Uma Rede Brasileira de Mudanças Climáticas Gilberto Câmara



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Uma Rede Brasileira de Mudanças Climáticas

  • Gilberto Câmara

  • Diretor, INPE


Equipe de elaboração da proposta da rede (INPE)

  • Antônio Padilha

  • Carlos Nobre

  • Gilberto Câmara

  • João Braga

  • José Marengo

  • Júlio D’Alge

  • Maria Assunção F. Silva Dias

  • Peter Toledo



Introdução

  • O recém divulgado relatório do IPCC sobre a base científica das mudanças climáticas conclui, com acima de 90% de confiança, que o aquecimento global dos últimos 50 anos é causado pelas atividades humanas

  • O Brasil é vulnerável às mudanças climáticas atuais e mais ainda às que se projetam para o futuro 



Previsões de aquecimento global até 2100 para diferentes cenários de emissões







Projeções de Modelos para Temperatura do Ar



Mudanças na Precipitação para 2090-2099 (% relativa a 1980-1999) para Cenário A1B



Temperaturas médias subiram de 0,7 C nos últimos 50 anos no Brasil!



Aumento das chuvas no Sul do Brasil (1951-2002)





Impactos potenciais das mudanças climáticas no Brasil

  • Ecossistemas Naturais

  • Zonas Costeiras

  • Agricultura e Silvicultura

  • Recursos Hídricos

  • Saúde Humana

  • Desastres Naturais

  • Energias Renováveis



Impactos na Agricultura







Futuro dos Biomas Amazônicos?



Os extremos climáticos estão aumentando?





Impactos de particulados na saúde (doenças respiratórias, alergias, etc.)



El Niños mais intensos?



Impactos Severos nos Recursos Hídricos do Nordeste



Fenômenos atípicos: Quando acontecerá um novo furacão no Brasil?



Rede Brasileira de Mudanças Climáticas



Futuro da Vida na Terra e Prosperidade e Sustentabilidade da Humanidade?

  • Saúde

  • Energia

  • Alimento

  • Água

  • População

  • Extinção de Espécies



Rede Brasileira de Mudanças Climáticas



Missão da Rede

  • Agenda científica

    • Expansão da base de conhecimentos, projeção de cenários futuros, estudos sobre impactos, vulnerabilidades, adaptação e mitigação
    • Liderança em pesquisa no tema meio ambiente e desenvolvimento de interesse do país
  • Agenda tecnológica

    • Energias renováveis, inovações na indústria e na agricultura, monitoramento ambiental a partir do espaço
  • Agenda social

    • Avaliação das vulnerabilidades sociais, econômicas e ambientais
    • Agricultura, meio-ambiente, segurança alimentar, disponibilidade de água e energia, saúde, cidades, desastres naturais


Rede Brasileira de Mudanças Climáticas: Áreas de Aplicações

  • Cenários futuros de mudanças climáticas

  • Impactos em Agricultura, Energias Renováveis, Desastres Naturais, Gerenciamento de Ecossistemas, Recursos Hídricos, Zonas Costeiras, Saúde

  • Estudos sobre Adaptação às Mudanças Climáticas

  • Tecnologias para Mitigação de Emissões de Gases de Efeito Estufa



Organização da Rede

  • Nó central de coordenação/articulação: INPE

  • Dois tipos de nós: órgãos/grupos de pesquisa e órgãos operacionais

  • Participação de FAPs, com ênfase no Programa de Mudanças Climáticas Globais da FAPESP

  • Articulação com redes existentes (e.g. LBA, GEOMA) e com programas internacionais (IGBP, WCRP, IHDP, DIVERSITAS, ESSP)



Governança da Rede

  • Comitê Executivo Multi-institucional, composto de cientistas

  • Comitê de Financiadores: CNPq, FINEP, FAPESP, FAPs

  • Coordenação operacional da Rede: INPE

  • “International Advisory Board”, com cientistas de renome para apoio ao projeto

  • “External Review Board” para avaliação periódica



Nó de Coordenação (INPE)

  • Manter e operar a infra-estrutura de computação de alto desempenho

  • Manter competência científica para desenvolvimento de modelos

  • Expandir capacidade de observação por satélites, balões, geossensores, aviões de pesquisa

  • Organizar a agenda científica (workshop, reuniões e avaliações periódicas)

  • Promover atividades de extensão e de divulgação para a sociedade



Papel dos Nós da Rede

  • Cada nó constitui-se de um grupo ou instituição de pesquisa

  • Contribuir para a agenda científica da Rede

  • Submeter projetos aos financiadores da Rede

  • Ter direito de acesso à infra-estrutura do nó central

  • Desenvolver atividades de capacitação formação de recursos humanos

  • Fornecer dados científicos e/ou operacionais para os demais participantes da rede



Participantes da Rede (lista preliminar inicial)

  • Nó central de coordenação/articulação: INPE

  • Potenciais participantes da Rede:

    • Institutos do MCT: INPA, MPEG, LNCC, IDS MAMIRAUÁ IMPA-OS, INSA,
    • Institutos Federais: EMBRAPA, FIOCRUZ, SIPAM, IBAMA, INMET, ANA, DHN
    • Universidades: USP, UFRJ, UNICAMP, UFSM, UFV, UNESP, UFPA, UFAC, UFPE, UECE, UFSCAR, UFPR, UFSC, UFRGS, UFMG,
    • Institutos Estaduais: FUNCEME, SIMEPAR, EPAGRI, LAMEPE


Rede Brasileira de Mudanças Climáticas: Produtos Iniciais

  • Produção regular anual de avaliação sobre o “Estado do Meio Ambiente” do Brasil

  • Produção de uma avaliação nos moldes do IPCC para o Brasil (base científica, impactos, vulnerabilidade e adaptação e mitigação de emissões) entre 2008 e 2009



Centro de Ciência do Sistema Terrestre no INPE



Visão de futuro

  • Como o ambiente da Terra está mudando, e quais as conseqüências para a nossa civilização?



Painel de Especialistas em Ciência do Sistema Terrestre (INPE, Dezembro de 2006)

  • O Brasil vem contribuindo com sucesso à agenda científica mundial de CST

  • Uma contribuição original do Brasil: Ciência do Sistema Terrestre e Desenvolvimento

  • Rede com um nó de coordenação e articulação, fortemente conectado a instituições participantes



Painel de Especialistas em Ciência do Sistema Terrestre (INPE, Dezembro de 2006)

  • INPE tem condições de ser o nó de coordenação, se recursos adequados forem disponibilizados

  • Induzir de novos programas de Pós-Graduação e estabelecimento de colaboração com programas existentes

  • CST no Brasil: produção regular de cenários ambientais em décadas, em estreita colaboração com centros mundiais que fazem projeções na escala de séculos



Ciência do Sistema Terrestre e Desenvolvimento

  • Como ter desenvolvimento social eqüitativo e ao mesmo tempo reduzir o estresse sobre o ambiente?

  • Paradigma de “ambiente de conhecimento do Sistema Terrestre”: observações, modelagem, aplicações e extensão



Competências do INPE em Ciência do Sistema Terrestre

  • Modelagem atmosférica, oceânica, da cobertura vegetal e usos da terra e produtos de previsão de tempo e clima

  • Modelagem e interações Sol-Terra

  • Aplicações de dados de sensoriamento orbital

  • Controle de operações de satélites e estações de coleta de dados



Foco científico principal do Centro de Ciência do Sistema Terrestre: Interfaces

  • Interface Sol-Terra

  • Interface oceano-atmosfera

  • Interface terra-atmosfera

  • Interface terra-oceano

  • Interface tempo-clima

  • Interface clima-sociedade

  • Interface química-clima

  • Interfaces entre sistemas biofísicos e sociais





Infra-estrutura necessária ao INPE como nó de coordenação da Rede Brasileira de Mudanças Climáticas

  • Novo supercomputador (desempenho de 40 teraflops) com dedicação compartilhada entre produtos operacionais e apoio à pesquisa da Rede. (R$ 55 milhões em dois anos)

  • Instrumentação científica: descargas elétricas, ozônio e UV, litosfera, física solar, ionosfera, plataforma aero-transportada (R$ 22 milhões em três anos)

  • Infra-estrutura predial adicional: prédio de 6 mil m2 para abrigar o Centro de Ciência do Sistema Terrestre e laboratórios adicionais (R$ 12 milhões em dois anos)



Sistema de Supercomputação



Recursos Humanos necessários: INPE

  • Efetivação de 150 Funcionários, atualmente sob contrato terceirizado

  • Pessoal científico e técnico: 200 novos pesquisadores e tecnologistas, incluindo cientistas sociais, para consolidar áreas existentes e criação de novas áreas de pesquisa, tecnologias e aplicações em Ciência do Sistema Terrestre (em três anos)



Rede Brasileira de Mudanças Climáticas: Áreas de Aplicações e Próximos Passos



Próximos Passos

  • Montagem do Comitê Financiador

    • Definição de fontes de financiamento das atividades da Rede
  • Montagem do Comitê Científico

    • Preparação documento de referência
  • Criação do Centro de Ciência do Sistema Terrestre no INPE

    • Supercomputador, vagas e infra-estrutura
  • Convite aos participantes da Rede

  • Lançamento nacional da Rede, com visita do Presidente Lula



Articulação com FAPESP

  • Programa FAPESP de Pesquisas em Mudanças Climáticas Globais: agenda científica e recursos anuais já definidos (R$ 12 milhões/ano por 10 anos)

  • Baseado em programas anteriores de sucesso: Genoma, Biota

  • Organização do programa FAPESP

    • Chamadas periódicas de projetos de pesquisa
    • Comitê Científico
    • Coordenação Executiva (INPE)
    • International Advisory Board
    • Revisões bi-anuais


Articulação com FAPESP

  • FAPESP gostaria de lançar seu programa em conjunto com o MCT

  • Compartilhar “International Advisory Board” entre os programas FAPESP-MCT

  • Compartilhar Coordenação Executiva da Rede Nacional MCT com o programa FAPESP (INPE)

  • FAPESP considera co-financiar (20%) o supercomputador do INPE

  • FAPESP precisa de um programa específico de bolsas do CNPq para Mudanças Climáticas



Obrigado!




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