Ficha introdução Fica a dica



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Coisas que gostaria que tivessem me dito quando era adolescente

TÍTULO


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SUMÁRIO


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FICHA


Introdução

Fica a dica: é impossível seguir este livro sem ler esta parte!

Se tem uma fase da minha vida que me desperta um mix de sensações é a minha adolescência. Como pode? Ao mesmo tempo em que me lembro dela com saudade, também me dá arrepios só de pensar na pessoa que eu era.

Mas é compreensivo, afinal, nesta fase você é jovem demais pra fazer certas coisas, mas já tem idade o suficiente para pensar em outras. Você precisa começar a pensar no futuro, mesmo querendo viver só o presente – o que muitas vezes, aliás, se limita a assistir séries com pipoca ou brigadeiro trancada no quarto, sem nenhuma interrupção. E os sentimentos? Aff... Estão sempre à flor da pele. A aparência também muda a cada dia. Você acorda e parece que o seu nariz está maior, o rosto diminuiu, as bochechas incharam, as espinhas aparecem... SO-COR-RO! E enquanto ainda tem de lidar com as mudança no corpo, você precisa se entender com a sua intensidade, porque você ama demais, sofre demais, fica feliz demais, fica na bad demais, se irrita demais, explode demais... Talvez seja dai que venha a fama dos adolescentes de serem “aborrescentes”, “rebeldes sem causa”, etc. Não concorda? Pois é, eu também não, adultos às vezes parecem tão dramáticos, né? Eu acho que essa afirmação vem do fato de que eles não sabem lidar este universo, e o novo assusta, então é melhor ir contra a essa maré de intensidades que é a adolescência, do que realmente entender. Se eles soubessem que não é tão difícil assim, ficariam chocados. Não que os adolescentes sejam simples, longe disso, vocês são seres bem complexos, não à toa que faltam estudos sobre o seu comportamento, reações físicas e químicas da idade, mas é que os adolescentes, na real, são adultos sem experiência e que sonham demais e vivem demais. E onde está escrito que isso tudo é ruim?

No fundo eu acho que se todos nós conservássemos essa intensidade da adolescência e aprendêssemos a usar de maneira positiva, a vida seria tão mais fácil... Me identifico muito com uma parte de um poema do Paulo Leminski, aliás, preciso avisar você, pode ser que eu cite várias frases e pensadores neste livro, é que eu AMO, mas voltando, o trechinho é assim: “quando eu tiver setenta anos, então vai acabar esta adolescência. Vou largar da vida louca e terminar minha livre docência”, ou seja, acho que serei pra sempre um pouco adolescente e, quem sabe, aos 70 anos eu não largue isso? Haha...

Sempre trabalhei com adolescentes e, sério, vocês não têm noção do quanto aprendi e aprendo a cada dia. Pra quem não me conhece, meu nome é Aline Marchiori, tenho 29 anos, e apesar de estarem nascendo alguns fiozinhos de cabelo branco na minha cabeça (ok, admito, isso me dá um certo pavor haha), parece que estarei sempre no #modoadolescente. E pra muitas pessoas isso quer dizer falta de maturidade, pra mim é só sabedoria. Qualquer pessoa que saiba o quão legal pode ser esta fase, não vai querer sair dela tão cedo, então me defino como uma adulta com uma alma adolescente. Quanto a quem não consegue me aceitar, pode me achar boba por fazer Stories ouvindo One Direction, vibrando loucamente por cada novo single da Demi Lovato e que vai querer debater sobre o ship Jelena (não consigo seguir em frente), paciência. Sou assim e é melhor aceitar que dói menos!

E foi assim que cheguei até este livro. Um belo dia ganhei um convite para um evento que era uma imersão de um coach superfamoso, onde ele ajudava as pessoas a transformarem as suas vidas usando técnicas de programação neolinguística, mais conhecida como PNL, que é uma técnica de comunicação, desenvolvimento pessoal e psicoterapia criada em 1970 por Richard Bandler e John Grinder. Nesta técnica, eles acreditam que alguns padrões comportamentais podem ser aprendidos e alterados pra que você conquiste metas na sua vida. Só expliquei bem por cima, porque até hoje não entendo muito sobre o assunto, mas existem vários livros e materiais disponíveis na internet.

Esta imersão duraria três dias, nos quais eu deveria chegar às 9h e saiamos às 00h. Cansativo demais! Li alguns artigos na internet e opiniões e vi mais pessoas que gostaram do que falaram mal, então como havia ganhado, resolvi dar uma chance. Lá fui eu no meu primeiro dia. E sabe quando você chega e já descobre que aquilo não é pra você? No local tinha mais de duas mil pessoas e durante o processo rolavam dancinhas energizantes, palestras sem fim, histórias e mais histórias... Fiquei mentalmente esgotada e decidi ir embora antes do final do primeiro dia e não voltar mais. Eu realmente acredito que funcione e seja bacana para algumas pessoas, mas não me identifiquei e não me senti parte daquilo. Mas, olha, posso dizer que não foi uma experiência de todo o mal, porque ela me inspirou a começar a escrever isso que a essa altura do campeonato eu torço para que seja um livro, mas que também pode se tornar uma série de artigos, crônicas ou somente pensamentos.

Depois de ver o palestrante discursar por horas e, de alguma maneira, fazer a diferença na vida de outras pessoas eu pensei “por que eu não posso fazer isso, além do meu trabalho?”. Fiquei com isso na cabeça o sábado inteiro e, no domingo, na hora do almoço, pensei que poderia começar a escrever esses pensamentos e deixar fluir, depois eu veria no que daria.

Sempre me pressionei a escrever um livro e vou falar sobre isso em algum dos textos, mas acabava me cansando. É porque eu queria mesmo era compartilhar algo que vivi, ainda não estava pronta para fazer uma história, sabe?

Não sei se você está lendo isso porque já me conhece ou quer me conhecer, então acho interessante falar um pouquinho mais sobre mim aqui. Sou jornalista, trabalhei por quase sete anos com adolescentes e continuo trabalhando até hoje. Um dos meus maiores sonhos realizados, aliás, foi trabalhar em uma revista que eu sempre li e que hoje faz parte da história do jornalismo impresso, que tristemente, vem sendo minado pela internet. Foi na Atrevida que aprendi o que realmente era o jornalismo. Claro que estudei em uma faculdade bacana, com professores renomados, o que já me considero sortuda por ter conseguido graças aos meus pais, que me ajudaram com o famoso “pai-trocínio”, mas a prática, o jornalismo real, do dia a dia, foi na redação.

Entrei na Atrevida com 20 anos, lembro até hoje do dia que entrei naquela sala de gente descolada, cheia de pôsteres na parede e de cores. Foi a primeira vez que me senti realizando algo, sabe? Eu sonhei tanto com aquele momento que nem parecia verdade! Decidi que trabalharia duro para ser reconhecida e conseguir trilhar o meu caminho, e assim foi. Como diziam os meus pais “eu tinha de escrever a minha história” e eu ralei, me prontificava pra fazer parte de tudo, acompanhar fotos, entrevistas, fazer matérias... Quanto mais eu escrevesse e participasse daquele ambiente, mais eu aprenderia. Com tanta dedicação, não deu outra, quase dois anos depois, me tornei repórter de entretenimento, e eu pude conhecer tanta gente legal, famosa, anônima, mas que de certa forma faziam a diferença e me inspiravam. E, sério, isso não tinha preço! Eu realmente trabalhava no meu lugar dos sonhos.

Um ano e pouquinho depois, aquele sonho já não era tão sonho pra mim, e depois de aprender muito parti rumo a um sonho desafio, como repórter especial na revista yes!Teen. E lá, além de poder escrever sobre TUDO, eu também conheci pessoas incríveis e que me ensinaram demais sobre jornalismo e também sobre humildade e respeito. Mas a vida é muito louca mesmo e, depois de pouco mais de um ano na minha jornada de yes!Teen, recebi o convite para voltar para a Atrevida como editora-assistente. Eu tinha só 24 anos e já era editora-assistente de uma revista. Parecia um sonho e, apesar de na época não ter maturidade para isso, porque achava que me valorizar pareceria arrogante, era o resultado de muito esforço e trabalho. Dois anos depois, me tornei editora e mais dois anos depois, infelizmente, meu ciclo se fechava naquele lugar que me ensinou, me fez realizar tantos sonhos, mas que novamente pedia para que eu seguisse em frente. E assim foi! Cheia de medo, resolvi me dedicar ao meu site, o Spring Teen, que já existia há uns dois anos, mas que era só um hobby, que eu levava paralelamente com a revista. Era hora de eu ter meu próprio veículo, me dedicar e alçar novos voos. Não me achava competente, tinha medos, tive de começar um tratamento psicológico, que também me encorajou a escrever este livro, mas respirei fundo e fui.

Comecei contatos com marcas, profissionalizei as minhas redes sociais, foquei no meu canal no YouTube, que além de ser um local onde amo produzir conteúdo, também é uma vitrine do meu trabalho, pois sempre sonhei em ser repórter de TV e sei que todo o material está sendo visto o tempo todo. E como já deu pra ver aqui, o dia de amanhã nós nunca sabemos, a vida nos prega grandes e boas peças!

O Spring Teen nasceu da vontade de produzir conteúdo de qualidade para adolescentes, eu acredito muito que através de conteúdo bem produzido e informação relevante, é possível ajudar na formação de mulheres mais críticas e empoderadas. Claro que não estou ainda não gostaria de estar, nem ganho rios de dinheiro, mas nada dá tanto prazer do que se fazer algo que gosta e que você tem certeza de que de alguma maneira impacta pessoas. E é desta forma que eu encontrei o meu propósito. Com este livro e o seu conteúdo, não é diferente.

Comecei a estudar o público cada dia mais, porque, com a internet, as coisas mudam na velocidade da luz, e percebi que não tinha muito material relevante. Acredito que as pessoas não estão preparadas para a intensidade adolescente, por isso acabam deixando as coisas pela metade. Mas, migos, vocês são tão importantes pras famílias, pras empresas e pro mundo, que é um absurdo não olharem mais a fundo pra vocês.

Vocês sabiam que UMA a cada QUATRO pessoas NO MUNDO é adolescente? Pois é, são vocês quem tomarão as decisões para o nosso futuro, escolherão os nossos governantes e definirão se as coisas vão melhorar ou piorar. E vocês têm uma diferença: a tecnologia em mãos! Se souberem usar, chegarão muito longe!

É aqui que volto a minha adolescência e também ao objetivo deste livro. Não vou dizer que minha adolescência foi um mar de rosas, mas ela também não foi horrível. Minhas maiores questões foram a insegurança comigo e com a minha aparência e também as diferenças que eu tinha em relação as minhas amigas. Apesar de me sentir parte do grupo e muito amada por elas, sentia que de alguma forma éramos diferentes. Sempre fui MUITO careta, certinha e medrosa, mas é porque me faltava conhecimento e visão de mundo, e por conta disso sentia que em alguns momentos não remávamos na mesma direção. Mas é assim mesmo, as pessoas são diferentes e a gente aprende a lidar, só que na fase em que precisamos de referências e se sentir parte de algo, não é muito legal passar por isso.

Como toda adolescente, tive muitas questões, crushes mal resolvidos e que nem me davam bola (nunca soube paquerar, não sei até hoje haha), altos dramas (sempre fui drama queen também), e não vou mentir, tenho muitas crises até hoje. Acho que com o passar dos anos, mudamos o foco, mas algumas questões continuam muito semelhantes e nós aprendemos a lidar com elas e também escolhemos melhor as batalhas pelas quais devemos lutar. E, sério, se alguém me dissesse e ensinasse tudo isso quando eu era adolescente, tudo seria tão mais fácil! Eu derramaria menos lágrimas, seria menos dura comigo, aproveitaria mais o momento, confiaria mais em mm, daria menos importância para os outros e também seria menos babaca com os outros (como a gente consegue fazer umas coisas horríveis sem pensar, né?), curtiria mais os meus amigos, não viveria a pressão do “pra sempre” e, muito menos do “mas e se...”, enfim, queria muito ter tido um anjo pra me ajudar a me conhecer melhor, mas acho que adolescência é isso, é bater cabeça, aprender com os erros... E, ok, tudo isso faz parte desta fase.

Como não tive esse “anjo da guarda”, resolvi tentar ser essa pessoa para você que está me lendo agora. Comecei a fazer terapia depois de adulta, aliás, enquanto escrevo isso completo três meses de terapia, pouco tempo para me conhecer melhor, mas tempo o suficiente para conseguir constatar que eu não consigo largar a “Aline jovem” para deixar a “Aline adulta” fluir 100%. Talvez isso seja por conta do meu trabalho, porque pra entender vocês e conseguir produzir um conteúdo interessante e focado, preciso sempre me colocar no lugar de vocês, ou até pode ser que existam outros motivos e ainda não descobri. Espero muito que consiga, mas não vou me cobrar, afinal, isso é um processo que precisa acontecer de forma gradual.

Nas páginas seguintes, vou usar esse mix de Alines e dividir algumas experiências e aprendizados que tirei da minha adolescência – e até da minha vida adulta, por que não? – para ajudar você a pegar mais leve consigo mesma e passar por essa fase, que, sim, apesar de não parecer, é a melhor da vida, como deve ser: aprendendo e curtindo cada segundo.

Acredite em mim: é desta fase que você vai tirar as melhores histórias e momentos da sua vida, então, aproveite! E também é nesta fase que boa parte do que você será no futuro será formado. Eu espero que você curta esse livro, que seja uma leitura leve e que você sinta que essa jornalista aqui que vos fala, pode não ser mais adolescente, às vezes pode usar umas gírias que semana passada estavam em alta, mas não estão mais, porém, que te entende como ninguém e não trabalha com julgamentos. Beleza? Então toque aqui (emoji de soquinho) e siga em frente!

Você nunca é jovem demais

Título polêmico? Um pouco! Mas, calma, eu vou explicar isso um pouco melhor. Eu sempre tive essa sensação de que era jovem demais para fazer qualquer coisa que fugisse do colégio, do relacionamento com as minhas amigas, crushes e família, enfim, do meu meio social. Aí quando via alguma menina da mesma idade que eu na televisão ou em alguma revista que já havia viajado em uma missão humanitária, ou que chamou a atenção por escrever seus sentimentos em um blog e foi convidada para escrever um livro, ou até que fez um trabalho voluntário e recebeu o reconhecimento da comunidade em que vivia, entre outras histórias, eu ficava frustrada, porque pensava “por que eu me sinto tão jovem e impossibilitada de fazer isso e ela conseguiu?”.

É claro que eu achava que só eu me sentia assim, até porque as pessoas não compartilhavam tanto as coisas como é hoje. Muita calma, não pense que tenho uma idade avançada, é que em um passado não muito distante, tipo, anos 2000, o acesso à informação não era tão simples, as redes sociais não bombavam como agora e a internet era discada, ou seja, não rolava isso de ter wi-fi em qualquer lugar e estar conectado ao celular 24 horas por dia. Eu só podia entrar na internet de madrugada (e olhe lá!) e o custo era alto, meus pais ficavam só ali, do lado, contando os segundos para que desconectássemos. E como meu irmão era quem sabia tudo sobre internet, ele acabava ganhando mais tempo.

Talvez durante esse livro você perceba que eu abro parênteses demais durante os meus raciocínios, mas é que quero contextualizar tudo da melhor forma possível. Se achar chato, respire fundo e siga em frente, é o meu primeiro, ainda vou melhorar, tá? Haha...Me dê uma chance, juro que não vou decepcionar!

Descobri que isso de eu achar que era jovem demais para fazer as coisas é uma forma de auto-sabotagem, e nós fazemos isso o TEMPO todo! Nosso medo de errar, muitas vezes é tão grande, que faz com que percamos a coragem de tentar e inventemos mil desculpas, que na maior parte do tempo, não fazem sentido nenhum. Pensa comigo: por que eu era jovem demais pra fazer algo? O que a idade tem a ver com realizar um projeto ou um sonho? Talvez eu encontrasse algumas dificuldades pelo caminho, sim, mas se eu quisesse mesmo, por que não seguir em frente?

Eu posso não conhecer você que está me lendo agora, mas eu tenho certeza de que em algum momento você já agiu desta maneira consigo mesma – não vale mentir, hein? Prometo que esse bate-papo vai ficar só entre a gente.

O que eu quero dizer com isso é que: eu poderia ter feito coisas incríveis nesta vida, me conectado com a minha profissão muito mais cedo ou até mesmo feito a diferença na vida das pessoas se eu não tivesse medo. Sempre quis fazer trabalho voluntário, mas achava que ainda não tinha idade e, muito menos, tempo. Pergunta: eu fiz trabalho voluntário depois de adulta? Não! Também sonhava em ser escritora e ter meus próprios livros. Já comecei vááários, mas na terceira página parecia que não tinha assunto e, pronto, começava a pensar que precisava viver mais para conseguir ter bagagem para escrever o meu livro. Pergunta: eu escrevi um livro até hoje? Quer dizer, comecei este e espero de verdade que você esteja me lendo, mas eu demorei exatos 29 anos para ter essa coragem. Eu também sempre tive blogs, gostei de escrever sobre o meu dia, pensamentos, etc., poderia ter seguido como todas as blogueiras que começaram no boom da internet, mas me considerei jovem demais para ter algo que me comprometesse tanto, que tomasse tanto o meu tempo, e não segui em frente com ele. Hoje eu olho pra trás e só consigo pensar uma coisa: que vacilona!

Gosto de pensar que tudo acontece no momento certo, mas, às vezes, o momento é o certo e nós adiamos as coisas.

Se eu tivesse feito tudo isso quando tinha ainda mais tempo, talvez eu teria amadurecido muito mais, teria mais experiências legais e teria aproveitado a fase em que eu mais tinha tempo livre pra fazer do presente algo muito bacana para o meu futuro. Não estou me arrependendo. Longe disso! O que quero mostrar aqui é que se você tem vontade de fazer algo, faça, não importa a sua idade. Se deu vontade, comece, mesmo que você ache que no momento não tem recursos e nem que isso vá dar em algo. Muitas vezes esperamos tanto pelo “grande momento”, que é ter dinheiro, ter tempo, ter idade, ter autonomia, e aí o tempo vai passando e nunca temos tudo 100% certinho para colocar nossos desejos em prática.

Pra você conseguir visualizar melhor, resolvi dar alguns exemplos de meninas jovens, que pareciam não ter nada a seu favor, mas, que da maneira delas, conseguiram tirar os seus projetos do papel. Quero deixar registrado que sou fã de todas elas e que são garotas que podem não ser famosas como a Emma Watson, por exemplo, mas que dentro da área que resolveram colocar seus projetos em prática, se tornaram nomes notáveis.



Inspiração 1: Malala Youszafai

A paquistanesa que hoje tem 21 anos não tem uma história muito fácil, mas quem disse que isso fez com que ela desistisse dos seus objetivos? Pra quem não conhece a sua história, Malala nasceu em Mingora, a maior cidade do Vale Swat, e sempre gostou de estudar, porém, em 2008, o Talibã, um grupo extremista que dominava o local e ditava as regras da maneira mais cruel possível, exigiu que as mulheres não estudassem mais. O pai de Malala, que sempre a apoiou, sofreu junto com a garota. Aliás, ele tinha uma escola, onde Malala ajudava e trazia meninas para estudar no local, que acabou se tornando um refugio. Vendo o que as meninas passavam para conseguir frequentar as aulas, sendo que algumas tinham até de fugir de casa e esperar os pais saírem, e o sofrimento delas por não conseguirem estudar, a paquistanesa resolveu criar um blog, o Diário de Uma Estudante Paquistanesa, onde contava a sua experiência como estudante mulher em um local com regras tão rígidas. Até então, a girl estava segura, pois usava um pseudônimo (nome fictício) para escrever. Poucos meses depois, a identidade de Malala foi revelada e ela passou a dar entrevistas para jornalistas, tornando-se um ícone ativista. Mostrar o rosto não a deixou assustada, mesmo sabendo que isso poderia lhe trazer sérias consequências...

Em outubro de 2012, quando tinha 14 anos, enquanto voltava da escola, Malala foi atacada pelo grupo talibã, pois eles haviam perdido o controle e a viam como uma ameaça ao Islã. Dois jovens invadiram o ônibus escola e atiraram na cabeça e no pescoço de Malala. Após o ataque, os médicos acharam melhor transferi-la para o Reino Unido, onde foi mantida em coma induzido por dez dias, quando acordou e demonstrou consciência. A paquistanesa é considerada pelos médicos um milagre, pois qualquer pessoa em situação semelhante poderia ter sérias sequelas.

Em 2014, por todo o seu engajamento em prol da educação das mulheres e também por tudo o que representa, a girl se tornou a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz.

E se você pensa que toda essa história a amedrontou, se engana. Este período difícil fez apenas com que o seu propósito crescesse, pois Malala passou de ativista paquistanesa, para ativista mundial, lutando para que a educação chegue a grupos desfavorecidos de todo o mundo. Até no Brasil ela tem deixado o seu legado, já que em julho de 2017 fez uma visita ao país para conhecer e se reunir com jovens brasileiros e também nos ajudar a melhorar o acesso a educação através do Fundo Malala, uma organização que recebe doações de pessoas do mundo inteiro.

Inspiração 2: Tabata Amaral de Pontes

Conheci a história da Tabata muito por acaso. Quando a Malala veio para o Brasil para participar de um fórum de debates sobre educação patrocinado por um banco muito famoso, havia algumas convidadas memoráveis e, uma delas, era a Tabata. Assisti o evento por live do Facebook e enquanto a mediadora falava sobre o currículo dela eu ficava pasma. Fiquei “mano do céu, como uma garota tão jovem fez tanta coisa e eu com 29 anos não fiz nem metade!” haha... Foi aí que resolvi pesquisar a história dela e me surpreendi ainda mais. É claro que não poderia de deixar de compartilhar com vocês aqui, até porque ela é brasileira – orgulho #modeon.

Ela tem 25 anos, é filha de uma vendedora e um cobrador de ônibus com muito orgulho, e vem da Vila Missionária, periferia da zona Sul de São Paulo, o que olhando de fora, realmente, faz com que a conquista dos sonhos seja mais difícil, mas quem disse que isso a amedrontou? Ela focou no seus sonhos e chegou a Harvard, meu bem, e hoje, é cientista politica e cuida de projetos incríveis focados nos jovens e no futuro do país! #desculpaê

Tabata sempre teve gosto por estudar, o que a fez chegar às olimpíadas escolares, onde teve um desempenho tão bom que a garantiu uma bolsa de estudos em um colégio particular de São Paulo para cursar o Ensino Médio. A girl, claro, agarrou a oportunidade com unhas e dentes, tendo um desempenho incrível! E, olha que legal, a escola chegou até a pagar um hotel perto pra que ela morasse, pois os seus pais não tinham grana pra arcar com as despesas de transporte, já que Tabata morava a 30 km do centro. Pra você ter noção de como ela arrasou, a girl chegou a dar aula de química e astrofísica no colégio ainda.

Tanta dedicação e esforço, rendeu a estudante uma vaga no curso de Física na Universidade de São Paulo, a USP, porém, ela tinha o desejo de estudar fora e se candidatou a várias faculdades americanas, que conheceram o seu talento e esforço, tanto que ela foi aceita em seis, entre elas estão Harvard, a qual ela optou, Yale, Columbia, Princeton, Pensilvânia e o Instituto de Tecnologia da Califórnia. Sim, só essas universidades que a gente vê em filme e parecem um sonho impossível. Olha só a girl mostrando que não é!

Tabata ralou muito e hoje é formada em Ciências Sociais e Astrofísica e é cofundadora de dois movimentos nacionais: o MAPA Educação, um movimento social que trabalha o engajamento politico e educacional de jovens, que busca pressionar os governantes por mudanças, e o Acredito, um grupo também jovem de renovação politica. História de filme? Pode até ser, mas a Tabata tem os pés bem fincados no chão, mas continua sonhando e lutando por um futuro melhor e real.

Seu maior sonho é se envolver mais ativamente na politica e eu não tenho dúvida de que ela vá conseguir. Força de vontade e dedicação ela já nos mostrou que tem.

Inspiração 3: Myriam Rawick

Eu já havia lido na internet que uma garota síria de apenas 13 anos estava dando o que falar por ter lançado um livro que era um diário escrito dos seus 6 aos 12 anos de idde, contando o que passou em Alepo durante a guerra. Imagina só bombardeios e morte fazer parte da rotina de uma menina tão jovem? Que coisa horrível e triste! Isso por si só já me surpreendeu! Mas depois que ela começou a ser chamada de nova Anne Frank – pra quem não conhece, a Anne foi uma adolescente alemã de origem judaica que lançou o livro Diário de Anne Frank, contando como era viver escondida em um quarto, em Amsterdã, durante a ocupação alemã nos Países Baixos, na Segunda Guerra Mundial. Se você não conhece este livro é muito bom, vale muito a pena!

Enfim, acabei esquecendo de pesquisar a história da Myriam, até que um dia em um programa de TV passou uma matéria de uma professora daqui do Brasil que estava usando o livro dela para dar aula para os alunos. Isso me chamou a atenção e quando vi era a Myriam. Assim como eu fico fascinada por histórias de garotas tão jovens que fazem a diferença, os alunos desta turma também ficaram pasmos ao ver que uma garota da idade deles já havia passado por tudo aquilo, nunca havia perdido um dia de aula, e sabia tão bem o quanto a paz é valiosa.

A história de Myriam chegou aos livros através do jornalista francês Philippe Lobjois, que durante a sua cobertura da guerra encontrou com a garota quando ela tinha apenas oito anos. Myriam foi incentivada por sua mãe a começar a escrever o diário e não parou mais e, quando conheceu essa história, o jornalista logo sentiu que tinha de compartilha-la com o mundo. É surpreendente e muito tocante ver uma guerra narrada por uma pessoa tão jovem. Assim como a Malala, a garota nos faz pensar e se colocar em seu lugar, imaginando como deve ser viver em lugar desta maneira.

Com a sua história comovente, Myriam conquistou o mundo inteiro e promete não parar no livro. Um de seus sonhos é estudar no exterior, e se isso acontecer mesmo, ela pretende voltar a Alepo para ajudar a reconstruir a cidade.

Mais uma história incrível de alguém que tinha poucos recursos, mas que de alguma maneira conseguiu fazer a diferença da comunidade em que vive e inspirar pessoas no mundo inteiro.



Inspiração 4: Giullia Jaques e Gabriella Arienne

Conheci esses dois talentos em um evento do Google que fui convidada a cobrir quando trabalhava na revista Atrevida. O evento chama Mind The Gap e seleciona meninas que vão bem em matérias de Exatas e Olimpíadas escolares de todo o Brasil para participar de alguns dias de imersão no Centro de Tecnologia do Google, em Belo Horizonte. Nesses dias elas aprendem mais sobre programação, inovação e tecnologia. A ideia é tirar da cabeça dessas jovens aquele estereótipo ultrapassado de que as profissões de tecnologia são só pra homem e incentivá-las a seguirem na área, que apesar de ter mudado muito, ainda tem poucas mulheres.

Mas, voltando as girls, eu fui convidada para o evento e durante a manhã tivemos várias palestras com pessoas, principalmente, mulheres, que trabalhavam no Google. E entre uma pergunta e outra, ouvi de longe a história da Giullia e da Gabriella, e não deu outra, me apaixonei na hora pelo propósito, determinação e pensei “por que eu nunca tirei minhas ideias do papel com essa idade”, e este é um dos motivos que elas são um dos meus exemplos para você.



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