A vida
Vida irmã da morte

Companheira minha,

Inunda esta alma

Alarmada e rude,

Transcende em teus passos

Esta dolorosa agonia...

De um corpo estirado

Verde sangue jorrado,

Sou eu...

Este brusco insano amaldiçoado

Que em trevas eternas

Paga por todos os pecados...

Vem com tua energia

Companheira minha,

Traz luz

Para este obscuro mundo

Em que vivo...

Faz do meu ser

Carne existente,

Adeus lembranças póstumas,

Como Cristo

Jaz um morto sepultado,

Reencarnado por milagre,

Vivo, Neste mundo drogado...

Este viciado

Aos desejos mal sinalados,

Ó ser...

Tire-me deste tormento.



Fim de espetáculo
Aqui estou...

Preso na monotonia

De um intervalo sem fim...

As cortinas escondem o marasmo

Das cochias,

O teatro deu férias ao espírito...

Atores adormecem nos camarins,

O diretor agora é uma voz cansada...

Enquanto há distração...

As personagens celebram:

- Viva o silêncio, viva!!!

Amiga Morte
Tiraste-me a vergonha

Ó Morte insana,

Sinto-me agora como...

Um girassol

Apodrecido nas campinas...

Como o mar de uma imensa cratera,

Feliz, com a desgraça que tivera...

Canto agora para ti

Ó Morte amiga...

O que fazes por aqui?

Não respondas!

Este é mais um

Pensamento contraditório...

Vejo bem o meu velório,

Não sou cego,

Tenho olhos...

Desculpa-me

Por toda a arrogância,

Isto é um desabafo,

Hoje posso falar,

Ontem eu era vergonha...

Mas amiga,

Trouxeste que proposta para mim?

Não quero ficar responsável

Pelo purgatório,

Vês o Honório?

Ele tem talento,

Já eu, cara amiga,

Posso tomar conta das auroras...

Sou o Splatin ideal,

Pois não tenho correntes neste mundo...

Vês a vantagem?

Posso amar a todas,

Com certeza posso amá-las...

O que pensas?

Falarás ao criador o que sou,

Amante profissional de auroras...

Não posso ir longe nesta viagem,

Já está na hora de acordar,

Deixarei a Morte descansar...

Gostei de ti amiga,

Podes voltar o quanto quiser,

Seja para beber um café

Ou até mesmo um chá...

Volta...estarei por aqui a te esperar.


A expressão
Quando chegará

A liberdade de minhas ações?

Eu me chamo expressão!

Não quero mais ser dosado,

Quero uma vida intensa,

Quero a independência...

Como as diferenças são belas,

Ah! Esqueci que tu és cega,

Perdão, ó sociedade incerta!

Cansei de ser mocinho,

Serei um vilão eterno...

Agirei nos desabafos,

Nos atos e nos versos...

Tu verás um espetáculo de magia,

A revolta da nostalgia...

Ela está cansada daquela vidinha,

Então... estarei aliado até o fim!

Diga-me, qual teu conceito de vida?

Ó musa da desgraça

Por acaso não seria...

Ser nojenta e ruim?
O Fim de uma Doutrina
Matei o Papa numa noite de chuva,

Escarrei em sua túnica

O desprezo personificado...

Matei a hipocrisia avassaladora

Livrei a Terra de alguns males e pecados...

Explodi conventos, demoli igrejas,

Enforquei padres, freiras e

Livrei os seminaristas

Para quê aprendessem a verdade

Sobre a doutrina que os recrutavam...

Queimei páginas da Bíblia

Em brasas de marihuana

Que o meu ser tragava.

Organizei facções,

Sitiei o Vaticano

Para tirá-lo do mapa e...

Deus viu tudo e ficou calado.

Morte
Quero um manto negro

Para debruçar-me...

Não quero velas nem choros,

Quero apenas a tua presença.

Quero a rosa do oeste que

Sabota a vida...

Não quero tristeza,

Apenas alegria.

Quero amar a dona da noite,

Quero o beijo sugador de almas...

Quero outro mundo,

Não este mundo,

Jamais fiz parte desta fauna...

Estou em busca do meu canto,

Chorar por quê?

Isto aqui não é um pranto!


Há um local de destino,

Mas não há caminho que leve até ele.

O que chamamos de caminho

É apenas indecisão.



- Franz Kafka -

Liberdade
Minhas veias estão cortadas,

O sangue em pânico...

Sem alternativas, salta...

Num podre organismo passa,

Escorrendo e molhando,

Pintando este corpo sem graça...

Olhos de espanto

Pálidos e gelados,

Na primeira convulsão

Paralisados para a eternidade...

O homem descansa

Faz parte só de lembranças...

Eu, espírito condenado,

Derramo um pranto...

Não é um pranto de tristeza

Muito menos de angústia,

É um pranto de felicidade

Com um toque de liberdade...

Agora posso vagar pelo mundo,

Visitar as auroras,

Viajar num cavalo alado...

Posso brincar com as brumas

E curtir à vontade

Pois nesta vida...

Não existem guerras.

A excelência da beleza,

A virtude das flores,

São crias deste mundo regenerado.



Dor

*Carlos Conrado e Viviane Dantas.

Essência que fere e consome minha alma...

Porção que expande meus pesadelos

Faz transbordar do meu peito

O fel dos espinhos...

Faz do meu corpo resto de ninho.

Do meu coração um poço de chagas...

Tenho no rosto as lágrimas maculadas,

O sangue da amargura dilata meus poros...

Os germes da vida matam meus sonhos

Eu estremeci diante de ti, ô consumição infame...

Oh Deus, escute-me!

Não me deixe sozinho...

Essa dor deturpa meu ser,

Esgota minhas forças...

Para que sofrer se posso morrer?

Oh Deus! Faz descer sobre mim a tua glória e

Leva-me contigo para a vida...

Onde morrer é viver eternamente

Em teus braços de amor.

Faz com que teu filho encontre o destino

Que teu filho regozije em teu altar...

Traz-me o teu manto, oh pai!...

Estou sentindo frio...

Banha o meu rosto com glória e me faz ver a luz...

Tira-me das sombras que me sugam

E mais uma vez perdoa-me e me leva contigo.

Se sacrifier à sés passions,

Passe: mais à des passions

Qu`on n`a pás!...

O triste dix – neuvième siècle!

- Girodet -

Tédio
Lembraste de minha pessoa, ó tédio?

Fui eu o teu companheiro de muitas horas,

Fui eu o elixir da tua solidão...

Amei a ti como amo o meu coração,

Éramos inseparáveis...

Teu rosto farto de sentimentos

Visitava-me a todo instante,

Ah! Como eu adorava aquilo,

Mesmo certo de que tudo

Não passava de uma ilusão...

Ora vejam isto!

Minhas fibras entrelaçadas

A este rancor...

Sinto-me como um louco,

Talvez eu seja sim um louco,

Como pode alguém amar o tédio?

Vejo-me agora como

Um ser desequilibrado...

Eu o amo bem mais que ontem...

Senta-te nesta poltrona, amigo,

Esquece da vida e acompanha-me

Neste longo canto cansado.



Pai
Como parte dos despojos teus,

Eu, guardião de mim mesmo

E deste cruel e ingrato karma,

Aprendi extraindo dos meus versos,

Que um filho rejeitado

Não vive sob o domínio

Da graça...

Se eu for somente um desgraçado,

Quero nutrir-me da loucura

Que em meu corpo se abriga...

Quero ratos passeando

Em minhas chagas,

Quero que este corpo se desfaça

E que Deus aceite toda a culpa...

Tirano, como o pai de Kafka,

Maior inimigo do meu porvir,

Agradeço-lhe nobre crápula

Por toda a dor germinada em mim.


Meu demônio
Atenção supostos homens equilibrados,

Ouçam a voz de uma mente doentia...

Mergulho os meus caninos no sangue

Do ícone da intolerância...

Estou me libertando de todas as convenções

Que bloqueiam o meu sucesso,

Sou o grande assassino da filosofia

Dos brancos sepulcros...

Vejam o meu riso

Aliado à raiva desdenhosa.

Eu questiono todas as coisas,

Questiono o crucifixo

Da pálida incompetência que

Alienado afirma ser o filho

Mais fiel do supremo...

Eu sou o meu próprio redentor,

Sou o servo dos meus ideais...

Abençoados são os fortes,

Amaldiçoados são os fracos,

Abençoados são os poderosos,

Amaldiçoados são os débeis...

Este é o meu dia de júbilo

Portanto, ouçam-me!

A identidade de Deus
Conheci um Velho

Que não era tão velho…

Conheci um Ser Maduro

Que não era tão maduro…

Conheci um Pai

Que não era bem um pai…

Conheci um Rei

Que não era bem um rei…

Conheci um Juiz

Que não era bem um juiz…

Uma criança

De verdes ideais

Brincando de ser

Pai,


Fingindo ser Rei

E juiz das próprias

Terras…

Eu conheci Deus



E ele era o Universo.

Apolítica

Ó filho de uma Puta


Da Puta mais fudida,
Tuas idéias são tortas
Como a cabeça da minha pica...

Tu também és Puta Política,


Mulher da Zona, Meretriz,
Cachorra depravada e corrompida...

Vem...vem...vem

Abra as pernas para a Nação
Que de prazer geme e grita...

Quer mais? Quer...? Quer...? Quer...?

Balança o rabo, mostra o Cu e senta
Neste pau chamado Decência.

Incêndio na Califórnia

No céu cinzento da Califórnia,


Voa a ferida águia americana...
Quisera tu, ser maior do que
A própria força e
Carregar o estandarte da glória.

Poder...poder...poder...

Este lema não mais te representa.
As unhas de tuas garras
Não mais cravam
Na carne dos omissos...

O fogo queima os teus sonhos,


Acende os sonhos,
Daqueles que foram humilhados
Nas asas do teu egoísmo.

Afegões, africanos, japoneses,


Todas as tuas vítimas riem
Com a boca cheia de terra,
São sete palmos cobrindo o óbito
E representando a tua ignorância.
Maldita sejas tu!
Ó nação de merda.

Já da morte o pavor me cobre o rosto,

Nos lábios meus o alento desfalece,

Surda agonia o coração fenece

E devora meu ser mortal desgosto!

- Álvares de Azevedo -

A despedida
Preciso ir...

Já plantei a desgraça

E colhi a dor,

Segue a minha lira e encontrarás

O mundo das ilusões...

Liberta o meu corpo

Pois a dama de negro

Está à minha espera,

Preciso ir...

Tudo o que eu queria

Era ser ouvido,

Por Deus ou pelo Céu,

Queria a eternidade...

Estou partindo

Para o mundo que me entende,

Só ele me entende!

Queria poder gozar

Dos prazeres desta vida,

Mas quando pensava estar no êxtase...

A ironia para mim sorria.

Há tempos estou nesta

Perpétua prisão,

Agora que a liberdade está cavada

Não convém sentir saudade do inferno...

Quero sumir na escuridão,

Para um sempre então,

Adeus!

O meu corpo está em prantos,



O teu apego por este mundo expira,

Ele grita:

- Dá-me outra chance!!!

- Não posso obedecer-te,

Não posso ser cúmplice

Desta autotortura...

É doloroso sei disso,

Mas estou seguindo a minha razão,

Vamos! Tu precisas descansar,

Não te permita as tentações,

Para o mal querem te levar...

A paz te espera, corra,

Ó corpo masoquista...

E assim vamos indo,

Com a coragem estampada no peito

E o sonho da paz como prioridade...

No término destas palavras

Aqui se vai o meu último suspiro.






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